terça-feira, 29 de maio de 2012

SATURDAY NIGHT LIVE, será a revolução da Rede TV?

foto: reprodução

versão brasileira do SATURDAY NIGHT LIVE
TV CRÍTICA

Os domingos noturnos da televisão brasileira têm enfrentado uma disputa acirrada por pontos de audiência. Globo, Record, SBT, Band e REDE TV investem alto e brigam por cada ponto no Ibope. (Cada ponto equivale a 60 mil domicílios). O programa PÂNICO NA TV - era a maior audiência da REDE TV - trocou de casa e foi parar na Band.

Mesmo com uma atração com nome de sábado e exibida no domingo, a emissora reagiu e contratou o dublê de humorista: Rafinha Bastos (ex-CQC) para comandar o Saturday Night Live, há quase 40 anos no ar, e um fenômeno do humor americano. 

A versão brasileira estreou no último domingo, 27, e arrasou com a audiência da emissora, nem chegou a marcar um ponto: 0,8. (fonte: Ibope). Na linguagem televisiva, deu traço. Até o SEXO A 3, com Dr. Ray, exibido logo em seguida teve melhor desempenho: um ponto.

Rafinha mira Globo
Rafinha Bastos, apresentador e produtor executivo do programa, tem colecionado em seu currículo muitas polêmicas infelizes, e, claro, não poderia deixar de polemizar mais ainda na estreia e continuar infeliz. No monólogo de abertura mirou a Vênus Platinada e errou o alvo.

Referiu-se ao FANTÁSTICO como legalzinho; sobre a novela das oito (a Globo já não a chama mais assim, refere-se como novela das nove) disse começar às 22h; protestou dizendo: ninguém aguenta mais assistir ROQUE SANTEIRO no Vale a Pena Ver de Novo (foi reprisada duas vezes e a última reprise foi em 2001, portanto há 11 anos), como assim? E, ainda, sarcasticamente chamou o programa ZORRA TOTAL de genial.

Os outros alvos foram o seu concorrente direto PÂNICO NA TV, quando mencionou o seu horário de exibição às 21h e, a própria REDE TV, mas essa, discretamente. Ao final, um momento de desculpas...

Haverá pedido de perdão pelas ofensas às mulheres estupradas? Ou mesmo para o caso Wanessa Camargo? E a primeira dama da REDE TV, Dani Albuquerque, haverá algo do tipo, foi mal? Mas... Houve, como sempre, piadas sem graça e atuações histriônicas.

O programa e seus integrantes
A versão tupiniquim segue o modelo yankee. Atrações musicais, esquetes e quadros iguais como o Weekend Update estavam lá. Além de Rafinha Bastos estão no time: Anderson Bizzocchi, Carol Zoccoli, Carla Candiotto, Cláudio Carneiro, Fernando Muylaert, Marcela Leal, Marco Gonçalves, Renata Gaspar e Rudy Landucci.

A atração musical de estreia foi a cantora Marina e muita microfonia. Cantou as músicas: "Pra Começar" e "Lex". Apresentado ao vivo, o SNL teve altos e baixos. O clip do motoboy lembrou-me o quadro do Marcos Mion, do Legendários. O bacana foi mencionar, mesmo de leve, a doação de órgãos.

Uma apresentadora de perucas comandou o Domingo Show entrevistando Rafinha Bastos, uma clara alusão sem graça do quadro ARQUIVO CONFIDENCIAL, do Faustão. O quadro AMIZADE foi uma lástima!  Uma mistura de show de horrores com palavrões censurados.

Algumas coisas muito boas salvaram a noite do SNLUma sátira ao depoimento da Xuxa foi impagável! O testemunhal do mosquito da dengue, sensacional! E a garçonete irritante? Carla Candiotto e Rudy Landucci estavam afinados e perfeitos, sem dúvida, os melhores do show. Isso significa: existe algo de bom.

O dublê de apresentador Marcelo de Carvalho, vice-presidente da REDE TV e esposo de Luciana Gimenez declarou em entrevista no site: "Uma revolução nos programas humorísticos brasileiros". Bem, não vi nada de revolucionário, para chegar a esse patamar de revolucionário, muita coisa vai ter que mudar!

Saturday Night Live é exibido todos os domingos, a partir das 20h30.
Dirigido por Tininha Araújo.

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