segunda-feira, 21 de maio de 2012

QUINTO CAPÍTULO

De Warlen Pontes


TERÇA,
6 DE ABRIL, 2011




SÃO 10 HORAS DA MANHÃ.
GABINETE DO COPASTOR RIVALDO.


PR. RIVALDO E SUA MÃE, RIBERILDA, CONVERSAM.
(Rivaldo) - Mamãe, um mês se passou da morte da tia Riberilda... 
a sra. está bem?
(Riberilda) - É difícil, meu filho, Riba era uma pessoa muito querida por nós. Agora tem esse negócio de segredo que todo mundo fica comentando pelos cantos. A Freda e a Valéria não tocam noutro assunto...
(Rivaldo) - É um assunto que não sai da moda entre elas.
(Riberilda) - A sua tia era assim também, cheia de mistérios... 
desde pequena, adorava uma fofoquinha, um segredinho...
(Rivaldo) - Mãe, a senhora não teve vontade de ter outros filhos?
(Riberilda) - Queria ter tido uma menina, mas seu pai, muito danado né, preferiu por fazer a vasectomia depois de você.
(Rivaldo) - Sério? Meu pai é vasectomizado? Isso é novidade pra mim.
(Riberilda) - É filho, seu pai era muito namorador, puxou ao véi safado do pai dele. Dona Crisolina reclamava muito dele.
(Rivaldo) - Eu também penso em fazer, mas eu queria outro filho, ou filha, mas Rosângela não quer agora.
(Riberilda) - Acho que dois é o ideal. Um casalzinho é legal. 
Mas, e a igreja, como anda?



SÃO 11 HORAS DA MANHÃ.
NO ESCRITÓRIO DO HORTIFRUTI SABORES DE COPA.

FREDA, VALÉRIA E MARIA MARIA CONVERSAM COM SERAFIM.
Serafim fica surpreso em ver as três filhas juntas.
Eles se cumprimentam e se abraçam.
Serafim fica tonto.
Elas se preocupam.
Maria corre e pega um copo com água.
Entrega a ele.
Ele bebe.
Elas trocam olhares preocupadas.
(Fedra) - Pai, quer nos matar de susto?
(Serafim) - Não foi nada, filha.
(Valéria) - Como não foi nada?
(Maria Maria) - O sr. está melhor?
(Serafim) - Obrigado Maria. Estou melhor sim.
(Freda) - Quando foi o seu último check up, seu Serafim?
(Serafim) - Dra. Freda, nem sei quando...
(Maria Maria) - Pai (passando a mão em seu rosto carinhosamente)... 
o sr. tem que se cuidar... a mamãe se foi... e o sr. tem que se cuidar.
(Serafim) - Eu vou me cuidar filha, pode deixar.
Mas... desde que sua mãe se foi... muita coisa se foi também...
(Freda) - Um segredo...
(Valéria) - Acho que não é hora e nem lugar para se tocar neste assunto, Freda.
(Maria Maria) - Concordo com Valéria, Freda.
(Freda) - Mamãe falou pra vc, não falou?
(Valéria) - Freda, para com este assunto!
(Freda) - Eu não vou parar com nada! 
Mamãe tinha um segredo, e o que eu fico p... da vida, é que não me contou nada! Mas pra Maria, a filhinha querida, ela contou, com certeza, não foi Maria?
SERAFIM COMEÇA A PASSAR MAL.
(Maria Maria) - No lugar de querer saber algo que não é da sua conta, chama um médico, papai não está bem!
Valéria desesperadamente liga para a emergência.

FIM DO QUINTO CAPÍTULO

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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