quinta-feira, 5 de julho de 2012

DÉCIMO OITAVO CAPÍTULO

De Warlen Pontes


QUINTA,
09 DE JUNHO, 2011


SÃO OITO HORAS DA NOITE.

GABINETE COPASTOR RIVALDO CAVENDISH.
RIVALDO, REGINALDO E VALÉRIA CONVERSAM.

(Rivaldo) - A casa caiu pra vocês...
(Reginaldo) - Como assim? Não compreendo o que você tá dizendo...
(Valéria) - Caiu? Mas, que casa? Do que você está falando Rivaldo?
(Reginaldo) - Seja claro e explícito.
(Rivaldo) - O.k., vou ser mais claro e explícito possível, assim como vocês...
Sua filha Amanda, Valéria, viu você e o Reginaldo saírem de um motel em plena luz do dia...
OS DOIS FICAM ESPANTADOS. REGINALDO TENTAR DISFARÇAR.
(Reginaldo) - Eu e a Valéria? Quando? Que motel?
(Valéria) - Essa menina tá vendo coisas... (sem graça)
Isso mesmo, quando foi isso?
(Rivaldo) - Vocês negam?
REGINALDO E VALÉRIA RESPONDEM.
- Sim, claro!
(Rivaldo) - Bem, ela quer contar pro pai e pra tia...
Eu achei melhor conversar com vocês antes.
(Reginaldo nervoso) - Essa garota tá inventando essas coisas...
Eu amo a Freda! (coloca as mãos sobre a cabeça)
Meu Deus! Se a Freda souber disso, ela me mata!
(Valéria) - Amanda não viu nada, pastor, nada!
Não sei o porquê dela estar inventando tudo isso!
Ah, quando eu chegar em casa, vou dá uma lição nela!
(Rivaldo) - Então é mentira de Amanda?
Ela falou que tem provas...
REGINALDO E VALÉRIA EXCLAMAM.
- Provas?
(Valéria) - Pro... pro... provas? Como assim...
REGINALDO BALANÇA A CABEÇA.
(Rivaldo) - Vocês me parecem bem temerosos...
Quer um copo com água Valéria? Você tá tremendo...
(Valéria) - Eu aceito sim. Claro que tô nervosa, Rivaldo.
Eu e o Reginaldo somos cunhados... não existe um romance entre a gente.
(Reginaldo ) - Essa menina merece uns castigos Valéria...
(Valéria) - O que fazer com Amanda, decido eu, Reginaldo. Fique na sua.
(Reginaldo) - Então, vou conversar com o Rodrigo.
O cara é meu amigo, mas vocês não souberam criar direito essa menina!
RIVALDO SE REVOLTA E GRITA.
(Rivaldo) - Chega!

OS DOIS OLHAM ESPANTADOS COM O GRITO DE RIVALDO.
(Rivaldo) - Chega! Parem com esse teatrinho, Agora!
Amanda seguiu vocês por um bom tempo. Há muito tempo que ela desconfiava do romance dos dois...
Então, contratamos um detetive.
Temos fotos, temos vídeos, temos um material vasto com vocês dois.
OS DOIS NÃO ACREDITAM NO QUE OUVEM. 
VALÉRIA ABAIXA A CABEÇA ENVERGONHADA.
REGINALDO FICA REVOLTADO.

