sexta-feira, 7 de junho de 2013

Bia Montez: "Data de nascimento é bom para homenagens póstumas, para uma atriz, é intimidador como ficha policial"

entrevista
BIA MONTEZ
foto: arquivo pessoal

Atriz e escritora de muitas qualidades, humor e alegria contagiantes, muitas personagens vividas no teatro e na televisão brasileiros, Bia Montez concedeu uma entrevista ao TV a BORDO mesmo com o corre e corre das gravações de DONA XEPA.
Com vocês, Bia Montez.

TV - Antes de seguir com a carreira artística, o que você já fez na vida?
BM -  Fui guiada pela arte desde sempre. Quando adolescente, queria fazer Belas Artes e tentei entrar para ESDI (Escola de Desenho Industrial) e por consenso familiar, entrei aos 16 anos na Faculdade de Arquitetura. Minha curiosidade e interesses múltiplos, levaram-me a ser assistente de cenografia, fotógrafa, desenhista, projetista, ceramista, vendedora e escritora.

TV - O que prefere: atuar ou escrever? Qual foi a sua primeira obra e como surgiu a ideia de criá-la?
BM - Comecei a escrever pela vontade de estar em cena com pequenos esquetes de humor que apresentava em bares. Mais tarde, montei e organizei um café-teatro no Othon Palace Hotel em Copacabana e apresentei a comédia: "Bonitinhas, mas extraordinárias", com Alice Borges e em parceria com a Fátima Valença. Minha última comédia foi apresentada pela Fabiana Karla e o Leandro da Matta, "Balaio de Gatos", em turnê pelo Brasil e EUA. 

TV -  Como foi sua passagem como redatora no humorístico ZORRA TOTAL?
BM - Fui coautora do quadro "Greicequeli e Olavinho" com Claudia Gimenez e Victor Fasano.

TV - Quando pisou pela primeira vez num palco e como foi essa experiência?
BM - Como atriz, comecei pelas mãos do Sérgio Britto num espetáculo chamado: "Como Aprender a Estar de Acordo", baseado em textos de Brecht e notícias de jornais apresentado em universidades. Profissionalmente, estreei em "Rasga Coração" de Oduvaldo Vianna Filho, Teatro Villas Lobos, em 1980.

TV - Como surgiu a TV em sua carreira?
BM - O meio publicitário me levou à TV, pois fazia muitos comerciais e os produtores de elenco acabaram me chamando para pequenas participações na televisão. Acredito que a primeira novela foi SASSARICANDO, de Sílvio de Abreu, na Globo.


foto: divulgação

Bia Montez, Angela Leal e Alessandra Loyola 
em cena de DONA XEPA

TV - Você tem mais de 30 anos de carreira e deve ter histórias engraçadas para nos contar...
BM - Histórias engraçadas de memória assim me escapam. Lembro de uma vez, fazendo uma turnê com a peça "Odeio Hamlet", aguardava na coxia a hora de entrar em cena e ouvi um silêncio. Assustada, pensei: "Xiiiii! É a minha vez!", entrei abrindo a porta do cenário na hora errada. Fique ali esperando o Luiz Gustavo e o Jonas Bloch acabarem de falar o texto, improvisei e seguimos com a peça. Não foi nada engraçado. Quis morrer! Engraçado é o Sérgio Britto dizendo que eu devia seguir pela comédia. Engraçado é eu olhar para atrás e me ver adolescente assistindo Fernanda Montenegro fazendo "O Amante de Madame Vidal" e pensando que gostaria de estar no palco também. Engraçado foi estar morando em Paris e pensando em trabalhar na Antenne 2, uma televisão estatal francesa, enquanto trabalhava como vestiaire (guardadora de casacos) num café-teatro. Enfim, o tempo subverte as emoções.

TV - Existe um ditado árabe que diz: "Não declares que as estrelas estão mortas porque o céu está nublado"; em algum momento o céu esteve nublado que você não conseguia ver as estrelas?  
BM - Sempre olhei para a estrela Dalva, a primeira estrela que apareceu no céu ao entardecer, na verdade, o planeta Vênus; e fazia meus pedidos. Mesmo eu estando nublada, corria a janela e fazia meus pedidos. A esperança moveu meus sonhos e ainda move. Quando se tem um objetivo, você tem um caminho.

TV - O que é mais difícil: fazer rir ou fazer chorar?
BM - Fazer rir é coisa séria e difícil. O tempo da comédia é nato, embora seja matemático como a música. Quem ri não percebe a preparação e o estudo feito por quem faz rir.

TV - Que conselhos daria para aqueles que desejam seguir carreira artística?
BM - Aos que querem seguir a trilha artística, o melhor é ficar atento aos detalhes da vida, ler muito e sonhar.

TV - O que mudou em sua vida depois de MALHAÇÃO?
BM - MALHAÇÃO foi um marco na minha carreira por ter me dado visibilidade. Foi extremamente prazeroso em todos os sentidos, principalmente pelas amizades adquiridas.

TV - Você está de volta em DONA XEPA como a Matilda; quem é a Matilda e o que podemos esperar dela?
BM - Estou agora neste trabalho que novamente me traz alegria e prazer em viver que é DONA XEPA. A direção, o elenco e a equipe toda, além do texto de Gustavo e seus colaboradores; um encontro maravilhoso.
A personagem que faço, Matilda, é uma mulher trabalhadora, feirante, forte e intrometida, que sustenta sua família e luta para proteger o lugar onde vive, a vila do Antigo Bonde. 

TV - Um convite para assistir DONA XEPA.
BM - Não deixem de assistir na Rede Record, DONA XEPA. De segunda a sexta, às 22h15. Vocês vão se divertir junto com a gente!

TV - Antes de começar o Jogo Rápido, perguntei: qual é a sua data de nascimento?
BM - Warlen, data de nascimento é bom para homenagens póstumas, para uma atriz, é intimidador como ficha policial.


foto: Michel Angelo

BIA MONTEZ
Nasceu no Rio de Janeiro em 3 de janeiro

JOGO RÁPIDO


Uma palavra para definir...

Nazaré de MEU BEM QUERER
Chata

Dona Vilma de MALHAÇÃO
Surpreendente

Hortência de BELA, A FEIA
Metódica

Matilda de DONA XEPA
Metida

Ator
Peter Sellers

Atriz
Maggie Smith / Helen Hunt

Novela
Vale Tudo

Filme
Bagdá Café

Assisto na TV
Seriados

Livro de cabeceira
"Linguagem do Corpo", autora: Cristina Cairo

Frase
Sonhar é imprescíndivel e envelhecer é para fortes.

Verso
"Palavras, que estranha potência a vossa...", Cecília Meirelles

A música da minha vida é
I'll survive

Mensagem aos fãs
Beijos a todos!


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Bia Montez


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