OITAVO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
SÁBADO,
14 DE MAIO, 2011

UMA HORA DA TARDE.
COPACABANA.

NA LOJA CHOCOLATES DO CORAÇÃO.
ESTÃO RIBERILDA, BOANERGES E SEUS FILHOS RONALDO E RIVALDO.
(Riberilda) – Que momento raro. A mamãe, no caso eu…
TODOS RIEM.
– Reunida com seus filhotes.
(Ronaldo) – Mãe, para com isso!
(Rivaldo) – A senhora não acha que já somos bem crescidinhos para sermos chamados de filhotes?
(Riberilda)- Pra mãe, filho nunca cresce! Nunca!
(Boanerges) – Rivaldo, meu filho, fiquei sabendo que vai vir um pastor de Brasília visitar a sua igreja?
(Riberilda) – Sério? Tem uns pastores bem ungidos em Brasília. Quem é a bênção?
(Rivaldo) – Rafael Medeiros, ele tem um ministério lindo!
Chama-se Allos Mundi, tem um site na web:
(Ronaldo) – A igreja tá precisando de homens como ele.
(Riberilda) – Não vou perder! Quando será? 
(Rivaldo) – No domingo 22.
(Boanerges) – Parece que Brasília vai invadir Copacabana.
Semana que vem estaremos lançando uma loja da Boutique do Brigadeiro.
A Rúbia Guimarães estará no lançamento.
(Ronaldo) – Rúbia Guimarães é? 
(Pensamento de Ronaldo: eu já vi essa gostosa por aqui)
(Riberilda) – Por que Ronaldo, você conhece?
(Ronaldo) – Já vi meu pai conversando com ela. Mais uma loja de chocolates em Copa. Vai ser um sucesso!
(Boanerges) – Vai ser sim. Os brigadeiros dela são famosos em Brasília e deliciosos!
(Rivaldo) – Bem, eu vou nessa.
(Riberilda) – Meu filho, vou pegar uma carona com você.
RIBERILDA DESPEDE-SE DE BOANERGES E RONALDO COM UM BEIJINHO.
OS DOIS SAEM DA LOJA.
(Ronaldo) – Pai, essa Rúbia é casada?
(Boanerges) – Sim, por quê?
ENTRA UM CLIENTE NA LOJA. RONALDO OLHA PARA REGINA.
(Ronaldo) – Por nada.
(PENSAMENTO DE RONALDO: Que pena!)



DUAS HORAS DA TARDE.
NO HORTIFRUTI SABORES DE COPA.
MARIA NO ESCRITÓRIO COM ESTER.

(Ester) – Tia, nunca poderia imaginar!
(Maria) – Ester, preciso inventar alguma coisa pros seus primos acreditarem que é o segredo. Só confio em você, meu amor.
(Ester) – Tia, eu tô arrasada com esse segredo!
(Maria) – Imagina como eu fiquei quando a mamãe me contou?
(Ester) – Nossa tia… e agora? O que você pretende fazer?
(Maria) – Em primeiro lugar. Resolver a questão do hortifruti.
Conversar com o Antonio Cabreras. Ele tem direito a tudo isso aqui.
(Ester) – E quanto a tia Freda e a tia Valéria? Você vai contar?
(Maria) – Isso aí é bem mais complicado, você não acha?
(Ester) – Mas elas têm o direito de saber!
(Maria) – Mas não agora. Preciso preparar o terreno.
ESTER PARA UM INSTANTE. PENSA.
(Ester) – Pode contar comigo viu?
MARIA OLHA CARINHOSAMENTE PRA ESTER.
FAZ UM AFAGO EM SEU ROSTO.
(Ester) – Eu sei meu amor. Obrigada.
ENTRA NO ESCRITÓRIO, ANTONIO CABRERA.
(Antônio Cabrera) – Olla.

FIM DO OITAVO CAPÍTULO

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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