A superprodução José do Egito

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foto: reprodução


minissérie JOSÉ DO EGITO – TV CRÍTICA

As histórias bíblicas são cheias de dramas, conflitos e enredos capazes de despertar inveja em qualquer roteirista de cinema ou TV. Não é diferente com a saga da personagem José.
Desde janeiro no ar e exibida sempre às quartas, JOSÉ DO EGITO é a superprodução milionária da Record em 2013. Estima-se um custo perto dos 60 milhões.
JOSÉ tem todos os ingredientes para prender o telespectador com traições, intrigas entre irmãos, inveja e poder. O enredo de Vívian de Oliveira (A História de Ester e Rei Davi) mescla todos os elementos de um folhetim de sucesso.
Composta por 28 capítulos, a Record apostou na direção de Alexandre Avancini, um dos seus melhores diretores para marcar mais um sucesso. A vida de José vendido por seus irmãos como escravo para o Egito e depois tornando-se governador do país, tem marcado uma média de 12 pontos (*) e consolidado a vice-liderança no horário.



O ELENCO

Algumas das estrelas da emissora da Barra Funda e outras contratações de peso foram escaladas para esta produção cinematográfica, como Guilherme Winter e Larissa Maciel. 
Dividida em duas fases, a primeira com Ricky Tavares e a segunda com Ângelo Paes Leme, JOSÉ tem agradado também com o desempenho de alguns atores.

foto: reprodução/Record



A começar por Ricky Tavares. O ator brilha em cena com seu jeito doce e de olhar forte. Com talento e carisma de sobra, Ricky não decepciona em seu primeiro protagonista. Ele já havia roubado a cena na novela VIDAS EM JOGO como um jogador de futebol envolvido no crack; agora em JOSÉ, firma-se com um dos melhores talentos jovens da TV.
Os irmãos de José não fazem feio mas são apenas razoáveis, quem rouba a cena é Caio Junqueira (Simeon). Seu olhar de inveja ofusca os colegas.

Os veteranos também conduzem com eficiência suas personagens, como é o caso de Denise Del Vecchio, como Lia, primeira esposa de Jacó e Celso Frateschi, como Jacó. É sempre prazeroso vê-la em cena. Vecchio sempre precisa e com emoção na dose certa. Frateschi carrega suas falas com verdade.

Outro grande desempenho é da Marcela Barrozo (Diná). Marcela é um exemplo raro de atriz que se joga, que dá a cara à tapa quando se trata de emoção. A cada trabalho, a cada papel, uma surpresa agradável e quem ganha é o público ávido por ótimas interpretações. Samara Felippo fará Diná adulta e tem um grande desafio à frente, pois Barrozo com sua atuação, já tornou Diná uma personagem inesquecível.

Não podemos deixar de destacar a bela Carla Cabral, como Bila e a carinha de eterna moça e olhar de menina, Mylla Cristie, como Raquel. Um passeio em cena com segurança, brilhantismo e talento.

A produção

A emissora tomou gosto em fazer estas minisséries bíblicas e as faz com bastante eficiência e de um capricho impressionante. Tudo em JOSÉ é realizado de maneira grandiosa, sem deixar a dever em nada às grandes produções hollywoodianas. Externas gravadas no deserto do Atacama, Chile, em Israel e no Egito. Figurinos, maquiagem, cenários, efeitos visuais e fotografia perfeita, sem nenhum exagero, transformam JOSÉ numa das melhores produções da TV brasileira nos últimos anos.



Falta alguma coisa em José?

Com tantos predicativos e com qualidades inquestionáveis, falta alguma coisa em JOSÉ? Acredito na ausência de palavras ou expressões a serem pronunciadas nas rodas de conversa, na fila dos bancos, os famosos memes das redes sociais, enfim, assim como Gloria Perez de maneira magistral faz em seus folhetins, revela-nos culturas distantes e as transporta para bem pertinho de nós. Sem esse elemento de aproximação, será difícil conquistar um público bem maior e uma audiência muito mais significativa.



A autora já prepara a superprodução para 2014, Os Dez Mandamentos, quem sabe até lá não veremos e ouviremos expressões tão comuns entre judeus: Shalom Adonai!


JOSÉ DO EGITO
Quartas, depois de CSI


Livre adaptação da Bíblia por
Vívian de Oliveira


Escrita por
Altenir Silva
Camilo Pellegrini
Carla Piske
Maria Cláudia Oliveira


Direção
Alexandre Avancini
Armê Manente
Hamsa Wood
Vivianne Jundi


Direção Geral
Alexandre Avancini


(*) Cada ponto equivale a 62 mil domicílos em São Paulo

Veja a abertura de 
JOSÉ DO EGITO


Leia Segunda Crítica 
sobre JOSÉ DO EGITO



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