NONO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
DOMINGO,
15 DE MAIO, 2011

PRAIA DE COPACABANA
POSTO 4



CLÁUDIO ROBERTO, FUNCIONÁRIO DE VALÉRIA. 
REGINA E CRISTINA, FUNCIONÁRIAS DA LOJA DE CHOCOLATES.


(Cláudio Roberto) – Quer dizer então que o patrãozinho Ronaldo, quer dá uma chinelada na sua aranha?
(Cristina) – Que absurdo Cláudio Roberto! Isso é jeito de se falar!
(Regina Rindo muito) – A – do – re – i ! Chinelada foi tudo!
(Cláudio Roberto) – Tem outros nomes também… molhar o biscoito, afogar o ganso…
OS DOIS RIEM.


(Cristina) – Vocês estão muito engraçadinhos hoje, posso saber o motivo de tanta alegria?
(Cláudio Roberto) – Eu fiquei sabendo que a dona Valéria, minha patroinha amada, idolatrada, salve e salve… (pausa)
REGINA E CRISTINA ATENTAS EM CLÁUDIO ROBERTO.
PASSA UMA GOSTOSONA e CLÁUDIO ROBERTO SOLTA UMA PIADINHA.


(Cláudio Roberto) – Qué isso? Essa avenida é muito pequena pra essa limusine passar…
REGINA E CRISTINA COMENTAM.
– Nossa, como ele é cafona!
(Cláudio Roberto) – O que vocês disseram? Uma carona na limusine?
Infelizmente, apesar que a minha borracha seje muito boa, não vai dá pra chinelar todo mundo!
(Cristina) – Ô borracheiro! Ô chineleiro!
(Regina) – Vai concluir ou não vai o que você tava falando da Valéria, sua patroinha?
(Cláudio Roberto) – Apois, antão, eu descobri que a minha patroinha…
PASSA OUTRA GOSTOSA.
– Meu Deus, não dá pra ficar aki sentado e ver essas beldade passarem assim na frente da minha cara, não dá!
(Regina) – Cláudio Roberto, seu tarado anencéfalo! Você vai contar ou não?
(Cláudio Roberto) – Anen o quê?
(Cristina) – Esquece Cláudio, esquece!
Será que a gente vai ter que tirar você daqui, criatura!
(Regina) – Senta desse lado aqui. De costas pro calçadão.
(Cristina) – Boa ideia, Regina.
ELES TROCAM DE LUGAR A CONTRAGOSTO DE CLÁUDIO ROBERTO.


(Cláudio Roberto) – Ok, ok, vocês venceram!
AS DUAS RESPIRAM FUNDO.
VÊ HOMENS SARADOS JOGANDO FUTEVÔLEI.

(Regina) – O visual daqui está bem melhor. 
(Cláudio Roberto) – Ah não, assim não vale.
(Cristina) – Regina e Cláudio Roberto, vocês dois querem parar com essa p… aqui!
(Cláudio Roberto) – Bem, a dona Valéria tem um caso com o seu Reginaldo. 
Pronto, falei.
ELAS TROCAM OLHARES NÃO ACREDITANDO NO QUE OUVIRAM.
AS DUAS FALAM AO MESMO TEMPO.
– Babado!
(Cláudio Roberto) – Claro, eu vou ter que tirar proveito disso!
(Cristina) – Tirar proveito?
(Regina) – Certo, Cláudio Roberto, faça como eu!
OS DOIS APERTAM AS MÃOS.

FIM DO NONO CAPÍTULO

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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