O$ CARA$ DE PAU DA FÉ – OITAVO CAPÍTULO

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De Warlen Pontes

OITAVO CAPÍTULO

Escritório Dr. Abelardo (advogado de Carolina e Ludmila)
Carolina e Ludmila reunidas com dr. Abelardo em seu escritório muito tensas.
(Carolina) – Como isso pôde acontecer, doutor?
(Abelardo) – Infelizmente, aconteceu. Ele saiu tarde da noite, ainda não sabemos o porquê dessa saída.
(Ludmila) – E agora, o que faremos?
(Abelardo) – Era a única testemunha capaz de reabrir o caso e incriminar seus padrastos.
O telefone de Carolina toca. No visor, Alexandre.
(Carolina) – É o Alexandre. Oi, querido, tudo bem? A testemunha que tínhamos foi assassinada!
EM OFF
(Alexandre) – Sério? Que sujos! Mas eu tenho uma notícia boa pra você.
(Carolina) – Notícia boa?
(Ludmila) – Notícia boa?
(Alexandre) – Recebi o dossiê. Desta vez, Osvaldinho e Gercivaldo estão bem encrencados.
(Carolina) – Chegou o dossiê!
(Abelardo) – Dossiê? Que dossiê?
(Ludmila) – Que bom! Pelo menos isso, depois a gente te explica, doutor.
(Carolina) – Mas ele está guardado em segurança, não está?
(Alexandre) – Está. Vou mandar pro seu e-mail, quanto mais pessoas estiverem com ele, melhor.
A ligação cai. Tudo fica escuro no prêdio do NOVA CABROBÓ INFORMA. Falta energia no prédio do jornal. O alarme de incêndio é ouvido. Todos apavorados descendo pela escada de emergência. Chega o carro do Corpo de Bombeiros. Na calçada do prédio, Alexandre e Ana Paula (a editora-chefe) conversam.
(Alexandre) – Estou preocupado. No tumulto, deixei o meu notebook lá em cima. Caraca! E agora?
(Ana Paula) – Agora é tarde demais!

No escritório do dr. Abelardo.
(Carolina) – A ligação caiu.
(Abelardo) – Que dossiê é este, Carolina?
(Ludmila) – Há dois anos investigamos Osvaldinho e Gercivaldo. 
(Carolina) – E finalmente descobrimos muitas coisas a respeito deles.

Uma explosão é ouvida no andar da redação. Vidros espatifados ao chão. Alexandre coloca as mãos na cabeça e chora. Ana Paula consola.
(Ana Paula) – E agora? Você não tinha um back-up do seu note?
(Alexandre) – Fiz esse back-up semana passada.
(Ana Paula) – Garoto esperto. E o dossiê?
Alexandre leva Ana Paula para um canto reservado.
(Alexandre) – O original está em São Paulo com aquele velho jornalista conhecido nosso…
(Ana Paula) – O lobo?
(Alexandre) – Ele mesmo.
(Ana Paula) – Mas você só tem uma cópia dele?
(Alexandre) – Nas minhas pastas de e-mail tenho outra cópia, as outras enviaria hoje pra Carolina e Ludmila.
(Ana Paula) – Mas não enviou?
(Alexandre) – Não deu tempo. Só preciso de uma lan house.
(Ana Paula) – Que lan house amigo, envia lá de casa.
(Alexandre) – Obrigado, Ana.

Dias depois.


Na sala da Mansão de Osvaldinho, Carolina, Ludmila, Adelene, Edviges e Tereza Cristina.
(Carolina) – Mainha, ainda não entendo o porquê da senhora não ter ido com Osvaldinho pra Miami.
(Adelene) – Minha filha, você não precisa entender nada, sabe como é Osvaldinho, imprevisível!
(Edviges) – Era uma agenda muito extensa de pregações…
(Ludmila) – Mas nem levou tia Tereza Cristina, por que você não foi também, tia?
(Tereza Cristina) – Tive que agir alguns negócios da igreja e também preparar a viagem deles pra Guatemala.
Carolina e Ludmila
– Guatemala?
(Tereza Cristina) – Sim, Guatemala! Qual é o espanto meninas? Vamos abrir uma congregação na Guatemala e ajudar aquele país tão carente… ajudar com roupas, alimentos, suprimentos, remédios…
(Carolina) – Tanta gente carente no Brasil precisando de uma ajuda, vai ajudar tão longe? 
(Ludmila) – Muito estranho… e o tal Hércules foi, não foi?
(Edviges) – Claro, Ludmila, é o personal trem deles!
Carolina, Ludmila e Tereza Cristina riem.
(Adelene enrolando a língua) – Personal trainer, Edviges, trainer, understand you?
Carolina, Ludmila e Tereza Cristina riem.
(Carolina) – Understand me, mainha, me.
(Tereza Cristina) – Vocês sabiam que Osvaldinho vai dar uma entrevista pra aquela jornalista loira, a Gabiri Gabriela?
Carolina, Ludmila, Adelene e Edviges
– Nossa!
(Carolina) – É mesmo? Quando?
(Tereza Cristina) – Quando voltar de Miami.

O telefone de Tereza Cristina toca. No visor, Osvaldinho.
Tereza Cristina pede licença e vai atender o telefone no escritório de Osvaldinho.
Carolina e Ludmila observam. Carolina continua conversando com Adelene e Edviges e Ludmila segue Tereza Cristina sem que ela perceba e ouve a conversa.
(Tereza Cristina) – Fala Osvaldinho. Já depositou meu dinheiro?
(Osvaldinho) – Em menos de 24h vai estar em sua conta, a azul.
(Tereza Cristina) – Dez milhões e nenhum um dólar a menos, o.k.?
Ludmila fica surpresa.
(Osvaldinho) – E por acaso eu sou homem de não cumprir tratos?
(Tereza Cristina) – Nem eu.
(Osvaldinho) – E o dossiê?
(Tereza Cristina) – Já está comigo. Tenho que desligar, Carolina e Ludmila estão aqui na sua casa. Aquelas duas nadam nadam e morrem na praia. (Ri)
(Osvaldinho) – Tenho um plano pra elas também. Desligo.
Ludmila se afasta. Tereza Cristina desliga. Tereza Cristina muito feliz.
(Tereza Cristina) – Estou rica! Muito rica!

FIM DO OITAVO CAPÍTULO

Será que o dossiê realmente corre perigo?
O que Osvaldinho quis dizer que tem um plano para Carolina e Ludmila?
No próximo episódio, a entrevista de Osvaldinho para a Gabiri Gabriela. Imperdível!

Não perca, dia 3, próxima quarta, o nono capítulo de
O$ CARA$ DE PAU DA FÉ


Confira o nono capítulo
http://www.tvabordo.com.br/2013/04/o-cara-de-pau-da-fe-nono-capitulo.html

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS,
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERA COINCIDÊNCIA.

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