DÉCIMO SEXTO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
DOMINGO,
22 DE MAIO, 2011

COPACABANA.
SEIS HORAS DA NOITE.
NO APARTAMENTO DE MARIA ESTÃO PEDRO, AMANDA, ESTER, RAFAEL E OTÁVIO.
OTÁVIO TERMINA DE CONTAR O QUE REALMENTE ACONTECEU NA NOITE DE SÁBADO, NA LAPA, COM RAFAEL.
(Amanda) – Essa ideia de entupir o vaso sanitário, fala sério Otávio!
(Rafael) – Pode ter sido absurda, mas deu certo.
(Maria) – Acho que eu não teria tanta criatividade e coragem!
(Ester) – Nem eu tia!
(Pedro) – Só vocês…
(Otávio) – Mas tia, o que temos a revelar é muito sério…
(Pedro) – Já ouvi tanto essa palavra por estes dias…
(Maria) – É crianças…
MARIA OLHA PARA ESTER.
(Otávio) – Meu pai tem um caso com a Regina, funcionária da loja de chocolates.
(Maria) – Sério? 
(Rafael) – E o meu pai, com a…
(Amanda) – A sra. está preparada pra ouvir?
(Maria) – Pode contar crianças, já ouvi e vi coisas piores nesta vida.
(Rafael) – Com a tia Valéria.
MARIA ARREGALA OS OLHOS.
(Ester) – Amanda viu os dois saindo do motel.
(Amanda) – É isso mesmo…
O povo da igreja vivia comentando, mas ninguém acreditava, ninguém colocava fé nos comentários.
(Maria) – Nossa, como você está Amanda?
FAZENDO UM CARINHO NO ROSTO DELA.
E você Rafael? Vocês não podiam ter esperado tanto pra me contar…
(Ester) – Na verdade, íamos contar logo, mas só resolvemos sexta-feira.
(Rafael) – Confesso que tá difícil…
(Maria) – Eu imagino.
(Pedro) – Desculpe o que eu vou falar Rafael, mas o seu pai é um safado!
Já o vi dando em cima da Maria várias vezes, inclusive, na minha frente.
(Rafael) – Não precisa pedir desculpas, Pedro.
Eu sei o pai que tenho.
(Maria) – Bem crianças, é complicado tudo isso.
(Amanda) – Por isso estamos aqui. 
(Ester) – Nem quisemos ir à igreja hoje…
(Otávio) – Queria saber de você, o que vamos fazer? O que temos que fazer?
PEDRO OLHA PRA MARIA.
(Maria) – Bem, é uma situação muito difícil…
Rafael, o que você acha? Você quer falar com o seu pai?
(Rafael) – Eu queria…
(Maria) – E você Amanda?
(Amanda) – Eu também queria…
(Maria) – E você Otávio?
(Otávio) – Eu quero contar pra minha mãe, não acho justo.
Minha mãe é íntegra, leal, fiel, não merece!
(Maria) – Se é assim… Estou com umas ideias aqui…

NOVE HORAS DA NOITE.
NA PORTA DA TENDA DA NUVEM DA BÊNÇÃO.

APÓS O CULTO, PR. RIVALDO DESPEDE-SE DOS MEMBROS.
REGINALDO E FREDA APROXIMAM-SE DE RIVALDO.

(Freda) – O Sermão foi lindo!
(Reginaldo) – Você estava inspirado hoje, pastor.
(Rivaldo) – Obrigado. Mas, onde está Rafael?
(Reginaldo) – Está na casa da Maria.
(Freda) – Disse que precisava gravar umas músicas pra ele.
NESTE MOMENTO APROXIMAM-SE VALÉRIA E RODRIGO.
(Valéria) – O Rafael também? Amanda também disse que ia à casa da Maria.
(Rodrigo) – Gravar músicas também.
(Rivaldo) – Que bom.

