quarta-feira, 15 de maio de 2013

O$ CARA$ DE PAU DA FÉ - DÉCIMO QUINTO CAPÍTULO

De Warlen Pontes
 
DÉCIMO QUINTO CAPÍTULO
 
No capítulo anterior:
 
Na redação do NOVA CABROBÓ INFORMA.
Ana Paula - a editora-chefe - recebe Alexandre em sua sala com muito alegria e pergunta logo sobre o que aconteceu em São Paulo.
(Alexandre) - Muita coisa, Ana. Foram dias tristes.
(Ana Paula) - Imagino, o Lobo e você eram muito amigos...
(Alexandre) - Ele foi um pai quando eu estudava em São Paulo e quando o meu pai faleceu, ele foi mais uma vez, um pai pra mim... vou demorar a digerir tudo isso, mas eu vou descobrir quem matou ele. Ah, se vou!
(Ana Paula) - Vai sim, meu amigo (ela fez um carinho em seu rosto).
(Alexandre) - Todos vão pagar por isso! Todas as pessoas envolvidas, seja quem for.
Alexandre olha fixamente dentro dos olhos de Ana Paula.


Perto da Cabana Rústica onde Tereza Cristina era mantida cativa
Tereza Cristina andando pela mata, mas antes de chegar à estrada, observa um dos carros dos capangas de Osvaldinho. Ela observa. Quando ele toma certa distância que não está mais na sua visão de alcance, ela pega a estrada. Passados 10min de caminhada, exausta, alguém a reconhece e para o carro. É uma amiga de infância, Gerusa. Tereza Cristina fica surpresa e muito feliz em ver Gerusa. Elas se abraçam calorosamente. Gerusa é uma fazendeira muito rica, mas não é membro da Igreja Central das Mansões Celestiais e também não gosta de Osvaldinho, apesar dele ser irmã de Tereza Cristina. 
Elas estudaram juntas no primário e no ginásio.
(Tereza Cristina) - Preciso da sua ajuda, amiga. 
(Gerusa) - O que é que você tá fazendo aqui nesta estrada, toda mendigada, fia?
(Tereza Cristina) - É uma longa história, Gê, uma longa história.
(Gerusa) - E eu quero ouvir cada detalhe dessa história.
(Tereza Cristina) - Contarei tudo, tim tim por tim tim.
(Gerusa) - Ah, não! Tim, não! Odio ela! 
Elas dão gargalhadas!
(Gerusa) - Prefiro que você me conte tudo, ao vivo!
Elas dão gargalhadas!
Gerusa arranca com o carro cantando os pneus.




Mansão de Osvaldinho. 
Na sala, um encontro entre Carolina e Osvaldinho.

Adelene muito feliz em receber a filha de volta. Elas se abraçam fervorosamente. Carolina olha para a casa e não vê Osvaldinho. Osvaldinho espreita Carolina de longe. Carolina e Adelene se sentam.
(Adelene) - Minha fia, coisa boa vê você de volta, fia minha!
(Carolina) - Eu também, mainha, tava com muita saudade da senhora!
(Adelene) - E como foi lá em São Parlo? Conseguiu reencontrar suas amiga?
(Carolina) - Consegui, mainha. Consegui, sim.
(Adelene) - Fia, fiz uma viagi com Osvaldinho, Gercivaldo e Edviges pras Buenas Aires, foi ótema! Só faltou tu, mulézinha!
(Carolina) - E por falar em Osvaldinho, onde ele está?
Osvaldinho entra na sala.
(Osvaldinho) - Olá, Carol, tudo bem com você?
Carolina se levanta e encara Osvaldinho.
(Carolina) - Eu estou ótima, graças a Deus e você continua com essa cara de pau, né?
Adelene se levanta e briga com a filha.
(Adelene) - Ah, não! Pare com isso, Carol!
(Carolina) - Onde está a minha tia, Osvaldinho Caruaru?
(Adelene) - Ela tá sumida mesmo, mas o que Osvaldinho tem a ver com isso, Carol?
(Osvaldinho) - Agora Tereza Cristina some e a culpa é minha?
(Carolina) - O que é que ela descobriu sobre você? Ahn? Provavelmente algum podre muito  fidido, não?
(Adelene) - Não fale assim, minha fia!
(Osvaldinho) - Deixa essa minina, Adelene, daqui a pouco Tereza vai aparecer e você vai ter que me pedir perdão, tá ouvindo garota?
(Carolina) - Viva ou morta? Ela vai aparecer, viva ou morta?
Osvaldinho se aproxima de Carolina e levanta a mão pra ela. Adelene pega na mão de Osvaldinho e exclama:
(Adelene) - Se você encostar um dedo na minha filha, quem vai sumir é você!
Osvaldinho abaixa a mão, olha para Adelene e sai. Carolina fica admirada com a atitude da mãe. Adelene abraça Carolina e passa a mão em seus cabelos. Osvaldinho entra no escritório xingando todos os palavrões. O telefone toca, no visor, número restrito.
(Osvaldinho) - Quem me perturba?
(Tereza Cristina) - Não foi dessa vez que você conseguiu me apagar, maninho.
Osvaldinho fica enfurecido ao ouvir a voz de Tereza Cristina.
(Osvaldinho) - Sua vaca! Vou te achar nem que seja no inferno!
(Tereza Cristina faz o som da vaca) - Ah, não, olha, onde eu estou é o paraíso... você não vai conseguir me achar. 
Tereza Cristina dá uma gargalhada.
(Osvaldinho) - Quem ri por último, ri melhor.
(Tereza Cristina) - Isso é clichê, Osvaldinho. Preste bastante atenção no que eu vou lhe falar Osvaldinho Caruaru da Silva, se você não fizer o que eu mandar, a sua vida é que vai virar um inferno.
Ele desliga. Osvaldinho joga o celular na parede e xinga outra palavrão.
Osvaldinho pega o telefone fixo e liga para Gercivaldo, ao mesmo tempo, Carolina pega a extensão na sala.
(Osvaldinho) - A casa caiu! Venha pra cá imediatamente!
Carolina pensa: "Não posso deixar de ouvir essa conversa".

FIM DO DÉCIMO QUINTO CAPÍTULO

Será que Tereza Cristina fará uma nova chantagem contra Osvaldinho?
Tereza Cristina conseguirá se esconder por muito tempo de Osvaldinho?
Qual será o plano de Osvaldinho e Gercivaldo?

Não perca, dia 22, próxima quarta, o décimo sexto capítulo de
OS CARAS DE PAU DA FÉ

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS, 
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERA COINCIDÊNCIA.

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