quinta-feira, 12 de julho de 2012

DÉCIMO NONO CAPÍTULO

De Warlen Pontes
SEXTA,
10 DE JULHO, 2011
COPACABANA
OITO HORAS DA NOITE.

NO ESCRITÓRIO DO SABORES DE COPA.
MARIA MARIA, PEDRO, ANTONIO CABRERA E BOANERGES CONVERSAM.

(Maria) - Tio, eu chamei o sr. aqui porque o que eu tenho a falar é muito...
(Pedro) - Difícil.
(Boanerges) - Fiquei preocupado Maria. 
Você disse que era um assunto muito importante e sigiloso, mas... esse sr. aqui e o seu namorado?
(Maria) - São pessoas de confiança...
Pedro é meu companheiro há cinco anos...
E o sr. Antonio Cabrera... bem, o sr. já vai entender o motivo da presença dele aqui.
(Boanerges) - Pensei que fosse um assunto da família, da nossa família...
(Pedro) - É da família, sr. Boanerges...
(Antônio Cabrera) - Hace mucho tiempo que María quiere hablarle
(Boanerges) - Bem, então pode começar.



(Maria) - Eu não sei por onde começar...
(Pedro) - Pelo início Maria, que tal começar pelo segredo de sua mãe?
(Bonaerges) - Você sabe também sobre o segredo de Edviges?
(Antonio Cabrera) - Por qué usted tambien sabe?
(Maria) - Eu desconfiava...
(Pedro) - O senhor soube todos esses anos?


BOANERGES LEVANTA-SE. ANDA DE UM LADO AO OUTRO.
(Maria) - O senhor sabia de tudo tio?
(Pedro) - Não acredito!
(Boanerges) - Sabia Maria. Eu sei que você é minha filha!


MÚSICA DE DRAMA. MARIA EMOCIONADA. PEDRO ABRAÇA MARIA.
ANTONIO CABRERA SEM ACREDITAR TAMBÉM.
(Antônio Cabrera) - Pero qué unca le dijo nada a nadie?
(Boanerges) - Eu prometi a Edviges...
Não podia trair o amor da minha vida!


MARIA MAIS EMOCIONADA.
(Pedro) - Calma meu amor... você precisa de alguma coisa?
MARIA OLHA FIRME NOS OLHOS DE BOANERGES.
(Maria) - Você nunca será o meu pai!
Nunca! O meu pai sempre foi o Serafim!
Ele me criou, me amou. Ele me levava pra escola. Ele ia às reuinões da escola. Ele fazia o dever de casa comigo quando eu era criança...
E você? Você nunca me fez um carinho... Nunca me deu um presente de aniversário... você, nestes anos todos, só amou a minha mãe e mais ninguém e ainda fez um monte de filhos!
(Boanerges) - Edviges e eu tínhamos um pacto. Um pacto de segredo.
Eu, Edviges e Serafim tínhamos um acordo. Não podia quebrá-lo.
Eu sei que você não vai entender isso e também não quero que entenda, mas fomos fiéis, leais um ao outro... eu, Edviges e Serafim.
(Pedro) - Nossa... e agora, o que vocês vão fazer?
(Antonio Cabrera) - No puedo soportar que hayan escondido todo.
Si fuera yo, llamaria a todos para que digan la verdad.
Pero María no quería.
(Pedro) - Vamos com calma. 
São muitas emoções e não sabemos como cada um vai receber essa bomba.
(Maria) - É uma bomba mesmo, mas eu quero que o sr. faça o exame de dna, tio. Eu até agora não acredito na minha mãe. É difícil pra mim...
(Boanerges) - Tudo bem. Faremos o exame... e quanto às suas irmãs?
(Maria) - Tudo ao seu tempo.
(Antonio Cabrera) - María, por cuánto tiempo?
(Maria) - Um mês. Eu prometo Antonio, me dá mais um mês, tudo bem?
(Antonio Cabrera) - Bien.
(Boanerges) - Bem, eu já vou.


BOANERGES RETIRA-SE DA SALA.
(Antonio Cabrera) - Eso sí que es amistad. Lealtad.
(Maria) - Será? A ponto de envolver tantas pessoas?

NOVE HORAS DA NOITE.
CASA DE MARILENE.

NA SALA ESTÃO AMANDA, ESTER, OTÁVIO E RAFAEL.

(Ester) - E aí, como ficou resolvido? O que o meu pai resolveu?
(Otávio) - Até onde eu fiquei sabendo, tio Rivaldo falou com o tio Reginaldo e a tia Valéria...
(Rafael) - Tá maior climão lá em casa. 
Meus pais chegaram tarde ontem e com umas caras...
(Amanda) - Minha mãe também. Tentei falar com ela e ela veio com a velha desculpa da dor de cabeça...
(Ester) - Mas devia estar mesmo...
(Rafael) - Minha mãe me abrçou forte e disse que me amava muito.
(Otávio) - E ela já fez isso alguma vez com você?
(Rafael) - Já, mas ontem foi diferente.
(Ester) - É meus primos, preparem-se! Muita coisa ainda vai acontecer...
(Otávio) - Muita coisa ainda? Como assim? Tem mais?
O que você sabe que a gente não sabe?
(Ester) - Otávio, ainda tem o lance do tio Ronaldo...


NESTA HORA ENTRA MARILENE.
(Marilene) - Que lanche Ester?
ESTER SEM GRAÇA.
(Ester) - Nada tia, nada...
(Marilene) - Hummm, sei. Por favor, venham comer! 
Fiz um super lanche pra vocês... vão ver a Maria hoje de novo?
(Amanda) - Vamos sim tia, quer ir?


ESTER, RAFAEL E OTÁVIO OLHAM PRA AMANDA COM CARA DE REPREENSÃO.
(Marilene) - Nossa gente! Que caras! Eu quero muito ir, mas não posso. Amanhã o meu dia tá muito cheio.
ENTRA RONALDO.
(Ronaldo) - Ora, ora, a gangue reunida.
(Marilene) - Qué isso Ronaldo, como você fala dos seus sobrinhos e de seu filho desse jeito?!
(Rafael) - Tio, vou fingir que não ouvi...
(Amanda) - Eu também...
(Ester) - Sem comentários...
(Otávio) - Pai, vacilão. 
O senhor não tá com moral pra falar assim com a gente!
(Ronaldo) - Como é que é?
(Amanda) - Otávio, não fale assim!
(Marilene) - Meu filho, isso é jeito de falar com seu pai?
(Rafael) - Cara, tá maluco?
(Otávio) - É isso mesmo!
(Ronaldo) - Olha aqui moleque! Você não fala assim comigo, viu?
(Otávio) - Eu falo como eu quiser, senão...
(Ronaldo) - Se não o quê?
(Otávio) - Eu conto tudo o que eu sei pra minha mãe sobre você!


AMANDA, RAFAEL E ESTER SE DESESPERAM.
MARILENE NÃO ENTENDE.
(Marilene) - O quê?
RONALDO E OTÁVIO SE ENCARAM.

O SEGREDO DE EDVIGES FOI REVELADO MAS, O QUE FREDA E VALÉRIA TAMBÉM TÊM A VER COM A HISTÓRIA?
SERÁ QUE OTÁVIO VAI CONTAR PRA MARILENE SOBRE A TRAIÇÃO DE RONALDO?


colaboração: Analía Rodriguez

FIM DO DÉCIMO NONO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS,
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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