Dercy de Verdade – TV Crítica

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Acabei de assistir à microssérie da TV Globo “Dercy de Verdade”, em homenagem a uma das maiores comediantes do Brasil: Dercy Gonçalves.
Dirigida por Jorge Fernando e escrita por Maria Adelaide Amaral, baseada no livro “Dercy de cabo a rabo” de sua autoria.


Tive o privilégio de conhecê-la quando trabalhei no Bingo Arpoador em 2000.
Era simpática com todo mundo e considerada pelos vendedores como uma cliente uva, pois ao ganhar algum prêmio, fosse linha ou bingo, dava uma caixinha generosa.


Difícil resumir uma vida de 101 anos num programa de quatro capítulos.
A história de Dercy dá material fácil fácil para uma novela, por que não?
Mas Dercy de Verdade foi muito bem feita.
Figurino caprichado, cenários alinhados, elenco afiado (quase todos), boa fotografia, direção inteligente e mostrou um lado surpreendente de uma mulher à frente do seu tempo.

 

O ELENCO
Fafy Siqueira, maravilhosa!
Era desejo de Dercy a escolha de Fafy como sua intérprete na história da televisão, tinha razão.
Siqueira não se deixou cair na armadilha da imitação, tornando sua Dercy, uma mulher mãe de família e batalhadora.


Heloísa Perissé foi muito competente e verdadeira ao interpretar Dercy, mas acho que cometeu um grande deslize, o sotaque. 
Por ter feito recentemente Cordel Encantado, algumas palavras foram pronunciadas como se fosse uma nordestina.
Parabéns ao Fernando Eiras, Cássio Gabus Mendes, Tuca Andrada, Danton Mello, Drica Moraes e Armando Babaioff, cumpriram seus papéis com memoráveis interpretações.


Devo destacar Rosi Campos como a irmã de Dercy, Bita.
Cena com ela, mesmo com a Fafy ou a Perissé presentes, só dava ela. 
Ela brilha! Pra mim, a melhor do cast.
Agora, Diogo Boni. Se pretende seguir carreira, vai passar fome. Péssimo! 
Só estava ali porque era filho do ex-todo poderoso global.
Poderiam ter chamado um ator de verdade com o mesmo biotipo. 
Igualmente as atuações de Samara Felippo, Nizo Netto e Ricardo Tozzi. 
Sem verdade, sem brilho. Nada a acrescentar. 


Faltou mostrar a fase da carreira de Dercy ao lado do saudoso Ronald Golias, à época da Família Trapo, na Record, mas ao mesmo tempo pensei: quem representaria o Golias?
O recurso da narrativa utilizado foi uma boa ideia: Fafy num palco intercalando com imagens de Dercy, tornou o especial gostoso de se assistir.


Encerro a minha crítica com uma frase da atriz disponível no site da globo.com:
“Palavrão, meu filho, é condomínio. Palavrão é fome, é a maldade que estão fazendo com um colírio custando 40 mil réis. Palavrão é não ter cama nos hospitais”.
É isso aí Dolores Gonçalves Costa e, muita coisa não mudou.
Beijo e cheiro no coração.

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