quarta-feira, 8 de maio de 2013

O$ CARA$ DE PAU DA FÉ - DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO

De Warlen Pontes

 
DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO
 
No capítulo anterior:

No apartamento de Eduardo estão Carolina e Alexandre.
Carolina e Alexandre conversam sobre o dossiê.
(Alexandre) - Tenho certeza que a Ana Paula está envolvida na morte do Lobo.
(Eduardo) - Como você pode ter tanta certeza?
(Carolina) - As atitudes dela, Edu, cada vez mais estranhas, como o grande interesse em publicar o dossiê no jornal, mas sem antes, passar por ela.
(Eduardo) - Mas ela não é a editora-chefe? Tudo não deve antes passar por ela?
(Alexandre) - Correto, Eduardo, mas quando começamos a ventilar a possibilidade da publicação do dossiê, ela me mandou carta branca, disse até que não faria edição do material. Como eu também sou editor, falou que eu teria total liberdade de fazer a matéria.
(Eduardo) - Mas, o que aconteceu?
(Alexandre) - Ela começou a perguntar muito e disse que estava tão fascinada com a ideia de derrubar o homem mais poderoso da cidade, que queria ver o material juntamente comigo.
(Carolina) - Realmente muito estranho... Falando com aquele jeitinho dela meio-meigo, meio-sonso, né?
(Alexandre) - Você não gosta mesmo dela, Carol. (Ri)
(Carolina) - Nunca gostei. Nunca gostei daquele olhar por trás daquelas lentes.
Eduardo olha para Carolina, pisca um dos olhos, aproxima-se dela e sussurra algo em seu ouvido. Alexandre fica sem graça e disfarça. Carolina também fica sem jeito. Alexandre se levanta e diz:
(Alexandre) - Bem, acho que tá na hora de ir embora.
(Carolina) - E pra onde você vai, meu amigo?
(Eduardo) - Pra casa dele, oras.
(Carolina) - Edu, esqueceu que estamos correndo perigo?
(Eduardo) - Que perigo? O dossiê foi eliminado. Vocês não correm mais perigo.
(Alexandre) - Eduardo tem razão, Carol. É o fim. Começar tudo de novo.
(Carolina) - Mas nós vamos continuar de olhos bem abertos. 
(Alexandre) - É assim que se fala, parceira. 
Alexandre e Carolina se abraçam sem jeito. Eduardo percebe e não gosta.
Alexandre vai embora. Eduardo começa uma discussão com Carolina e questiona se na viagem para São Paulo aconteceu alguma coisa entre os dois. Carolina diz que eles são ótimos amigos e que Eduardo está com ciúmes. Eduardo não aceita aquilo e diz que não gosta da amizade entre os dois. Carolina não aceita as palavras de Eduardo e diz que se ele continuar a falar daquele jeito ela vai embora. Eduardo pede desculpas. Os dois se abraçam, mas Carolina pensa em Alexandre.


foto internet

Noite de lua cheia. Cenário perfeito para um encontro de amor.
Caminhando juntos, na praia, Rodrigo e Ludmila em clima de romance.

(Ludmila) - Lua linda!
(Rodrigo) - Olho para esta lua e me lembro de um poema...
(Ludmila) - Que poema?
(Rodrigo) - Quer ouvir?
(Ludmila) - Sim, quero.
Rodrigo abraça Ludmila por trás e começa a recitar o poema.
- Tenho fases, como a lua. Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e vem, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia, seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases como a lua...)
Ludmila interrompe e continua o poema juntamente com Rodrigo.
- No dia de alguém ser meu, não é dia de eu ser sua... E, quando chegar esse dia, o outro desapareceu.
Os dois riem.
(Rodrigo) - Você sabia!
(Ludmila) - Claro. Lua adversa, Cecília Meireles.
Ludmila se vira de frente para Rodrigo. Olha dentro dos olhos dele e o beija intensamente.




Tereza Cristina começa a por em prática o plano de fuga do cativeiro. Heitor, o capanga de Osvaldinho, coloca um sonífero na comida dos outros capangas. Após checar que todos estão dormindo como bebês depois que amamentam, Heitor vai até a cabana soltar Tereza Cristina. Antes de soltar, ele exige fazer sexo com ela, que permite. Tereza Cristina percebe que Heitor sente algo por ela e isso mexe com ela. Heitor deixa Tereza Cristina escapar conforme combinado. Tereza Cristina se embrenha pela mata. Duas horas depois, um dos capangas acorda e vai até o cativeiro. Chegando lá, vê Heitor amarrado e amordaçado. Ele o ajuda a se soltar das amarras e da mordaça. Heitor pega o celular e disca um número, no visor do blackberry, Ana Paula.
(Heitor) - O coelho fugiu da toca.
(Ana Paula) - Como conseguiu fugir, Heitor?
(Heitor) - Uma longa história.
(Ana Paula) - É melhor eu avisar logo para Osvaldinho. 
Ela desliga e imediatamente liga para Osvaldinho.




Mansão de Osvaldinho - suíte master

Osvaldinho toma banho após um rala e rola com Adelene quando o seu celular toca. Adele ouve o celular samsung S3 tocar e vai atender. No visor, Ana Paula. Ela estranha. Fica na dúvida se atende ou não. Adelene deixa o telefone continuar tocando quando Osvaldinho entra nu no quarto segurando uma toalha branca. Ela pega o celular e pergunta pra ele:
(Adelene) - Quem é Ana Paula?
Osvaldinho desconversa.
(Osvaldinho) - Ana Paula?
(Adelene) - É a tal editora-chefa do jornal?
(Osvaldinho) - Ela mesma lovinha.
(Adelene) - Por que esta mulher está ligando a duas horas da manhã, lovinho? Você não vai atender? Acho melhor você atender.
Osvaldinho enrola a toalha no corpo e atende.
(Osvaldinho)(pausa) - O quê?
Osvaldinho solta um sonoro palavrão.
- PQP!
(Adelene) - Misericórdia, lovinho! O que aconteceu?


FIM DO DÉCIMO QUARTO CAPÍTULO

Enquanto o romance entre Rodrigo e Ludmila vai se encaminhado para uma história feliz, Carolina vive entre um triângulo amoroso; será que ela está balançada por Alexandre?
Tereza Cristina consegue escapar do cativeiro de Osvaldinho; qual será o seu próximo passo?
Com Tereza Cristina solta, Osvaldinho corre sérios riscos; o que ele fará?


Não perca, próxima quarta, dia 15, o décimo quinto capítulo de 
O$ CARA$ DE PAU DA FÉ

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, 
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERCA COINCIDÊNCIA


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