sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sorte, emoção e ação em 'Vidas em Jogo' da Record


Novela 'Vidas Em Jogo' - TV Crítica

por Warlen Pontes
warlenpontes@hotmail.com

Há muito tempo sintonizo na TV Record.
Existe uma clara evolução nas suas produções e, VIDAS EM JOGO, é uma prova disso.
Novela escrita por Cristianne Fridman e dirigida pelo excelente Alexandre Avancini.
Cada capítulo é recheado de emoção e muita ação.

A trama
A história gira em torno de dez amigos.
Há três anos jogam os mesmos números na loteria.
Na virada do ano, a sorte sorri pra eles.
Vão dividir um prêmio de 200 milhões de reais.
É quando começa a novela, de verdade.
Para desembolsar toda a grana - só recebem dez milhões - a outra metade só será distribuída, se cumprirem uma missão.
Oficializam um pacto registrado em cartório. 

As missões
As missões são: ficar mais magra; Gastar dinheiro; Tirar férias; Encontrar os irmãos; Montar uma frota de táxi; Ser uma boa patroa; Trabalhar de verdade; Classificar o time de futebol; Colocar ex-meninos na rua dentro da escola e, por fim, montar uma escola de dublês.
Um serial killer vai eliminar cada integrante do "bolão da amizade" e movimentar mais ainda o folhetim, será o famoso: quem matou?

Opinião
Ao ler a sinopse de VIDAS, confesso: fiquei preocupado.
A emissora investiu alto na produção.
Será que o público vai conseguir acompanhar tantas tramas?
A novela tem me surpreendido.
A autora distribuiu as personagens com maestria e traz temas como: corrupção, AIDS, obesidade, ganância, drogas, entre outros, com muita seriedade.
Muitas externas, fotografia caprichada, cenários bem feitos, enfim, uma obra de primeira linha.

Elenco
Existem atuações sofríveis como o estreante Sandro Rocha (Cléber), muito ruim, mas como é o primeiro trabalho, a gente dá um desconto.
Guilherme Berenguer deixou a desejar. Um mocinho muito óbvio, desperdiçou a chance de mostrar talento em seu primeiro protagonista fora da Globo. 
A mocinha, Julianne Trevisol, tá chata demais!
Fora os sem-graça e apenas lendo o script: Claudio Heinrich, Guilherme Prates, Rômulo Arantes Netto, Shaila Arsene, Giovana Echeverria, Julia Tannus e Letícia Colin. Dá dó de assistir.

Destaques
Chega de falar dos ruins e vamos para o show é deles e delas:
Beth Goulart com a sua Regina, uma vilã no tom certo.
Denise Del Vecchio e a sua Augusta, interpretar uma travesti sem nenhum estereótipo, está magistral. 
Luciana Braga, sair da vilã de Poder Paralelo e entrar com a chata e engraçada Fátima, mostra sua versatilidade.
Leonardo Vieira e o seu excelente canastrão Ernesto.
Vanessa Gerbelli no tom certo.
Thaís Fersoza, de Patricinha à mãe dedicada, uma virada radical. Sem dúvida, uma das melhores atrizes de sua geração.
Marcela Barrozo, sua eterna carinha de adolescente, talento de gente grande.
André Di Mauro, sempre dedicado e verdadeiro (acho que ele é o assassino).
Ricardo Petraglia, um veterano talentoso.
Bia Montez, sua encantadora Hermezinda e Simone Spoladore (Andrea), interpretação com verdade e carisma.
Depois de sete meses no ar, a novela ainda vai dá muito o que falar. Torço pra isso! 
Exibida de segunda a sexta, às 22h30.

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