RONALDO, MARILENE E ROSÂNGELA APROXIMAM-SE.
(Marilene) – Cunhadinho, que mensagem linda! Adorei!
(Ronaldo) – Está se superando irmãozinho.
(Rivaldo) – Já sei, Otávio está na casa da Maria para gravar umas músicas…
(Rosângela) – E a Ester também.
(Ronaldo) – Ultimamente, esse quarteto vive de segredinho com a Maria…
(Reginaldo) – Ontem, fomos procurá-los no bar onde a Maria canta e, eles estavam lá num assunto…
(Ronaldo) – E só foi a gente chegar e a conversa parar.
(Freda) – O que será que eles tanto conversam?
(Marilene) – A Maria é uma tia muito carinhosa com eles…
Não me preocupo!
(Rosângela) – A Ester chegou todo feliz em casa, Maria cantou uma música em homenagem a eles todos!
(Freda) – Ela ganha com aquele jeitinho meigo dela, mas não me enrola.
Alguma eles estão aprontando.
(Reginaldo) – Mas o que, meu amor?
(Valéria) – O que ela pode aprontar com eles, Freda?
(Rivaldo) – O importante é que sabemos onde estão e que estão numa boa.
(Freda) – Eu vou descobrir.
FREDA E VALÉRIA AVISTAM DE LONGE ANTONIO CABRERA.
(Valéria) – É aquele senhor de novo, por aqui.
Rivaldo, você conhece aquele homem?
APONTA PARA ANTONIO CABRERA.
(Rivaldo) – Senhor Antonio Cabrera. É novo aqui, na nossa igreja.
Ele é um argentino. Está no Brasil há cinco anos.
(Freda) – Sujeitinho estranho…
(Valéria) – Também acho.
TODOS DESPEDEM-SE UM DO OUTRO.

DEZ HORAS DA NOITE.
QUARTO DE MOTEL.

REGINA E CLÁUDIO ROBERTO CONVERSAM NA CAMA DEPOIS DE UMA TRANSA.
(Cláudio) – Eita como tu é gostosa mulé!
(Regina) – Gostou é bichinho?
CLÁUDIO TASCA UM BEIJO NELA.
(Cláudio) – Adoro quando você me chama de bichinho! Fico todo aperriado!
(Regina) – É? Ui! Bichinho gostoso.
AGORA REGINA TASCA UM BEIJO EM CLÁUDIO ROBERTO.
(Cláudio) – Agora que a renti (gente) tamu juntu, vamu derrubar aqueles dois!
(Regina) – A hora que você quiser, meu paraibinha fogoso!
(Cláudio) – E o franguinho?
(Regina) – Não sabe nem beijar direito… mas aquele tá no papo!
(Cláudio) – Mas vocês dois…
(Regina) – O quê? Você acha que eu ia trocar meu paraibinha gostoso da muléstia por um franguinho carioca? Hein, acha?
(Cláudio) – Acho que não. Só se você fossi dôda! E o patrãozinho?
(Regina) – No meu pé. Parei com ele! Mas ele tá no pé com uma micose que não cura! Affi!
(Cláudio) – Quer que eu arrumi os homi pra dá uma pêia (surra) nele?
(Regina) – Uma boa ideia… pra quando?
(Cláudio) – Pra quando você quiser, meu doce de mangaba!
(Regina) – ui, adoro mangaba!
CLÁUDIO ROBERTO TASCA OUTRO BEIJO EM REGINA.
(Regina) –  Humm, beijo gostoso! Vou pensar e depois te digo!
(Cláudio) – Venha cá que eu já to armadu!
(Regina) – Então, atira em mim!

QUAL SERÁ O PLANO DE MARIA?
O QUE SERÁ QUE ANTONIO CABRERA ESTÁ FAZENDO NA IGREJA?
CLÁUDIO ROBERTO E REGINA ESTÃO JUNTOS, O QUE SERÁ QUE VAI SAIR DESSA UNIÃO?

FIM DO DÉCIMO SEXTO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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