quarta-feira, 27 de março de 2013

O$ CARA$ DE PAU DA FÉ - OITAVO CAPÍTULO

De Warlen Pontes

OITAVO CAPÍTULO

Escritório Dr. Abelardo (advogado de Carolina e Ludmila)
Carolina e Ludmila reunidas com dr. Abelardo em seu escritório muito tensas.

(Carolina) - Como isso pôde acontecer, doutor?
(Abelardo) - Infelizmente, aconteceu. Ele saiu tarde da noite, ainda não sabemos o porquê dessa saída.
(Ludmila) - E agora, o que faremos?
(Abelardo) - Era a única testemunha capaz de reabrir o caso e incriminar seus padrastos.
O telefone de Carolina toca. No visor, Alexandre.
(Carolina) - É o Alexandre. Oi, querido, tudo bem? A testemunha que tínhamos foi assassinada!
EM OFF
(Alexandre) - Sério? Que sujos! Mas eu tenho uma notícia boa pra você.
(Carolina) - Notícia boa?
(Ludmila) - Notícia boa?
(Alexandre) - Recebi o dossiê. Desta vez, Osvaldinho e Gercivaldo estão bem encrencados.
(Carolina) - Chegou o dossiê!
(Abelardo) - Dossiê? Que dossiê?
(Ludmila) - Que bom! Pelo menos isso, depois a gente te explica, doutor.
(Carolina) - Mas ele está guardado em segurança, não está?
(Alexandre) - Está. Vou mandar pro seu e-mail, quanto mais pessoas estiverem com ele, melhor.
A ligação cai. Tudo fica escuro no prêdio do NOVA CABROBÓ INFORMA. Falta energia no prédio do jornal. O alarme de incêndio é ouvido. Todos apavorados descendo pela escada de emergência. Chega o carro do Corpo de Bombeiros. Na calçada do prédio, Alexandre e Ana Paula (a editora-chefe) conversam.
(Alexandre) - Estou preocupado. No tumulto, deixei o meu notebook lá em cima. Caraca! E agora?
(Ana Paula) - Agora é tarde demais!

No escritório do dr. Abelardo.
(Carolina) - A ligação caiu.
(Abelardo) - Que dossiê é este, Carolina?
(Ludmila) - Há dois anos investigamos Osvaldinho e Gercivaldo. 
(Carolina) - E finalmente descobrimos muitas coisas a respeito deles.


Uma explosão é ouvida no andar da redação. Vidros espatifados ao chão. Alexandre coloca as mãos na cabeça e chora. Ana Paula consola.
(Ana Paula) - E agora? Você não tinha um back-up do seu note?
(Alexandre) - Fiz esse back-up semana passada.
(Ana Paula) - Garoto esperto. E o dossiê?
Alexandre leva Ana Paula para um canto reservado.
(Alexandre) - O original está em São Paulo com aquele velho jornalista conhecido nosso...
(Ana Paula) - O lobo?
(Alexandre) - Ele mesmo.
(Ana Paula) - Mas você só tem uma cópia dele?
(Alexandre) - Nas minhas pastas de e-mail tenho outra cópia, as outras enviaria hoje pra Carolina e Ludmila.
(Ana Paula) - Mas não enviou?
(Alexandre) - Não deu tempo. Só preciso de uma lan house.
(Ana Paula) - Que lan house amigo, envia lá de casa.
(Alexandre) - Obrigado, Ana.

Dias depois.


Na sala da Mansão de Osvaldinho, Carolina, Ludmila, Adelene, Edviges e Tereza Cristina.
(Carolina) - Mainha, ainda não entendo o porquê da senhora não ter ido com Osvaldinho pra Miami.
(Adelene) - Minha filha, você não precisa entender nada, sabe como é Osvaldinho, imprevisível!
(Edviges) - Era uma agenda muito extensa de pregações...
(Ludmila) - Mas nem levou tia Tereza Cristina, por que você não foi também, tia?
(Tereza Cristina) - Tive que agir alguns negócios da igreja e também preparar a viagem deles pra Guatemala.
Carolina e Ludmila
- Guatemala?
(Tereza Cristina) - Sim, Guatemala! Qual é o espanto meninas? Vamos abrir uma congregação na Guatemala e ajudar aquele país tão carente... ajudar com roupas, alimentos, suprimentos, remédios...
(Carolina) - Tanta gente carente no Brasil precisando de uma ajuda, vai ajudar tão longe? 
(Ludmila) - Muito estranho... e o tal Hércules foi, não foi?
(Edviges) - Claro, Ludmila, é o personal trem deles!
Carolina, Ludmila e Tereza Cristina riem.
(Adelene enrolando a língua) - Personal trainer, Edviges, trainer, understand you?
Carolina, Ludmila e Tereza Cristina riem.
(Carolina) - Understand me, mainha, me.
(Tereza Cristina) - Vocês sabiam que Osvaldinho vai dar uma entrevista pra aquela jornalista loira, a Gabiri Gabriela?
Carolina, Ludmila, Adelene e Edviges
- Nossa!
(Carolina) - É mesmo? Quando?
(Tereza Cristina) - Quando voltar de Miami.

O telefone de Tereza Cristina toca. No visor, Osvaldinho.
Tereza Cristina pede licença e vai atender o telefone no escritório de Osvaldinho.
Carolina e Ludmila observam. Carolina continua conversando com Adelene e Edviges e Ludmila segue Tereza Cristina sem que ela perceba e ouve a conversa.
(Tereza Cristina) - Fala Osvaldinho. Já depositou meu dinheiro?
(Osvaldinho) - Em menos de 24h vai estar em sua conta, a azul.
(Tereza Cristina) - Dez milhões e nenhum um dólar a menos, o.k.?
Ludmila fica surpresa.
(Osvaldinho) - E por acaso eu sou homem de não cumprir tratos?
(Tereza Cristina) - Nem eu.
(Osvaldinho) - E o dossiê?
(Tereza Cristina) - Já está comigo. Tenho que desligar, Carolina e Ludmila estão aqui na sua casa. Aquelas duas nadam nadam e morrem na praia. (Ri)
(Osvaldinho) - Tenho um plano pra elas também. Desligo.
Ludmila se afasta. Tereza Cristina desliga. Tereza Cristina muito feliz.
(Tereza Cristina) - Estou rica! Muito rica!

FIM DO OITAVO CAPÍTULO

Será que o dossiê realmente corre perigo?
O que Osvaldinho quis dizer que tem um plano para Carolina e Ludmila?
No próximo episódio, a entrevista de Osvaldinho para a Gabiri Gabriela. Imperdível!

Não perca, dia 3, próxima quarta, o nono capítulo de

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS,
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERA COINCIDÊNCIA.

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