O RAPIDINHO NA MORAL

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foto: reprodução

programa NA MORAL – TV CRÍTICA


Estreou na última quinta-feira o programa rapidinho NA MORAL do Pedro Bial, o “Big Brother”. O tema de abertura não poderia ser mais óbvio: a música “Na Moral”, composta pelo grupo Jota Quest.


O programa
Num estúdio aconchegante com plateia, quatro convidados, um deles faz o papel de um “DJ” e alguns temas discutidos, Pedro Bial mostra seu lado de jornalista inquisidor. Luiz Felipe Pondé, Antônio Carlos Queirós, a musa do Casseta & Planeta, Maria Paula e, por último, o pagodeiro Alexandre Pires eram os convidados.


No primeiro episódio, foi tratado o politicamente correto e o incorreto das coisas. No intróito, um solilóquio bem ousado de Bial: é viado, bicha ou homossexual? Como se fala: criolo, negro, pessoa de cor ou afro-brasileiro? Dois depoimentos: um com as personagens verdadeiras sobre o assunto assédio sexual e, o outro, uma encenação sobre assédio moral.


Qual é a do ‘Na Moral’?
Não ficou bem clara a intenção do NA MORAL. Tanta gente ali à disposição, dois escritores inteligentes, uma comediante-psicóloga, um cantor famoso; o fim de noite prometia, mas…


Quem esperava uma discussão profunda sobre o tema ficou decepcionado. É como se um pai mostrasse o chocolate para o seu filho, retirasse a embalagem e, na hora da primeira mordida, ele (o pai) comesse o doce.


Alexandre Pires esteve para falar de um tema antigo, já resolvido na justiça. A história de um vídeo clip acusado de racismo e preconceito. Os gorilas e as gostosonas do clip estavam lá ao vivo para prestigiar o moço. Deram uma moral.


NA MORAL é assim, trata muito superficialmente e sempre com a inferência de seu apresentador. E, ao final, Bial vira para os convidados e diz: deixa eu falar um pouquinho, ora, foi o que mais falou durante a noite toda!


Ah, não totalmente satisfeito em estar num ambiente cheio de câmeras e refletores, foi às ruas para sentir o povo, mesmo mostrando apenas 25 segundos das suas (do povo) declarações.


Nos seis minutos derradeiros, quando parecia um bom debate, Bial interrompe seu convidado e acaba com o assunto. Como assim, gente? Vai ficar por isso mesmo?


O próximo tema será invasão de privacidade e, desta vez, a “DJ” será a atriz Dira Paes.


Mas, na moral, rapidinho, o que você achou?


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1 COMENTÁRIO

  1. No dia 19/07/2012 o programa "Na Moral" com Pedro Bial, discutiu o temA: "Amores gays." Foi um programa muito claro, inteligente e com um grande "objetivo global". No debate, Pedro Bial menciona a decisão do STF em tornar legítima a união estável entre pessoas de mesmo sexo e discute a dificuldade que estes casais enfrentam para converter este documento em um casamento civil. O estilista Carlos Tuvfesson, que estava no programa teve este pedido negado pelo juiz Luís Marques, e ambos compartilharam suas opinioes. O programa também contou com a participação da bela atriz Glória Pires atuando como DJ e comentando musicalmente os assuntos abordados no programa. Ela também falou de seu papel no novo longa de Bruno Barreto, 'A Arte de Viver'. No filme, Glória interpreta o papel da paisagista Lotta Macedo, que viveu na década de 50 um romance gay.
    Depois de ver o Bial apresentando a grande babaquice do Big Brother Brasil, eu julgava o programa "Na Moral" mais uma merda na grade global, mas confesso que o programa tem debates inteligentes, claros e muito bem descutidos… Claro, que todos com um unico objetivo: Convercer a população daquilo que querem. Isso é fato!! Mas creio que até para convecer há a necessidade da perspicácia. E isso, a Globo tem aos montes – risos..risos… O programa também recebeu Aline e Simone. Juntas há 17 anos, elas falaram sobre suas histórias e os obstáculos que superam em nome da relação. Mas ao ve-las no programa me surgiu a seguinte pergunta: "Há mesmo a necessidade da celebração ser feita com esses trajes?? É mesmo bonito, encantador, admiravél uma mulher entrar para uma cerimonia vestida de homem?? Como seria então um homem entrando em uma cerimonia vestido de noiva, véu e bouquet de flores?? por favor né… Embora o mundo esteja mudando (para pior), mas esta mudando. Não devemos deixar de entender que os caminhos e as estradas devem estar liberados a todos com IGUALDADE… mas também comDESCENCIA, MORAL e ORDEM.

    Vando Salles.

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