DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes

SÁBADO,
21 DE MAIO, 2011



COPACABANA
DUAS HORAS DA TARDE.

NA LOJA CHOCOLATES DO CORAÇÃO.
REGINA NO ESCRITÓRIO COM RONALDO.
UMA CONVERSA TENSA.

(Ronaldo) – A sra. pode me explicar o que significa a sua saída com meu filho ontem à noite?
(Regina) – O garoto está interessado em mim e eu, gosto dele, ele é cheiroso, beija bem, um fofo.
(Ronaldo) – Sei… acho que não é isso que você está querendo…
(Regina) – E o que poderia ser?
RONALDO LEVANTA-SE. ANDA EM DIREÇÃO À REGINA. PARA ATRÁS DELA. PEGA EM SUA CINTURA.ENCOSTA O CORPO NO DELA E SUSSURRA EM SEU OUVIDO.
(Ronaldo) – Acho que você quer me provocar ciúmes…
REGINA VIRA-SE PRA RONALDO.
(Regina) – Você acha?
OS DOIS SE BEIJAM.
NESTE MOMENTO RIBERILDA ENTRA NO ESCRITÓRIO.
(Riberilda) – O que é isso?
PRAIA DE COPACABANA.
POSTO SEIS.

ESTER, OTÁVIO, RAFAEL E AMANDA TOMAM ÁGUA DE COCO.
ELES CONVERSAM SOBRE OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS.

(Otávio) – Bem, eu e o Rafa chamamos vocês aqui porque eu descobri uma coisa muito triste…
(Ester) – O que foi Otávio? O que aconteceu primo?
(Amanda) – Nossa, tanta coisa acontecendo na nossa família… e mais essa agora… o que foi?
(Rafael) – É muito triste meninas…
(Ester) – Fala logo.
(Otávio) – O meu pai está de caso com uma funcionária da Loja.
AS DUAS EXCLAMAM
– O quê?
(Amanda) – Mas o tio Ronaldo? Difícil acreditar, se fosse o tio Reginaldo…
(Rafael) – Como assim o papai Amanda? Não entendi!
(Ester) – Amanda, não é hora pra isso.
(Otávio) – Acho que hoje é o dia das revelações…
(Amanda) – A minha mãe e o seu pai, o tio Reginaldo, tem um caso!
RAFAEL NÃO ACREDITA NO QUE OUVE.
(Otávio) – Nossa, que família!
(Rafael) – Vocês sabiam e não me contaram nada?
(Amanda) – Vai dizer que você não sabia? Você é muito tonto garoto!
(Rafael) – Você sabia Otávio?
(Otávio) – Infelizmente sim. A Amanda me contou e por isso que estamos aqui, todos juntos, pra saber como vamos agir.
(Rafael) – E desde quando você soube?
(Amanda) – Eu vi minha mãe e meu pai saírem do motel ontem… estou arrasada! Ouvia todo mundo cochichar na igreja e não queria acreditar…
(Rafael) – Ah, então é recente… desculpe… eu sinto muito.
(Ester) – É, nós sentimos muito, mas isso não pode ficar assim… temos que fazer alguma coisa!
(Otávio) – Por isso estamos aqui. O que faremos?
(Ester) – Eu tenho uma sugestão… que tal se falássemos com a tia Maria? 
Vamos levar esse assunto pra ela, o que acham?
(Amanda) – Boa ideia.
(Otávio) – Também concordo.
(Rafael) – Eu tô dentro.
(Ester) – Vou ligar agora pra ela.
PEGA O CELULAR E LIGA.
NO HORTIFRUTI SABORES DE COPA.
NO ESCRITÓRIO ESTÃO MARIA, VALÉRIA, FREDA, MARILENE E ROSÂNGELA.
O CELULAR DE MARIA TOCA. ELA ATENDE.

(Maria) – É a Ester.
(Valéria) – Minha filha?
(Maria) – Oi docinho, tudo bem? (PAUSA) Estou com sua mãe, suas tias Valéria, Freda e Marilene aqui no escritório do Sabores. (PAUSA) Claro, mas aconteceu alguma coisa? (PAUSA) Tudo bem. Beijo.
(Rosângela) – O que houve Maria?
(Maria) – Não sei Rosângela. Ester disse que queria conversar comigo. Nada demais.
(Rosângela) – Mas por que você perguntou se havia acontecido alguma coisa?
(Maria) – Achei meio tensa, só isso… mas acho que é impressão minha.
(Freda) – Ela e os seus segredinhos até com a sobrinha…
(Valéria) – Freda, não vamos começar.
(Marilene) – Meninas, por favor, sem brigas! Ainda tenho muito o que fazer.
(Freda) – Eu quero aquelas cartas da mamãe de volta Maria!
(Rosângela) – Que cartas?
(Valéria) – Achamos umas cartas da mamãe ontem nas coisas dela. 
Só ontem conseguimos entrar no apartamento e vermos o que doar…
(Marilene) – Vocês vão doar as roupas da dona Edviges?
Nossa, ela tinha uns vestidos tão lindos! Posso dá uma olhadinha e ficar com algum?
(Freda) – Credo Marilene! Roupa de defunta?
(Marilene) – Qual o problema? Elas não serão doadas? Em vez de ficar com uma estranha, vai continuar com alguém da família. 
(Rosângela) – Concordo com Marilene Freda, morreu, morreu. A dona Edviges ficaria muito feliz com a iniciativa.
(Valéria) – Então, por mim, não tem problema, e você Maria?
(Maria) – Por mim também não, Freda?
(Freda) – Três a zero, o que posso falar?
(Marilene) – Mas, por que vocês nos chamaram até aqui?
MARIA OLHA PARA VALÉRIA QUE OLHA PARA FREDA.

O que será que Maria vai contar?

FIM DO DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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