CHICO ANYSIO NÃO DEIXARÁ SAUDADES.

0
foto: internet

O Brasil não pode reclamar, em matéria de humorismo não devemos nada, vejam só: Chico City (1973 a 1980), Chico Anysio Show (1982 a 1990), Chico Total (1981 e 1996), TV QCV, Linguinha, O Belo e as Feras e A Escolinha do Professor Raimundo (90 a 95; 99 a 2001). São mais de duzentos personagens (209 dos programas humorísticos) eternizados no talento de Chico Anysio em 65 anos de carreira.

foto: divulgação CEDOC/Globo

Listo também várias participações especiais em: Armação Ilimitada, 1985; Delegacia de Mulheres, 1990; A Diarista, 2004; Sítio do Picapau Amarelo, 2005; seriado Guerra e Paz, 2008; minissérie Engraçadinha, 1995; Que Rei Sou Eu!, 1989; Terra Nostra, 2000 e uma passagem relâmpago na novelinha teen, Malhação, 2001.

foto: divulgação CAMINHO DAS ÍNDIAS

Esteve presente em três novelas – apesar de não gostar muito de fazê-las – em Sinhá Moça, 2006, na alma do fazendeiro escravocrata, Everaldo; em Pé na Jaca, 2007, no papel de um cego, Cigano, dono de um parque de diversões e, por último, roubando a cena de todos, com o trambiqueiro Namit, em Caminho das Índias, 2009.

fonte: internet

Fez pouco cinema: Entrei de Gaiato em 1959, dirigido por J.B. Tanko e no elenco, Zé Trindade e Dercy Gonçalves, imaginem a farra!, um narrador em O Mundo Mágico dos Trapalhões, 1981; Zé Esteves, o pai de Sônia Braga, em Tieta do Agreste, direção de Cacá Diegues, 1996; no blockbuster brasileiro Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, 2009; na dublagem do desenho animado Up – Altas Aventuras (o desenho foi feito pensando no Chico), 2009; no documentário, Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, 2009; e no clássico de Ziraldo, Uma Professora Muito Maluquinha, em 2010.
Agora mesmo, estou produzindo este post e assistindo Alberto Roberto (o meu preferido) com Tony Ramos.
Não paro de rir! Venho ao post e volto ao vídeo. Impagável! 
Há seis anos fui assistir uma peça no teatro da Gávea, Rio de Janeiro, e ao passar pelo hall de entrada estava o Chico. Quietinho, irreconhecível. Sentado, cabisbaixo, triste. Pensei, vou me achegar e tirar uma foto. Mas fiquei receoso. De longe, fiquei a observá-lo. Tive dó. Lembrei de uma entrevista recente em que dizia estar ansioso por ouvir o telefone tocar e a Globo chamá-lo.
Arrependi de não ter falado com ele e registar aquele momento, mas queria ter dito: Chico, sinto sua falta.
Volta pra gente! 
Cheguei em casa e chorei. Na mesma hora tive um insight e imediatamente, liguei o computador. Pesquisei vídeos com ele na rede. Voltei a sorrir e a rir muito. Dei gargalhadas!
Ele brilhava e fazia os outros brilharem com a Escolinha.
Ah Chico, você se foi, mas não deixará saudades, porque quando ela (a saudade) aparecer, você estará por aqui, na internet, eternizado com as centenas de vídeos.
Meus mais sinceros sentimentos aos familiares e aos amigos mais chegados.
Todas as vezes encerro as minhas postagens com um beijo e um cheiro no coração, isso, eu aprendi com ele.
Chico, beijo e cheiro no coração.
Obrigado por tudo!
fonte: Memória Globo.

Comentários do Facebook

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here