VIGÉSIMO TERCEIRO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes
SÁBADO,
16 DE JULHO, 2011
COPACABANA. SETE HORAS DA NOITE.

CASAMENTO DE DARLENE E DAVI.
A IGREJA ESTÁ LOTADA DE VELHINHOS E OS HABITUAIS MEMBROS DA TENDA DA NUVEM DA BÊNÇÃO.
TODOS ESTÃO LÁ: MARIA, PEDRO, MARILENE, OTÁVIO, AMANDA, ESTER, RAFAEL, REGINALDO E FREDA, RODRIGO E VALÉRIA, RIBERILDA, BOANERGES, RONALDO e ROSÂNGELA.
ANTONIO CABRERAS TAMBÉM ESTÁ NA IGREJA.
FREDA OBSERVA QUE CABRERAS OLHA MUITO PRA ELA.
AS IRMÃS GERACINA, PAULINA E AS IRMÃS DE LÍNGUA FELINA CIDA E IVÂNIA TAMBÉM MARCAM PRESENÇA.

(Cida) – Nossa, que cafonice essa igreja!
(Ivânia) – Nossa, que rosas mais feias!
AS DUAS RIEM.
(Cida) – Será que a velhinha vai entrar de branco?
(Ivânia) – Será? Ah, não acredito! Cara de pau entrar de branco.
Dizem que ela tem oito netos.
(Cida) – Três filhos nervosos…
(Ivânia) – Dois filhos nervosos e um gayzinho.
AS DUAS RIEM.
(Cida) – Quatro filhos pra cada um?
(Ivânia) – Ui! Netarada só.
AS DUAS RIEM.
(Cida) – Ih, lá vem ela. 
AS DUAS FALAM AO MESMO TEMPO.
– De creme!
(Ivânia) – Ah, bom.

TOCA A MARCHA NUPCIAL.
DONA DARLENE ESTÁ LINDA DE NOIVA NUM VESTIDO NA COR CREME.
ENQUANTO ELA ENTRA, TODOS OLHAM PARA A NOIVA. ALGUNS VELHINHOS ENXUGAM LÁGRIMAS DERRAMADAS A CADA PASSO DE DARLENE.
COMEÇA A CERIMÔNIA.
COPASTOR RIVADO FAZ OS VOTOS E COMEÇA A MENSAGEM.
O AMOR NÃO TEM IDADE.
PR RAFAEL DE BRASÍLIA ESTÁ PRESENTE. ELE É UM DOS PADRINHOS.
O COPASTOR RIVADO CONVIDA A CANTORA CHRIS DANTAS. 
CHRIS DANTAS APRESENTARÁ A MÚSICA ANGEL.

A MENSAGEM E A BÊNÇÃO FINAL SERÁ DADA PELO PASTOR RAFAEL DE BRASÍLIA.
TERMINA A CERIMÔNIA.
OS NOIVOS RECEBERÃO OS CUMPRIMENTOS NO SALÃO NOBRE DO COPACABANA PALACE.


(Cida) – Olha, aqui no convite diz que os noivos receberão os cumprimentos no Salão Nobre do Copacabana Palace.
(Ivânia) – Ela é velha mas não é pobre não, meu amor.
(Cida) – Dizem que ela herdou uma herança milionária do falecido e que os filhos são médicos conceituados no Brasil. Riquíssimos!
(Ivânia) – E o velho Davi? Esse tem dinheiro viu? Empresário dos mais ricos da cidade. Amigo de Eike.
(Cida) – Hummm, amigo de Eike? Olha só. E como a gente nunca deu em cima de um partidão desse?
(Ivânia) – Eu dava, ele que nunca me deu condição.
Pegou a mais senil da Tenda.
AS DUAS FALAM AO MESMO TEMPO COM CARA DE TRISTEZA.
– Ai, ai, ai.


ANTONIO CABRERAS UM POUCO TONTO (TOMOU UNS COPOS A MAIS DE VINHO) APROXIMA-SE DE FREDA E VALÉRIA QUE ESTÃO JUNTAS COM MARIA, PEDRO, REGINALDO E RODRIGO.


(Cabreras) – Permiso, Sra. Freda, Sra. Valeria. Quiero decir algo importante.
PEDRO PERCEBE QUE CABRERA ESTÁ JUNTO DAS DUAS E AVISA À MARIA.
BEM GROSSA FREDA AFASTA CABRERAS. 
(Freda) – Desculpe, meu senhor, não lhe conheço.
(Valéria) – Peraí Freda, não precisa tratar o moço assim…
O senhor está nos incomodando. Precisa de um café.
(Cabreras) – No preciso de café Sra. Valéria. Freda, usted fue muy mal educada con un desconocido extrangero…
(Freda) – Ah, poupe-me, seu bêbado!
Reginaldo! Faça alguma coisa com este senhor bêbado!