(Reginaldo) - Que absurdo é esse, Rivaldo? Contratou detetive pra seguir a gente? Que audácia! Que abuso! Você não tinha esse direito!
(Rivaldo) - Audácia? Abuso? Eu não tinha esse direito? Você esqueceu que sou seu pastor? Tenho que zelar pela vida das minhas ovelhas?
VALÉRIA COMEÇA A CHORAR.
(Valéria) - Eu falei pra ele pra gente parar pastor, eu falei...
mas ele sempre disse que era louco por mim, que a minha irmã era uma chata autoritária!
(Reginaldo) - Eu nunca falei assim da Freda!
(Valéria) - Falou Reginaldo! E agora? O que a gente vai fazer? Como vou olhar pro meu marido e pra minha filha?
(Reginaldo) - Como você sempre olhou, Valéria.
(Rivaldo) - Você não se arrepende Reginaldo?
(Reginaldo) - Eu, imagina! A Valéria está falando demais, na verdade Rivaldo, ela não sabe o que está falando direito...
RIVALDO BATE A MÃO COM FORÇA EM CIMA DA MESA.
(Rivaldo) - Chega Reginaldo! Você me dá nojo!
Você não pensa na sua família? No Rafael, na Freda?
Que tipo de pessoa você é? 
(Reginaldo) - Essa conversa está chata demais. Eu vou embora!
LEVANTA-SE.
(Valéria) - Onde você pensa que vai?
(Reginaldo) - Aonde eu vou? Oras, vou falar com a Freda antes que chegue aos ouvidos dela! Vou contar a minha versão dos fatos. 

NESTE MOMENTO FREDA ENTRA NO GABINETE.
(Freda) - E qual é a sua versão dos fatos?
REGINALDO E VALÉRIA FICAM IMÓVEIS.
OLHAM PARA FREDA COMO SE NÃO ACREDITASSEM QUE ELA ESTIVESSE ALI.


OITO HORAS DA NOITE.
LOJA CHOCOLATES DO CORAÇÃO.

RONALDO AO TELEFONE QUANDO ENTRA RIBERILDA COM BOANERGES.

(Riberilda) - Desliga este telefone agora que eu quero falar com você!
RONALDO DESLIGA O TELEFONE APÓS DESPEDIR-SE DA PESSOA COM QUEM FALAVA.

(Ronaldo) - Nossa, o que foi dona Riberilda?
(Riberilda) - Estou cansada dessa sua história com essa garota aqui da loja.
(Boanerges) - Meu filho, chega com isso! Se Marilene descobre, se o Otávio descobre, vai ficar feio pro seu lado.
(Ronaldo) - Eu já parei pai, eu já parei mãe.
(Riberilda) - Que bom filho, eu não gosto muito da sua esposa, mas tem o Tavinho, meu neto, que eu adoro! De qualquer modo, eu e o seu pai tomamos uma decisão.
(Ronaldo) - Decisão? Que decisão?
(Boanerges) - Vamos mandar essa menina embora!
(Ronaldo) - Mas ela é a minha melhor funcionária!
(Riberilda) - Não importa! Arrumamos outra melhor!
(Boanerges) - Se a Marilene descobre, isso aqui vai pegar fogo, Ronaldo!
RONALDO PREOCUPADO.
(Riberilda) - Mas, o que te preocupa filho?
(Ronaldo) - Ela bem que desconfiava disso de vocês e falou que se eu mandasse ela embora, iria correndo contar pra Marilene sobre o nosso caso.
(Riberilda) - Ela disse isso? Vai nada! Deixa que eu falo com ela.
Ela vai ver o que é mexer com os Cavendish!
(Boanerges) - Olha lá o que você vai fazer, hein Riberilda?
(Riberilda) - Meu amor, você não confia em mim?
(Ronaldo) - Eu confio na senhora, dona Riberilda.
(Riberilda) - Boanerges, chama essa menina agora.
Vou falar com ela.

DEZ HORAS DA NOITE.
REGINA LIGA PARA CLÁUDIO ROBERTO.

(Cláudio) - Oi meu gostoso... (pausa) aconteceu aquilo que a gente desconfiava... (pausa) não fiz nenhum escândalo, nenhuma ameaça... (pausa) hora de entrarmos em ação.... (pausa) vamos para o nosso ninho de amor? (pausa) beijo bem gostoso nessa boca gulosa e um cheiro no meu general... (...)
REGINA DESLIGA O CELULAR E SUSSURRA.
- É guerra que eles querem? Então, é guerra que vão ter!

E AGORA, FREDA ENTRA NO GABINETE DE RIVALDO, SERÁ QUE TUDO ERA UMA ARMAÇÃO?
REGINA FOI DEMITIDA POR RIBERILDA E AGORA, QUAL SERÁ A SUA VINGANÇA?

FIM DO DÉCIMO SÉTIMO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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