O$ CARA$ DE PAU DA FÉ – SÉTIMO CAPÍTULO

1
De Warlen Pontes
SÉTIMO CAPÍTULO
Quarta – Seis horas da tarde.
Nova Cabrobó Mall.
Numa mesa de um restaurante, Carolina e Eduardo, Rodrigo e Ludmila, em clima de romance.
(Carolina) – Quer dizer que vão ficar por aqui mesmo?
(Eduardo) – Vamos montar um escritório de arquitetura.
(Rodrigo) – Somos amigos de longa data e descobrimos que Nova Cabrobó é uma cidade para desenvolvermos grandes projetos.
(Ludmila) – Com certeza. Esta cidade cresce assustadoramente, por incrível que pareça, tem muita gente ganhando dinheiro com a exportação e a variedade da fruta do conde.
(Eduardo) – Isto é sério?
(Carolina) – Muito sério e ainda tem a descoberta de uma bacia petrolífera na cidade. 
(Ludmila) – Muitos poços de petrólero foram encontrados em várias fazendas da cidade.
(Rodrigo) – Isto é incrível! Uma terra abençoada!
(Carolina) – Quer saber mais? Os proprietários dos poços são membros da igreja de Osvaldinho.
(Rodrigo) – Os frutos das orações de Osvaldinho…
(Ludmila) – Independente da religião, da filosofia, a fé está acima de tudo e se você crer, você recebe! Não acredito em pastores poderosos cheios de mãos que saem raios mágicos para abençoar “os pessoal” como diz o povo daqui…
Eles riem.
(Carolina) – Acreditamos no poder da fé em Deus! Só Ele tem o poder, amém?
Eduardo e Rodrigo respondem:
– Amém.
Todos riem.


De longe eles avistam Osvaldinho e Gercivaldo na mercedes prateada Classe A.
De dentro do carro de Osvaldinho.
Osvaldinho e Gercivaldo conversam.
(Osvaldinho) – Olha aqueles quatro conversando…
(Gercivaldo) – Você não achou esses garotos estranhos?
(Osvaldinho) – Estranhos? Como assim estranhos? Você quer dizer…
(Gercivaldo) – Não me refiro a estranhos, estranhos, assim como nós, me refiro a estranhos, desconfiados, entende?
(Ovaldinho) – Papo de maluco, Gercivaldo. Desconfiados?
(Gercivaldo) – Não me refiro à sexualidade deles, me refiro, a verdadeira intenção de virem morar aqui em Nova Cabrobó…
Osvaldinho fica pensativo.
(Gercivaldo) – E Tereza Cristina?
(Osvaldinho) – Falei à ela que vamos a Miami e depois às Ilhas e trazemos o dinheiro dela.
(Gercivaldo) – Você vai trazer 10 milhões das Ilhas pra dar à ela?
(Osvaldinho) – Mais ou menos, antes ela precisa fazer um favorzinho a nós, certo?
(Gercivaldo) – Certo, meu caro.
Os dois riem.
De volta ao restaurante.
(Eduardo) – Que tal se formos dar um passeio na orla de Nova Cabrobó, tomar uma água de coco…
(Rodrigo) – Comer aquele cachorro quente todo especial?
Carolina e Ludmila.
– Aceitamos.
Todos riem.
Eles saem. Na orla de Nova Cabrobó, os quatro passeiam em clima de romance. Tomam água de coco, comem cachorro quente, se divertem brincando na beira do mar. A tarde cai e a noite chega. A lua mostra a sua cara e ilumina os quatro caminhando sozinhos como se a praia fosse o mundo deles. Eles se entreolham. Eduardo e Carolina sentados numa pedra e perto dali, Rodrigo e Ludmila. 

Na redação do Nova Cabrobó. 
Na sala da editora-chefe Ana Paula está o jornalista Alexandre.
(Alexandre) – Acabei de receber um dossiê sobre Osvaldinho…
(Ana Paula) – O quê? Você conseguiu?
(Alexandre) – Consegui.
(Ana Paula) – Eu quero ver agora!
Alexandre estranha.
(Alexandre) – Hoje não, Ana, depois lhe mostro.
(Ana Paula) – Onde está?
(Alexandre) – Muito bem guardado, não sou bobo. Fica tranquila, no momento certo, você terá acesso.
Do lado de fora da sala, um faxineiro está com um fone de ouvido “ouvindo” música.   
Casa de seu Agripino, 
testemunha do crime dos pastores há 10 anos.

Agripino sai de sua casa e olha para os lados todo desconfiado. Uma moto surge do nada. Dois homens com capacetes e vestidos de terno e gravata param a moto diante dele. Um diz:
Você não viu nada. Vai testemunhar no céu.
Eles disparam quatro tiros em seu Agripino.
Próximo dali, um carro parado e uma pessoa com voz disfarçada ao telefone.
– A testemunha foi conversar com Deus.

Ana Paula e Alexandre saem do prédio do Nova Cabrobó Informa a pé.
Uma luz é acesa de dentro do prédio do Nova Cabrobó Informa e um homem disca um número de seu celular blackberry.
– O dossiê foi entregue. 
(Osvaldinho) – Ótimo. Vamos partir para a contaminação. 

FIM DO SÉTIMO CAPÍTULO

Por que Osvaldinho e Gercivaldo desconfiam de Eduardo e Rodrigo, será que eles realmente escondem alguma coisa?
O dossiê sobre Osvaldinho e Gercivaldo corre perigo?
Ana Paula é uma pessoa de confiança?
Quem era a pessoa misteriosa avisando sobre a morte da testemunha?

Não perca, dia 27, próxima quarta, o oitavo capítulo de
O$ CARA$ DE PAU DA FÉ


Confira o oitavo capítulo
http://www.tvabordo.com.br/2013/03/o-cara-de-pau-da-fe-oitavo-capitulo.html

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS,
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERA COINCIDÊNCIA.

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