quinta-feira, 31 de maio de 2012

OITAVO CAPÍTULO

De Warlen Pontes


SÁBADO,
14 DE MAIO, 2011


UMA HORA DA TARDE.
COPACABANA.

NA LOJA CHOCOLATES DO CORAÇÃO.
ESTÃO RIBERILDA, BOANERGES E SEUS FILHOS RONALDO E RIVALDO.
(Riberilda) - Que momento raro. A mamãe, no caso eu...
TODOS RIEM.
- Reunida com seus filhotes.
(Ronaldo) - Mãe, para com isso!
(Rivaldo) - A senhora não acha que já somos bem crescidinhos para sermos chamados de filhotes?
(Riberilda)- Pra mãe, filho nunca cresce! Nunca!
(Boanerges) - Rivaldo, meu filho, fiquei sabendo que vai vir um pastor de Brasília visitar a sua igreja?
(Riberilda) - Sério? Tem uns pastores bem ungidos em Brasília. Quem é a bênção?
(Rivaldo) - Rafael Medeiros, ele tem um ministério lindo!
Chama-se Allos Mundi, tem um site na web:
(Ronaldo) - A igreja tá precisando de homens como ele.
(Riberilda) - Não vou perder! Quando será? 
(Rivaldo) - No domingo 22.
(Boanerges) - Parece que Brasília vai invadir Copacabana.
Semana que vem estaremos lançando uma loja da Boutique do Brigadeiro.
A Rúbia Guimarães estará no lançamento.
(Ronaldo) - Rúbia Guimarães é? 
(Pensamento de Ronaldo: eu já vi essa gostosa por aqui)
(Riberilda) - Por que Ronaldo, você conhece?
(Ronaldo) - Já vi meu pai conversando com ela. Mais uma loja de chocolates em Copa. Vai ser um sucesso!
(Boanerges) - Vai ser sim. Os brigadeiros dela são famosos em Brasília e deliciosos!
(Rivaldo) - Bem, eu vou nessa.
(Riberilda) - Meu filho, vou pegar uma carona com você.
RIBERILDA DESPEDE-SE DE BOANERGES E RONALDO COM UM BEIJINHO.
OS DOIS SAEM DA LOJA.
(Ronaldo) - Pai, essa Rúbia é casada?
(Boanerges) - Sim, por quê?
ENTRA UM CLIENTE NA LOJA. RONALDO OLHA PARA REGINA.
(Ronaldo) - Por nada.
(PENSAMENTO DE RONALDO: Que pena!)



DUAS HORAS DA TARDE.
NO HORTIFRUTI SABORES DE COPA.
MARIA NO ESCRITÓRIO COM ESTER.

(Ester) - Tia, nunca poderia imaginar!
(Maria) - Ester, preciso inventar alguma coisa pros seus primos acreditarem que é o segredo. Só confio em você, meu amor.
(Ester) - Tia, eu tô arrasada com esse segredo!
(Maria) - Imagina como eu fiquei quando a mamãe me contou?
(Ester) - Nossa tia... e agora? O que você pretende fazer?
(Maria) - Em primeiro lugar. Resolver a questão do hortifruti.
Conversar com o Antonio Cabreras. Ele tem direito a tudo isso aqui.
(Ester) - E quanto a tia Freda e a tia Valéria? Você vai contar?
(Maria) - Isso aí é bem mais complicado, você não acha?
(Ester) - Mas elas têm o direito de saber!
(Maria) - Mas não agora. Preciso preparar o terreno.
ESTER PARA UM INSTANTE. PENSA.
(Ester) - Pode contar comigo viu?
MARIA OLHA CARINHOSAMENTE PRA ESTER.
FAZ UM AFAGO EM SEU ROSTO.
(Ester) - Eu sei meu amor. Obrigada.
ENTRA NO ESCRITÓRIO, ANTONIO CABRERA.
(Antônio Cabrera) - Olla.

FIM DO OITAVO CAPÍTULO

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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