DÉCIMO NONO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
SEXTA,
10 DE JULHO, 2011

COPACABANA
OITO HORAS DA NOITE.

NO ESCRITÓRIO DO SABORES DE COPA.
MARIA MARIA, PEDRO, ANTONIO CABRERA E BOANERGES CONVERSAM.

(Maria) – Tio, eu chamei o sr. aqui porque o que eu tenho a falar é muito…
(Pedro) – Difícil.
(Boanerges) – Fiquei preocupado Maria. 
Você disse que era um assunto muito importante e sigiloso, mas… esse sr. aqui e o seu namorado?
(Maria) – São pessoas de confiança…
Pedro é meu companheiro há cinco anos…
E o sr. Antonio Cabrera… bem, o sr. já vai entender o motivo da presença dele aqui.
(Boanerges) – Pensei que fosse um assunto da família, da nossa família…
(Pedro) – É da família, sr. Boanerges…
(Antônio Cabrera) – Hace mucho tiempo que María quiere hablarle
(Boanerges) – Bem, então pode começar.

(Maria) – Eu não sei por onde começar…
(Pedro) – Pelo início Maria, que tal começar pelo segredo de sua mãe?
(Bonaerges) – Você sabe também sobre o segredo de Edviges?
(Antonio Cabrera) – Por qué usted tambien sabe?
(Maria) – Eu desconfiava…
(Pedro) – O senhor soube todos esses anos?


BOANERGES LEVANTA-SE. ANDA DE UM LADO AO OUTRO.
(Maria) – O senhor sabia de tudo tio?
(Pedro) – Não acredito!
(Boanerges) – Sabia Maria. Eu sei que você é minha filha!


MÚSICA DE DRAMA. MARIA EMOCIONADA. PEDRO ABRAÇA MARIA.
ANTONIO CABRERA SEM ACREDITAR TAMBÉM.
(Antônio Cabrera) – Pero qué unca le dijo nada a nadie?
(Boanerges) – Eu prometi a Edviges…
Não podia trair o amor da minha vida!


MARIA MAIS EMOCIONADA.
(Pedro) – Calma meu amor… você precisa de alguma coisa?
MARIA OLHA FIRME NOS OLHOS DE BOANERGES.
(Maria) – Você nunca será o meu pai!
Nunca! O meu pai sempre foi o Serafim!
Ele me criou, me amou. Ele me levava pra escola. Ele ia às reuinões da escola. Ele fazia o dever de casa comigo quando eu era criança…
E você? Você nunca me fez um carinho… Nunca me deu um presente de aniversário… você, nestes anos todos, só amou a minha mãe e mais ninguém e ainda fez um monte de filhos!
(Boanerges) – Edviges e eu tínhamos um pacto. Um pacto de segredo.
Eu, Edviges e Serafim tínhamos um acordo. Não podia quebrá-lo.
Eu sei que você não vai entender isso e também não quero que entenda, mas fomos fiéis, leais um ao outro… eu, Edviges e Serafim.
(Pedro) – Nossa… e agora, o que vocês vão fazer?
(Antonio Cabrera) – No puedo soportar que hayan escondido todo.
Si fuera yo, llamaria a todos para que digan la verdad.
Pero María no quería.
(Pedro) – Vamos com calma. 
São muitas emoções e não sabemos como cada um vai receber essa bomba.
(Maria) – É uma bomba mesmo, mas eu quero que o sr. faça o exame de dna, tio. Eu até agora não acredito na minha mãe. É difícil pra mim…
(Boanerges) – Tudo bem. Faremos o exame… e quanto às suas irmãs?
(Maria) – Tudo ao seu tempo.
(Antonio Cabrera) – María, por cuánto tiempo?
(Maria) – Um mês. Eu prometo Antonio, me dá mais um mês, tudo bem?
(Antonio Cabrera) – Bien.
(Boanerges) – Bem, eu já vou.


BOANERGES RETIRA-SE DA SALA.
(Antonio Cabrera) – Eso sí que es amistad. Lealtad.
(Maria) – Será? A ponto de envolver tantas pessoas?

NOVE HORAS DA NOITE.
CASA DE MARILENE.

NA SALA ESTÃO AMANDA, ESTER, OTÁVIO E RAFAEL.

(Ester) – E aí, como ficou resolvido? O que o meu pai resolveu?
(Otávio) – Até onde eu fiquei sabendo, tio Rivaldo falou com o tio Reginaldo e a tia Valéria…
(Rafael) – Tá maior climão lá em casa. 
Meus pais chegaram tarde ontem e com umas caras…
(Amanda) – Minha mãe também. Tentei falar com ela e ela veio com a velha desculpa da dor de cabeça…
(Ester) – Mas devia estar mesmo…
(Rafael) – Minha mãe me abrçou forte e disse que me amava muito.
(Otávio) – E ela já fez isso alguma vez com você?
(Rafael) – Já, mas ontem foi diferente.
(Ester) – É meus primos, preparem-se! Muita coisa ainda vai acontecer…
(Otávio) – Muita coisa ainda? Como assim? Tem mais?
O que você sabe que a gente não sabe?
(Ester) – Otávio, ainda tem o lance do tio Ronaldo…


NESTA HORA ENTRA MARILENE.
(Marilene) – Que lanche Ester?
ESTER SEM GRAÇA.
(Ester) – Nada tia, nada…
(Marilene) – Hummm, sei. Por favor, venham comer! 
Fiz um super lanche pra vocês… vão ver a Maria hoje de novo?
(Amanda) – Vamos sim tia, quer ir?


ESTER, RAFAEL E OTÁVIO OLHAM PRA AMANDA COM CARA DE REPREENSÃO.
(Marilene) – Nossa gente! Que caras! Eu quero muito ir, mas não posso. Amanhã o meu dia tá muito cheio.
ENTRA RONALDO.
(Ronaldo) – Ora, ora, a gangue reunida.
(Marilene) – Qué isso Ronaldo, como você fala dos seus sobrinhos e de seu filho desse jeito?!
(Rafael) – Tio, vou fingir que não ouvi…
(Amanda) – Eu também…
(Ester) – Sem comentários…
(Otávio) – Pai, vacilão. 
O senhor não tá com moral pra falar assim com a gente!
(Ronaldo) – Como é que é?
(Amanda) – Otávio, não fale assim!
(Marilene) – Meu filho, isso é jeito de falar com seu pai?
(Rafael) – Cara, tá maluco?
(Otávio) – É isso mesmo!
(Ronaldo) – Olha aqui moleque! Você não fala assim comigo, viu?
(Otávio) – Eu falo como eu quiser, senão…
(Ronaldo) – Se não o quê?
(Otávio) – Eu conto tudo o que eu sei pra minha mãe sobre você!


AMANDA, RAFAEL E ESTER SE DESESPERAM.
MARILENE NÃO ENTENDE.
(Marilene) – O quê?
RONALDO E OTÁVIO SE ENCARAM.

O SEGREDO DE EDVIGES FOI REVELADO MAS, O QUE FREDA E VALÉRIA TAMBÉM TÊM A VER COM A HISTÓRIA?
SERÁ QUE OTÁVIO VAI CONTAR PRA MARILENE SOBRE A TRAIÇÃO DE RONALDO?


colaboração: Analía Rodriguez

FIM DO DÉCIMO NONO CAPÍTULO
ESTA
É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER
SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS,
TERÁ
SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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