A superprodução José do Egito consolida o segundo lugar

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minissérie JOSÉ DO EGITO – TV CRÍTICA – PARTE II



Com menos de 10 capítulos para acabar, a minissérie JOSÉ DO EGITO conquistou o seu objetivo: consolidar-se na vice-liderança de audiência no dia e horário e marcar uma média de 12 pontos (*) no IBOPE.

O blog já havia feito uma crítica da produção em março, mas por que uma segunda crítica? Vou explicar: JOSÉ foi dividido em duas fases, a primeira mostra ele sendo vendido por seus irmãos até chegar como escravo ao Egito. Lá, ele trabalha e firma-se como homem de confiança do Potifar, uma espécie de ministro do Faraó. Na segunda fase, já como homem de confiança e sendo assediado constantemente pela esposa de Potifar, José é enviado injustamente para a prisão e começa a interpretar sonhos.

Segunda fase

JOSÉ DO EGITO continua a encher nossos olhos com uma produção caprichada e requintada. Fotografia, figurinos, cenários e uma direção de primeira, deixa JOSÉ no mesmo nível das últimas produções bíblicas da emissora.

Na segunda fase, JOSÉ trouxe um elenco novo. A autora Vívian de Oliveira enriqueceu a história bíblica com tramas paralelas e assuntos atuais. Um cast diferente, além do já existente, enriqueceu o mini-folhetim.

Um reencontro feliz

Velhos conhecidos das produções da Record, Leonardo Viera e Bianca Rinaldi, estão juntos pela terceira vez em um reencontro feliz. Eles protagonizaram as novelas de Thiago Santiago, PROVA DE AMOR e depois CAMINHOS DO CORAÇÃO.
Leonardo Viera faz o Faraó Apopi e com ele o seu talento brilha. Leonardo consegue, com pequenas nuances, mostrar toda a contradição da personagem, um homem temperamental, impulsivo e, ao mesmo tempo, gentil com sua companheira.

Bianca Rinaldi é a “Rainha do Nilo”. Ela faz de forma encantadora e com muito perspicácia, a esposa do Faraó, Tany. Sua beleza, sabedoria e inteligência, roubam a cena com o talento de Rinaldi. A atriz mostra a cada trabalho, um amadurecimento artístico que impressiona, pois não utiliza de movimentos espalhafatosos para impor a personalidade de Tany, pelo contrário, dá leveza, beleza e mansidão até nas cenas mais tensas. 

Boas escolhas

Um dos pontos altos desta produção foi a escolha do elenco. Acertaram em cheio! Um dos destaques é a presença de Larissa Maciel, como a sedutora e maliciosa Sati, esposa de Potifar. Maciel está de parabéns! A cena em que tenta seduzir José e arma para ele se dá mal foi perfeita.

O veterano Eduardo Lago destaca-se com o seu Pentephres. Maldade, interesse, crença nos deuses egípcios na medida certa. Revolta e ódio pela rejeição de Azenate (Maitê Piragibe) aos deus Sete, sem exageros. No tom certo.

E Maitê Piragibe salvou a Azenate da sua intérprete fraquinha da primeira fase. Piragibe envolve-nos com o seu amor por José. Suas cenas com Ângelo Paes Leme (José) são lindas e de interpretações apaixonantes. E por falar no Ângelo… ele está bem, mas o tipo físico difere um pouco do Ricky Tavares, talvez seja por isso, que o ator está bem malhado.

Que permaneça a qualidade

É uma pena que a emissora suspendeu a produção de Moisés, a minissérie substituta de JOSÉ. A Record encontrou o jeito de fazer esse tipo de obra, tão difícil e delicada. REI DAVI foi exportada até para o Japão e é sucesso por lá. JOSÉ DO EGITO também seguirá o mesmo caminho, pois impôs um alto padrão de qualidade não só tecnicamente, mas na preparação de todos os atores e atrizes integrantes da equipe. 

A nossa torcida sempre será para que novos postos de trabalho sejam abertos para artistas, técnicos e profissionais da TV. Comenta-se uma terceirização em seu departamento de dramaturgia. Esperamos que a qualidade e a seriedade como tratam essas produções, continuem rendendo excelentes momentos para a televisão brasileira.



(*) Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na cidade de São Paulo.


JOSÉ DO EGITO, toda quarta, às 21h45.



Leia Entrevista
com Ricky Tavares



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