REGINALDO E RODRIGO SEGURAM ANTONIO CABRERAS.
(Cabrera) – No me toquen! No me toquen! Yo soy António Cabreras, yo soy!
MARIA CORRE E NÃO DEIXA CABRERAS COMPLETAR A FRASE.
(Maria) – Cabreras, você não está bem. Venha comigo!
(Freda) – Você conhece esse senhor, Maria?
MARIA IGNORA FREDA.
(Maria) – Venha comigo. O sr., não está bem. Bebeu demais.
(Cabreras) – María vos sos una chica linda, sabias? Freda no vale nada! Nunca valio nada! Serafin nunca gusto de ella, nunca!
FREDA NÃO GOSTA DO QUE OUVIU.
(Freda) – Como é que é? Como você ousa a falar assim do meu pai!
Senhor…
(Cabreras) – António, António Cabreras! Yo digo lo que quiero! Y callate la boca asquerosa!!



FREDA NÃO SE CONFORMA COM O XINGAMENTO.
(Freda) – Olha aqui seu argentino filho…
REGINALDO AGARRA FREDA E COLOCA A MÃO NA SUA BOCA IMPEDINDO-A DE TERMINAR A FRASE.


NESTE MOMENTO CHEGA CLÁUDIO ROBERTO E REGINA.
OTÁVIO, RAFAEL, ESTER E AMANDA OBSERVAM A CHEGADA DOS DOIS.
(Rafael) – Ih, parece que a festa vai ficar animada… Olha quem chegou.
(Amanda) – É só o que faltava…
(Otávio) – Eu vou sumir com esses dois daqui é agora…
(Ester) – Não Otávio. SEGURA OTÁVIO.
– Vamos ver com eles, nós quatro, vamos até lá e saber o que fazem aqui.
AMANDA, ESTER, OTÁVIO E RAFAEL DIRIGEM-SE EM DIREÇÃO A CLÁUDIO ROBERTO E REGINA.

MARIA SEGURA NA MÃO DE CABRERAS E TENTA AFASTÁ-LO.
(Valéria) – Maria, não estou entendendo, quem é esse homem?
(Maria) – Depois eu explico, depois eu explico. Venha comigo Cabreras, por favor.
(Freda) – Maria e seus segredinhos. Cheia de mistérios, cheia de enigmas. Ele também faz parte do segredo da mamãe? Ou será o segredo do papai?
CABRERAS RI MUITO.
(Cabreras) – De papá, de papá!
(Freda) – Como assim?
(Reginaldo) – Calma Freda. A Maria já falou que depois explica tudo.
(Pedro) – É, depois a Maria explica tudo.
(Freda) – Até o amante dela sabe de tudo…
(Pedro) – Eu não sou amante de Maria, eu sou o amor dela!
(Freda) – Ai que lindo! Amante sim!
(Pedro) – Quem tem amante aqui, não sou eu…
(Maria) – Chega Pedro! Não dar bola pra Freda! Vamos embora. 
Sr Cabreras, por favor, vamos embora. Eu lhe peço!
(Cabreras) –  Está bien me voy.  Sólo porque me lo estas pidiendo, mi dulce!

Linda del tío!!!

(Valéria) – Gente, não estou entendendo nada…
(Ester) – Fedeu tudo.
(Freda) – Eu quero saber quem você é!


FREDA SEGURA NA MÃO DE CABRERAS.
CABRERAS ABRE A CARTEIRA E MOSTRA A IDENTIDADE.
(Cabreras) – António Cabreras, empresário, muy rico en el ramo de las frutas, legumbres y vinos… Soy muy rico! Muy rico!
MARIA SOLTA A MÃO DE CABRERAS.
PEGA CABRERA PELO BRAÇO E COM AJUDA DE PEDRO SAI COM ELE DALI.


REGINALDO ABRAÇA FREDA.
(Reginaldo) – Calma, já teve confusão demais aqui fora. Vamos embora.
(Freda) – Ninguém merece! Você viu como ele falou comigo? Eu quero saber qual a relação desse argentino com o meu pai!
(Valéria) – Minha irmã, confesso que fiquei bem cismada com o jeito dele falar com você… como se te conhecesse há muito tempo.
(Rodrigo) – A Maria já falou que depois explica tudo…
(Freda) – Eu quero saber mesmo.


