VIGÉSIMO PRIMEIRO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
SÁBADO,
09 DE JULHO, 2011

COPACABANA.
DUAS HORAS DA TARDE.


NO QUIOSQUE DO POSTO 4, CLAUDIO ROBERTO, REGINA E CRISTINA.
(Cristina) – Inacreditável Regina!
Quer dizer então que você chegou no bar pra estragar a festa e quem estragou a festa foi ele, o pirralho?
(Cláudio Roberto) – Mais ou menos isso que você falou, mas tinha festa ontem lá, Regina?
(Regina) – É maneira de falar, Cláudio. 
Pois é Cristina, eles já sabiam do segredo. Parece que a velha Marilene vai sair de casa.
(Cristina) – Tô amarrotada! Que coisa! Enfim, aquele cafajeste foi desmascarado! Aleluia!
(Cláudio) – Aleluia? O nosso plano foi pro espaço, Cristina!
(Cristina) – Que plano Regina? Que plano Roberto?
(Regina) – A gente ia dá uma de chantagista…
(Cláudio) – É. Ia rolar umas azulzinha…
(Regina) – As notas de cem reais. Várias!
(Cristina) – Você são dois malucos! Isso pode dá cadeia, sabia?
(Cláudio) – Mas nós ia preso ricos!
(Regina) – É, Cristina, nós ia!
(Cristina) – Você são realmente brilhantes!
Vou nessa. Tenho mais o que fazer!
(Cláudio) – Mas já? Toma um coquinho a mais aí, Cristina!
CRISTINA VAI EMBORA SEM SE DESPEDIR DIREITO DOS DOIS.
REGINA FICA PENSATIVA.
CLÁUDIO ROBERTO COMENTA.
(Cláudio) – Será que ela ficou chateada?
(Regina) – Acho que sim.
OS DOIS FICAM PENSATIVOS.



COPACABANA.
TRÊS HORAS DA TARDE.


CASA DE MARILENE E RONALDO.
MARILENE DE MALAS PRONTAS.
RONALDO CHORA.


(Marilene) – Vou embora pra casa do meu irmão, em São Paulo.
MUITO EMOCIONADO. CHORANDO.
(Ronaldo) – Não sabia que você tem um irmão em São Paulo…
(Marilene) – Nem eu, mas tenho. Vou ficar um tempo lá.
Agora, para com essas lágrimas de crocodilo. Poupe-me, seu falso!
OTÁVIO ENTRA NA SALA COM MALAS PRONTAS TAMBÉM.
(Marilene) – O que é isso, meu filho?
(Otávio) – Eu vou com a senhora, mãe.
OTÁVIO ABRAÇA A MÃE.
(Marilene)- Mas Otávio, sua escola, suas coisas, suas amizades…
(Otávio) – Não importa. Pra onde a senhora for, eu vou. Não vou ficar na mesma casa desse aí!
(Ronaldo) – Olha como você fala comigo, seu moleque!
(Marilene) – Olha como você fala com ele, seu safado!
Encosta um dedo nele e eu mato você!
(Otávio) – Mãe, nem vale a pena.
(Marilene) – Vamos embora Otávio!
OS DOIS SE RETIRAM. ANTES DE SAIR, MARILENE OLHA PRA SALA.
COSPE EM RONALDO.
(Marilene) – Nojento!


RONALDO CHORA COMPULSIVAMENTE.

FIM DO VIGÉSIMO PRIMEIRO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS,
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
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