segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PENÚLTIMO CAPÍTULO - 25º

De Warlen Pontes
SEGUNDA,
 15 DE AGOSTO, 2011
COPACABANA - DUAS HORAS DA TARDE.

ESCRITÓRIO HORTIFRUTI SABORES DE COPA.
MARIA E ANTONIO CABRERAS ESPERAM POR FREDA E VALÉRIA.
VALÉRIA ENTRA E NÃO ENTENDE A PRESENÇA DE CABRERAS.
LOGO EM SEGUIDA ENTRA FREDA E FICA REVOLTADA COM A PRESENÇA DE CABRERAS.
NUMA MESA OVAL DE REUNIÕES, MARIA FALA.

(Maria) - Bem, em primeiro lugar, obrigado por vocês terem vido.
(Valéria) - Eu não viria, depois da pilantragem que você fez, Maria.
(Freda) - Pilantragem? Essa é boa.
(Maria) - Eu não quero mais perder tempo e não vou responder ao seu comentário, Valéria. Este senhor aqui vocês já conhecem...
(Freda) - Infelizmente, o que ele faz aqui Maria?
(Valéria) - Lembra? Ela falou que ia nos contar tudo a respeito desse senhor...
(Cabreras) - Cabreras, Antonio Cabreras.
(Maria) - Vou ser clara, curta, grossa e objetiva.
Sr. Antonio Cabreras era amante do nosso pai.
FREDA E VALÉRIA FICAM MUDAS, EM CHOQUE COM A INFORMAÇÃO.
VALÉRIA DERRAMA UMA LÁGRIMA AO OLHAR PARA CABRERAS FIRMEMENTE.
FREDA NÃO ACREDITA.

(Freda) - Isso é uma brincadeira? Nosso pai era gay?
Daqui a pouco você vai dizer que a nossa mãe era transformista!
(Cabreras) - Más respeto por su madre, Freda.
(Maria) - Chega! Mamãe me contou tudo na noite da sua morte.
Seu Antonio Cabreras vivia aqui no hortifruti. Eu desconfiava da sua aproximação com papai. Um dia, perguntei à mamãe sobre ele. Ela se esquivava e mudava de assunto. Comecei a investigar e descobri muitas outras coisas...
(Freda) - Descobriu o que, Maria?
(Valéria) - Tem mais coisas?
(Cabreras) - Mucho más.
(Maria) - Hoje, confesso a vocês, vai ser um dia muito difícil. 
Vocês devem ser fortes! 

NESTE MOMENTO ENTRA BOANERGES.
(Boanerges) - Boa tarde.
(Freda) - O que o tio Boanerges está fazendo aqui?

MARIA OLHA PARA CABRERAS. FREDA OLHA PARA VALÉRIA.
BOANERGES FICA PARADO NA PORTA.

 COPACABANA - DUAS HORAS DA TARDE.

CASA DE RIVALDO.
ESTER E OTÁVIO CONVERSAM.

(Ester) - Quer dizer então, seu pai apareceu do nada na igreja? E como foi?
(Otávio) - Não foi. Eu e a mamãe olhamos pra cara dele e fomos embora...
(Ester) - Só isso? Ele não implorou, não segurou na mão de vocês, nada?
(Otávio) - Ester, estou sendo bem resumido... meu pai ajoelhou, chorou lágrimas e mais lágrimas...
(Ester) - De crocodilo...
OS DOIS RIEM.
(Otávio) - Isso, muitas lágrimas de crocodilo... disse que não viveria sem mim e a dona Marilene... como seria chegar em casa sem a gente, todos os clichês que você imaginar... ah, teve um clichê novo, como vou sentir o perfume de vocês?
(Ester) - Nossa, cafona.
(Otávio) - Essas coisas... deixamos ele falar bastante, minha mãe até bocejou...
(Ester) - Gostei e aí?
(Otávio) - Minha mãe, dona Marilene (ri) disse: perguntou? Terminou? Nem pra novela mexicana seria contratado.
OS DOIS RIEM.
(Ester) - Imagino que ele se esperniou mais, e o tio Rivaldo?
(Otávio) - Queria fazer uma participação especial no texto do irmão, mas a dona Marilene, como uma diretora severa, mandou ele calar a boca.
OS DOIS RIEM.
(Ester) - Sinto muito por tudo isso, Otávio.
(Otávio) - Sabe de uma coisa? Foi melhor assim. Algumas pessoas não mudam, apenas mentem melhor. Estamos livres, eu e a mamãe. Decidimos que vamos embora pra São Paulo.
(Ester) - Nossa! Gostei da frase.
Sério? Gosto muito de São Paulo. Mais um lugar pra visitar sempre. 
De vion, como diz uma amiga minha, 45 minutinhos...
(Otávio) - Será sempre bem-vinda... mas mudando da água para o vinho... será que a tia Maria já contou tudo à tia Freda e à tia Valéria?
(Ester) - Como será que elas vão reagir?
(Otávio) - Mal, muito mal...
Ester, você acha que a vovó sabe de alguma coisa?
(Ester) - Eu acho que sim. Pensa bem, todos estes anos...

ENQUANTO ISSO, RIBERILDA ENTRA SEM ELES PERCEBEREM E OUVE TODA A CONVERSA.
OTÁVIO INTERROMPE ESTER.
(Otávio) - Fingimento?
(Ester) - Para não perder o marido, aceita certas coisas...
(Otávio) - Ficar com uma pessoa, aceitar traição e ficar calada?
(Ester) - A época deles é outra. Eu dei uma estudada nisso...
(Otávio) - Eles aceitam tudo em nome do amor. Amor, entre aspas, preferem não separar e ficar numa relação sem fidelidade, admitindo as puladas de cerca, essas coisas...
(Ester) - Isso mesmo. Hoje é diferente, na primeira pulada de cerca, bye, bye relacionamento.
(Otávio) - A menos se houve um pacto...
(Ester) - Um pacto? Um pacto de amizade?
(Otávio) - Sim, um pacto de amizade. Acho que a vovó, o vovô, a tia Edviges e o tio Serafim fizeram um pacto de amizade.
Lembra como os quatro eram tão amigos?
(Ester) - Muito amigos...
(Otávio) - Vamos falar com a vovó sobre isso?
(Ester) - Eu sempre tive vontade de falar sobre o segredo da tia Edviges com ela...
NESTA HORA ENTRA RIBERILDA.
ELES SE ESPANTAM.

(Riberilda) - Pode perguntar o que quiser, Ester.

E AGORA, QUAL A RELAÇÃO DE BOANERGES COM OS FINADOS SERAFIM E EDVIGES?
QUAL A RELAÇÃO DE BOANERGES COM ANTONIO CABRERAS?
SERÁ QUE RIBERILDA CONHECE O SEGREDO DA IRMÃ?

VAI PERDER O ÚLTIMO CAPÍTULO?
EMOÇÕES FINAIS DE TEMPESTADE DE LÁGRIMAS DE CROCODILO.

colaboração de Analía Rodrigues.

FIM DO VIGÉSIMO QUINTO CAPÍTULO
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO, 
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, HISTÓRIAS OU FATOS,
TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

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