quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O$ CARA$ DE PAU DA FÉ - TERCEIRO CAPÍTULO

De Warlen Pontes
  
 TERCEIRO CAPÍTULO
No capítulo anterior:

SÁBADO - 2h da tarde.
SALÃO DE BELEZA - GRAÇA E GLÓRIA.
ADELENE E EDVIGES - Esposas de Osvaldinho e Gercivaldo, respectivamente, conversam sobre a recepção na mansão.
(Edviges) - E os preparativos, Adelene, como estão?
(Adelene) - Tudo nos conformes, sabe como é Madrecita, uma governanta de primeira linha... não esquece de nenhum único detalhe...
(Edviges) - Ah se eu pudesse ter uma Madrecita lá em casa...
(Adelene) - Por que Edviges? O que houve com a Socorrinha? Não vai me dizer que dispidiu a coitada? Já é a quarta este mês!
(Edviges) - Eu não tenho a sorte que você tem, amiga. Será que Madrecita não conhece alguém como ela?
(Adelene) - Mas, como? Ela não era indicação de Madrecita?
(Edviges) - Era, mas, será que eu sou muito exigente com as minhas empregadas?
Adelene olha desconfiada para Edviges.
(Adelene) - Você é uma cara de pau, Edviges!
As duas riem.
     
Do outro lado da rua, numa lanchonete tomando suco de laranja, estão Carolina (entiada de Osvaldinho) e Tereza Cristina (irmã de Osvaldinho).
(Tereza Cristina) - Fiquei preocupada com a sua chamada... o que houve? Algum problema, minha querida?
(Carolina) - Sim, tia. Eu tenho muito carinho por você e... bem, você sabe, a história do acidente do meu pai nunca saiu da minha cabeça.
(Tereza Cristina) - Não vai me dizer que você vai reabrir o caso?
(Carolina) - Sim...
(Tereza Cristina) - Depois de tanto tempo?
(Carolina) - Tia, apareceram umas testemunhas...
(Tereza Cristina) - Umas testemunhas? 
(Carolina) - Uma testemunha, na verdade. Eu sei que é difícil o que vou lhe dizer, mas eu acho que seu irmão e Gercivaldo estão envolvidos com a morte do meu pai...
Tereza Cristina fica paralisada com o que ouve.

 Mansão de Osvaldinho Caruaru

No escritório da Mansão, Osvaldinho acessa alguns números pelo notebook Vaio. Ao acessar a página de um banco internacional nas Ilhas Cayman. Digita uma senha e confere o extrato de uma conta. 

(Osvaldinho) - Eitha! É mutcha grana! Tamu rich!
Pega o telefone e disca um número, antes de completar a ligação, alguém bate na porta pedindo para entrar. Osvaldinho desliga o telefone e autoriza a entrada. Entra Madrecita, a governanta, uma argentina bem cuidada de pele branca, cabelos bem arrumados e bem vestida com uma saia verde musgo e uma blusa branca com laços rosas. 

(Osvaldinho) - Madrecita, querida! Em que posso ajuda-lá-ahhhhh! (Ri)
Madrecita não entende nada, mas acompanha o riso de Osvaldinho. 
(Madrecita com seu sotaque carregado) - O senhor deseja alguma coisa? Não está com fome?  Posso servir o almoço? 
(Osvaldinho) - Onde está Adelene, minha adorável esposa?
(Madrecita) - Ela está se emperequetando toda, como dizem vocês aqui no Brasil.
(Osvaldinho) - Ela falou a que horas voltava?
(Madrecita) - No, no. Do jeito que ela é, já deve estar comendo na rua, ou já deve estar de bucha cheia.
(Osvaldinho ri) - Bucho, cheio, Madrecita, Bucho!
(Madrecita) - É isso aí...
(Osvaldinho) - Vou ligar pra ela... 
Disca um número e fala com Adelene. Fim da conversa.
(Osvaldinho) - Está bem, meu bem.
Desliga o telefone.
(Osvaldinho) - Madrecita, pode me servir uma salada com palmitos, cenouras, batatas douradas, alface, tomates cerejas. Traga azeite, pra mim, por favor.
Após pedir licença, Madrecita sai.
Osvaldinho torna a olhar para os números do extrato em seu notebook Vaio.

Continua conversa entre Tereza Cristina e Carolina.
(Tereza Cristina) - Mas por que você acha que Osvaldinho e Gercivaldo estão envolvidos no acidente que matou seu pai e o pai da Ludmila?
(Carolina) - Você quer conhecer a testemunha que eu encontrei? Depois de conhecê-la e a ouvir a história, vai me entender...

Tereza Cristina fica pensativa. Carolina estranha sua atitude.
(Carolina) - O que foi, tia? Você anda muito esquisita ultimamente...
(Tereza Cristina) - Eu não estou gostando nada dessa ideia de ressuscitar esta história...  vai mexer com muita coisa... sua mãe não vai gostar disso, Carol.
(Carolina) - Minha mãe é uma tonta, mas eu sei, que lá no fundo, ela tem um pé atrás com Osvaldinho...
(Tereza Cristina) - Quem mais está sabendo dessa testemunha?
(Carolina) - Eu, o dr. Abelardo e a Ludmila.
(Tereza Cristina) - Mais alguém? Tem certeza?
Carolina desconfia da pergunta de Tereza Cristina.
(Carolina) - Nossa, tia! Claro que não, que pergunta!
(Tereza Cristina) - Está bem, eu quero conhecer esta testemunha.

FIM DO TERCEIRO CAPÍTULO

Que conta é essa que Osvaldinho acessava e quanto havia de dinheiro nela?
Que testemunha pode envolver Osvaldinho e Gercivaldo no acidente de carro que matou Roberto e Paulo?
Por qual motivo Tereza Cristina quis saber sobre alguém mais conhecer essa testemunha chave?

Não perca, dia 27, próxima quarta, o quarto capítulo de 

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS,
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERA COINCIDÊNCIA.

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