segunda-feira, 11 de junho de 2012

DÉCIMO PRIMEIRO CAPÍTULO

De Warlen Pontes
QUINTA,
19 DE MAIO, 2011
LEBLON
QUATRO HORAS DA TARDE
ESQUINA DE UM PRÉDIO.

RONALDO, FILHO DE RIBERILDA E BOANERGES, E REGINA, FUNCIONÁRIA DA LOJA CHOCOLATES DO CORAÇÃO, DESCEM DE UM TÁXI.
DO OUTRO LADO NO CALÇADÃO ESTÃO OTÁVIO, FILHO DE RONALDO E, RAFAEL, FILHO DE REGINALDO E FREDA.

(Rafael) - Otávio, aquele ali é o seu pai?
APONTANDO PRO OUTRO LADO DA CALÇADA.
VÊ O PAI TASCANDO UM BEIJO NA BOCA DE UMA MULHER.
(Otávio) - É o meu pai e quem é aquela? Não é minha mãe.
(Rafael) - Não é a tia... mas é a...
(Otávio) - A funcionária da loja do meu avô...
(Rafael) - Como diz Amanda, tô bege!
(Otávio) - Que beijão!

DO OUTRO LADO. RONALDO E REGINA AOS BEIJOS.
ELA RESISTE.

(Regina) - Você é louco! Estamos no meio da rua!
(Ronaldo) - Louco por você! 
Quando a gente se vê de novo?
(Regina) - Calma aí! Isso não vai dá certo!
Você é casado! Você tem um filho! Aliás, seu filho anda dando em cima de mim quando você não está por lá...
(Ronaldo) - Puxou ao pai!
(Regina) - Se puxou ao pai, vou querer saber se é tão bom quanto...
RONALDO PUXA REGINA PELOS CABELOS E COLOCA NUM CANTO.
(Ronaldo) - Olha aqui! Você é minha! Não se meta com a minha família!
(Regina) - Ai... tá me machucando!
ELE SOLTA OS CABELOS DELA.
(Ronaldo) - Desculpa.
TASCA OUTRO BEIJÃO NELA.
(Regina) - Eu vou embora. Não gostei do que você fez comigo agora.
REGINA SAI CORRENDO.

RAFAEL E OTÁVIO OBSERVARAM TUDO.
(Rafael) - Acho que rolou um stress...
(Otávio) - Sei não. Então, é por isso que ela não dá mole pra mim... 
Tá pegando o meu pai...
(Rafael) - O que é que você vai fazer Otávio? Vai contar pra sua mãe?
(Otávio) - O que você faria, Rafael?
(Rafael) - Sei não, primo, sei não.
(Otávio) - Eu também não, mas vou saber. Vamu embora!


DOMINGO.
CULTO DA NOITE.
PASTOR RAFAEL MEDEIROS, DA ALLOS MUNDI, 
FALA NA TENDA DA NUVEM DA BÊNÇÃO.

PASTOR RIVALDO MUITO FELIZ, INTRODUZ, PASTOR RAFAEL.
(Rivaldo) - É com muita alegria no coração que, nesta noite, recebo o pastor Rafael Medeiros do Ministério Allos Mundi, de Brasília.
PASTOR RAFAEL ABRAÇA O PASTOR RIVALDO E FALA.
(Cida) - Você tá prestando atenção na pregação desse pastor?
(Ivânia) - É um homem de Deus... ele vem de fora e mexeu na ferida da família real...
(Cida) - É Deus Ivânia, é Deus.
(Ivânia) - Só falta ele citar os nomes...
(Cida) - Imaginou? Ia ser um ba fá fá daqueles!
(Ivânia) - E nós assistiríamos?
AS DUAS
- De camarote! 
RISINHOS TÍMIDOS.

(Geracina) - Trouxe aquele bolinho de fubá gostoso, pro pastor brasiliense levar pra casa dele?
(Paulínia) - Claro. Tá aqui. Bem enroladinho no papel aluminado (risos).
(Geracina) - Ele vai conhecer os dotes culinários das cariocas.
(Paulínia) -Ô se vai...
AS DUAS RIEM.
(Geracina) - Que mensagem linda!
(Paulínia) - E na mosca.
AS DUAS RIEM.

(Darlene) - Que pastor lindinho! Ele poderia celebrar nosso casamento, o que acha Davi?
(Davi) - Mas e o Rivaldo?
(Darlene) - A gente coloca como padrinho.
(Davi) - Ai Dadá, ele vai ficar triste.
Tanto tempo orando por nós, pela nossa união, não é justo.
(Darlene) - É, você tem razão, meu tigrão!
(Davi) - Não fala assim Dadá, eu fico todo bravo!
(Darlene) - Ai que meda!
OS DOIS RIEM.
FIM DO DÉCIMO PRIMEIRO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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