quinta-feira, 21 de junho de 2012

DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO

De Warlen Pontes

SÁBADO,
21 DE MAIO, 2011


COPACABANA
DUAS HORAS DA TARDE.

NA LOJA CHOCOLATES DO CORAÇÃO.
REGINA NO ESCRITÓRIO COM RONALDO.
UMA CONVERSA TENSA.

(Ronaldo) - A sra. pode me explicar o que significa a sua saída com meu filho ontem à noite?
(Regina) - O garoto está interessado em mim e eu, gosto dele, ele é cheiroso, beija bem, um fofo.
(Ronaldo) - Sei... acho que não é isso que você está querendo...
(Regina) - E o que poderia ser?
RONALDO LEVANTA-SE. ANDA EM DIREÇÃO À REGINA. PARA ATRÁS DELA. PEGA EM SUA CINTURA.ENCOSTA O CORPO NO DELA E SUSSURRA EM SEU OUVIDO.
(Ronaldo) - Acho que você quer me provocar ciúmes...
REGINA VIRA-SE PRA RONALDO.
(Regina) - Você acha?
OS DOIS SE BEIJAM.
NESTE MOMENTO RIBERILDA ENTRA NO ESCRITÓRIO.
(Riberilda) - O que é isso?


PRAIA DE COPACABANA.
POSTO SEIS.

ESTER, OTÁVIO, RAFAEL E AMANDA TOMAM ÁGUA DE COCO.
ELES CONVERSAM SOBRE OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS.

(Otávio) - Bem, eu e o Rafa chamamos vocês aqui porque eu descobri uma coisa muito triste...
(Ester) - O que foi Otávio? O que aconteceu primo?
(Amanda) - Nossa, tanta coisa acontecendo na nossa família... e mais essa agora... o que foi?
(Rafael) - É muito triste meninas...
(Ester) - Fala logo.
(Otávio) - O meu pai está de caso com uma funcionária da Loja.
AS DUAS EXCLAMAM
- O quê?
(Amanda) - Mas o tio Ronaldo? Difícil acreditar, se fosse o tio Reginaldo...
(Rafael) - Como assim o papai Amanda? Não entendi!
(Ester) - Amanda, não é hora pra isso.
(Otávio) - Acho que hoje é o dia das revelações...
(Amanda) - A minha mãe e o seu pai, o tio Reginaldo, tem um caso!
RAFAEL NÃO ACREDITA NO QUE OUVE.
(Otávio) - Nossa, que família!
(Rafael) - Vocês sabiam e não me contaram nada?
(Amanda) - Vai dizer que você não sabia? Você é muito tonto garoto!
(Rafael) - Você sabia Otávio?
(Otávio) - Infelizmente sim. A Amanda me contou e por isso que estamos aqui, todos juntos, pra saber como vamos agir.
(Rafael) - E desde quando você soube?
(Amanda) - Eu vi minha mãe e meu pai saírem do motel ontem... estou arrasada! Ouvia todo mundo cochichar na igreja e não queria acreditar...
(Rafael) - Ah, então é recente... desculpe... eu sinto muito.
(Ester) - É, nós sentimos muito, mas isso não pode ficar assim... temos que fazer alguma coisa!
(Otávio) - Por isso estamos aqui. O que faremos?
(Ester) - Eu tenho uma sugestão... que tal se falássemos com a tia Maria? 
Vamos levar esse assunto pra ela, o que acham?
(Amanda) - Boa ideia.
(Otávio) - Também concordo.
(Rafael) - Eu tô dentro.
(Ester) - Vou ligar agora pra ela.
PEGA O CELULAR E LIGA.

NO HORTIFRUTI SABORES DE COPA.
NO ESCRITÓRIO ESTÃO MARIA, VALÉRIA, FREDA, MARILENE E ROSÂNGELA.
O CELULAR DE MARIA TOCA. ELA ATENDE.

(Maria) - É a Ester.
(Valéria) - Minha filha?
(Maria) - Oi docinho, tudo bem? (PAUSA) Estou com sua mãe, suas tias Valéria, Freda e Marilene aqui no escritório do Sabores. (PAUSA) Claro, mas aconteceu alguma coisa? (PAUSA) Tudo bem. Beijo.
(Rosângela) - O que houve Maria?
(Maria) - Não sei Rosângela. Ester disse que queria conversar comigo. Nada demais.
(Rosângela) - Mas por que você perguntou se havia acontecido alguma coisa?
(Maria) - Achei meio tensa, só isso... mas acho que é impressão minha.
(Freda) - Ela e os seus segredinhos até com a sobrinha...
(Valéria) - Freda, não vamos começar.
(Marilene) - Meninas, por favor, sem brigas! Ainda tenho muito o que fazer.
(Freda) - Eu quero aquelas cartas da mamãe de volta Maria!
(Rosângela) - Que cartas?
(Valéria) - Achamos umas cartas da mamãe ontem nas coisas dela. 
Só ontem conseguimos entrar no apartamento e vermos o que doar...
(Marilene) - Vocês vão doar as roupas da dona Edviges?
Nossa, ela tinha uns vestidos tão lindos! Posso dá uma olhadinha e ficar com algum?
(Freda) - Credo Marilene! Roupa de defunta?
(Marilene) - Qual o problema? Elas não serão doadas? Em vez de ficar com uma estranha, vai continuar com alguém da família. 
(Rosângela) - Concordo com Marilene Freda, morreu, morreu. A dona Edviges ficaria muito feliz com a iniciativa.
(Valéria) - Então, por mim, não tem problema, e você Maria?
(Maria) - Por mim também não, Freda?
(Freda) - Três a zero, o que posso falar?
(Marilene) - Mas, por que vocês nos chamaram até aqui?
MARIA OLHA PARA VALÉRIA QUE OLHA PARA FREDA.

O que será que Maria vai contar?

FIM DO DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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