PERTO DALI. CABRERAS SENTA NO CHÃO CHORANDO.
(Cabreras) – No aguanto más María! hasta cuando voy a tener que guardar este secreto? Hasta cuando María?
(Pedro) – Nós combinamos trinta dias, o sr. se lembra?
MARIA SE AGACHA. ELA É CARINHOSA COM ELE.
(Maria) – Não se preocupe. Eu prometi e vou cumprir a minha promessa.
(Cabreras) – Todo bem, Maria. Dulce. Agradable.
(Maria) – Agora, vamos se levantar. O sr. precisa de um café forte e um bom banho.
OS DOIS SAEM DALI.


AMANDA, ESTER, OTÁVIO E RAFAEL COM CLÁUDIO ROBERTO E REGINA.
(Otávio) – Posso saber o que vocês estão fazendo aqui?
(Regina) – Seu pai não te deu educação menino? Boa noite pra você também.
(Cláudio) – É, boa noite franguinho.
(Otávio) – Você me chamou de quê?
(Rafael) – Calma Otávio. Não caia na desse mané!
(Amanda) – E aí, vão ficar olhando pras nossas caras lindas ou o quê?
(Ester) – O que vocês estão fazendo aqui?
(Cláudio) – Não é da conta de vocês!
(Regina) – A gente viemos falar com a dona Freda. A nervosinha ali…
CLÁUDIO ROBERTO E REGINA RIEM.


(Rafael) – Minha mãe não tem nada o que falar com você…
(Regina) – Mas eu tenhu. E a gente vamos falar sim.
(Cláudio) – É, a gente vamos sim. Ela vai gostar muito de saber o que a gente viu…
ESTER SACANDO O LANCE DA TRAIÇÃO, JOGA VERDE.
(Ester) – Se é sobre o caso do meu tio com a minha tia, vocês chegaram tarde.


CLÁUDIO ROBERTO E REGINA PASMOS.
(Regina) – Peraí… quer dizer que vocês também sabem?
(Cláudio) – Não acredito que vocês sabia
(Amanda) – Nós sabemos de tudo, por isso, vão perder o tempo de vocês!
(Regina) – E por que eles ainda estão juntu?
(Otávio) – Aparências. Minha mãe adora aparências.
(Cláudio) – Caraca aí! A gente demos mole de novo, Regina.
(Regina) – Por essa eu não contava!
(Rafael) – Ótimo. Não tendo mais o que fazer, bye.
(Cláudio) – Bai? O que é isso, bai?
(Amanda) – Significa tá na hora de vocês vazarem. 
(Ester) – Entendido?
REGINA E CLÁUDIO ROBERTO VÃO EMBORA CABISBAIXOS.


RODRIGO ABRAÇA VALÉRIA. REGINALDO ABRAÇA FREDA.
(Freda) – Que tal se fóssemos jantar?
(Reginaldo) – Mas não vamos à recepção no Copacabana Palace?
(Rodrigo) – Tanto tempo que não jantamos os quatro…
Vamos chamar as crianças também.
(Valéria) – É uma boa. Gostei.
(Reginaldo) – Eu também gostei.
REGINALDO CHAMA POR RAFAEL E AMANDA.


AMANDA COMENTA COM OS OUTROS.
(Amanda) – Eu acho que é agora pessoal.
Vocês querem ir, Otávio, Ester?
(Ester) – Eu não perco isso por nada nesse mundo!
(Otávio) – Nem eu!


AMANDA E OS OUTROS APROXIMAM-SE DE FREDA, REGINALDO, VALÉRIA E RODRIGO.
(Amanda) – Ester e Otávio vão com a gente também, algum problema?
(Rodrigo) – Por mim, não, e por você Freda?
VALÉRIA ESTRANHA.
(Reginaldo) – Por nós, não. Não é Freda?
FREDA PERCEBE A DESCONFIANÇA DE VALÉRIA.
(Freda) – Valéria, tudo bem pra você?
(Valéria) – Tudo bem, claro.
Otávio e Ester devem avisar aos seus pais.
(Ester) – Ah, eles já sabem…
(Valéria) – Como assim?
(Ester) – É que a gente combinou que todos os primos iam sair juntos hoje, como surgir esse convite, a gente topou em unanimidade.
TODOS RIEM.
(Reginaldo) – Então, vamos.


O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER NESSE JANTAR?
QUAL SERÁ O SEGREDO DE CABRERAS ESCONDE SOBRE SERAFIM?


colaboração: Analía Rodriguez

FIM DO VIGÉSIMO TERCEIRO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS,
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA


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