DÉCIMO SÉTIMO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
QUARTA, 
25 DE MAIO, 2011

OITO HORAS DA NOITE.
DENTRO DO GABINETE PASTORAL.

MARIA MARIA, AMANDA, ESTER, OTÁVIO E RAFAEL CONVERSAM COM O COPASTOR RIVALDO.

(Rivaldo) – Meu senhor da Glória! Então é verdade?
(Maria) – Você já sabia Rivaldo?
(Rivaldo) – Eu desconfiava… de leve, ouvia alguns comentários…
Fico muito triste com isso…
(Otávio revoltado) – Pastor, eu quero contar pra minha mãe!
Não é certo o que ele faz com ela!
(Rivaldo) – Eu entendo sua revolta filho, mas vamos agir com calma e com a cabeça fresca.
(Ester) – O sr. acha que devemos contar tudo papai?
(Rafael) – Por mim, eu jogaria merda no ventilador.
TODOS OLHAM PRA ELE ESPANTADOS.
– Desculpem!
(Amanda) – Tio, eu estou morrendo de vergonha dessa história toda!
MARIA ABRAÇA AMANDA.
(Maria) – Rivaldo, alguma coisa tem que ser feita, o que você acha melhor?
RIVALDO LEVANTA-SE. ANDA DE UM LADO PARA O OUTRO.
(Otávio) – Tio, lembra da mensagem daquele pastor de Brasília? Sobre as coisas ocultas? Então, eles nem tiveram a decência de fazerem escondido… 
Eu e o Rafa vimos tudo em plena luz do dia e Amanda também.
(Maria) – E o pior, essa história não é de hoje.
(Rafael) – Eu sei que o meu pai apronta, não é a primeira vez.
Já vi brigas dele com a minha mãe. Ela se acha tão esperta, tão cheia de si… e agora, tomou uns chifres da tia Valéria, é dose?
(Maria) – Rivaldo, ele não cansa de dar em cima de mim também.
RIVALDO OUVE TUDO COMO SE TIVESSE JÁ PENSANDO NA SOLUÇÃO.


(Amanda) – O que eu fico mais boba com tudo isso tio, é o meu pai. 
É um mosca morta! 
Não percebe nada e ainda vive correndo na praia com o tio Reginaldo.
(Maria) – Reginaldo é muito esperto, corre com ele pra deixá-lo por perto. 
Ele sabe exatamente a hora de atacar.
RIVALDO SENTA.


(Rivaldo) – Eu acho que sei o que vou fazer…
(Amanda) – Conta tudo pra gente então, papai.
NESTE MOMENTO ENTRA RODRIGO.
(Rodrigo) – Amanda, conta tudo o quê?



OITO E MEIA DA NOITE.
CASA DE RIBERILDA.

ENQUANTO ESTÃO NA MESA DEGUSTANDO UM BOMBOCADO COM CALDA DE MEL E CHÁ, RIBERILDA, ROSÂNGELA, MARILENE, FREDA E VALÉRIA, CONVERSAM. 
leia a receita
http://www.tvabordo.com.br/2012/06/bombocado-com-calda-de-mel.html

(Riberilda) – Descobriram alguma coisa do tal segredo secretessímo da Edviges?
(Freda) – Nada tia, nada! A Valéria não me ajuda!
(Valéria) – Ôpa, estávamos quase lá quando a Maria chegou e pegou todas as cartas da mamãe das nossas mãos!
(Rosângela) – Gente, o que será que a Edviges escondia tanto? 
Você não sabe Riberilda?
(Riberilda nervosa) – Eu?
(Marilene) – E tem outra aqui?
(Riberilda) – Tá me dando fora norinha? 
OLHA PARA TODAS.
– Eu não sei de nada gente, n a d a ! Entenderam?
(Freda) – Nossa, não precisa ficar tão nervosa!
(Riberilda) – A Edviges sempre foi enigmática, cheia de mistérios…
(Marilene) – E muito trelêlê com o Boanerges né?
(Valéria) – Ih, o assunto esquentou de vez…
(Riberilda) – Você está insinuando alguma coisa?
(Marilene) – Eu sogrinha?
(Riberilda) – Existe outra Marilene aqui?
(Freda) – Calma meninas, calma!
ROSÃNGELA LEVANTA-SE.
(Rosângela) – O jantar estava ótimo, o bombocado com calda de mel também, mas eu vou embora.
(Marilene) – Agora que ficou bom?
(Rosângela) – E você vai comigo Marilene.
ROSÂNGELA DESPEDE-SE DE TODAS.
– Bye Freda, bye Valéria, dona Riberilda…
TROCAM BEIJINHOS.
MARILENE E RIBERILDA TROCAM OLHARES FURIOSOS.
(Freda) – É melhor mesmo…
RIBERILDA E MARILENE FICAM CARA A CARA.
(Riberilda) – Você tá falando do meu Boanerges, mas fica de olho no seu Ronaldo, viu?
(Marilene) – O que você quer dizer com isso, dona Riberilda?
(Riberilda) – Nada.
(Marilene) – Mas é pra ficar de olho assim como você ficou a vida toda com o seu Boanerges?
(Riberilda) – O que você quer dizer com isso, norinha Marilene?
(Marilene) – Nada.
MARILENE RETIRA-SE COM ROSÂNGELA.

NA SALA PERMANECEM RIBERILDA, FREDA E VALÉRIA.
(Riberilda) – Ela me paga, se ela acha que pode falar assim comigo na minha casa, tá muito enganada!
(Freda) – Tia, deixa pra lá, né? Vocês nunca foram assim tão amigas…
(Valeria) – É tia, não esquenta. Fica fria.
(Riberilda) – Ela sabe de alguma coisa que eu não sei…
FREDA E VALÉRIA.
– Como assim?
(Freda) – O que por exemplo?
RIBERILDA LEVANTA-SE E COMEÇA A RECOLHER OS PRATOS DA MESA.

DENTRO DO ELEVADOR MARILENE E ROSÂNGELA CONVERSAM.
(Rosângela) – Babado honey, que conversa é essa com a Riberilda?
(Marilene) – Não suporto essa velha! Ela me paga!
(Rosângela) – Nossa, cadê Jesus no coração?
(Marilene) – Jesus tá no meu coração, Rosângela.
Eu só estou com raiva.
(Rosângela) – Mas, me conta uma coisa, que história é essa com a dona Riberilda, seu Boanerges…
(Marilene) – Não se faça de tonta. Todo mundo sabe que a Edviges tinha um saracuteco com o Boanerges, só ela que finge não saber… agora, eu fikei intrigada com aquilo que ela me disse…
(Rosângela) – Pra ficar de olho no Ronaldo? Seu marido é maravihoso! 
Ela fez aquilo pra te provocar!
(Marilene) – Fez não Rô, eu conheço aquela velha! Ela sabe de alguma coisa e eu vou descobrir. Ah se vou!


O QUE SERÁ QUE O COPASTOR RIVALDO VAI SUGERIR?
O RODRIGO CHEGOU, COMO ELES VÃO SE SAIR DESSA?
RIBERILDA E MARILENE NUNCA FORAM GRANDES AMIGAS, QUEM VAI DESCOBRIR O QUE DA OUTRA?

FIM DO DÉCIMO SÉTIMO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS, 
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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