quinta-feira, 7 de maio de 2015

ZEZÉ MOTTA: "Eu ando muito preocupada, porque o público agora está torcendo pelos vilões e vilãs. A personagem ser mal é uma coisa natural."

entrevista especial
ZEZÉ MOTTA
foto: reprodução

"Muito prazer, eu sou Zezé. 
Uma rainha, uma escrava, uma mulher. 
Uma mistura de raça e cor.
 Uma vida dura mas cheia de sabor. 
É que hoje em dia estou mais atrevida.  Muito mais sabida. 
Eu quero dar uma colher, pois é.
 Eu sou Zezé da terra do sol. 
Da lua de mel. 
Da cor do café."


"Muito prazer eu sou Zezé, mas você pode me chamar como quiser." Não é qualquer um que tem uma música composta por Rita Lee e Roberto de Carvalho. Outros compositores da MPB, como Luiz Melodia, Caetano Veloso e Chico Buarque, também se inspiraram na crioula e magrelinha que encantou o Brasil e o mundo como XICA DA SILVA, filme eternizado nas lentes de Cacá Diegues, Zezé Motta.

Em conversa divertida por telefone com o jornalista Warlen Pontes, a atriz e cantora, que em breve, voltará à TV como a tia Joaquina na próxima novela da Record, ESCRAVA MÃE, desabafa sobre aquele que foi seu único arrependimento na telinha, BOOGIE OOGIE, além de contar histórias divertidas e muitas gafes em 50 anos de carreira, bem vividos na música, no teatro, no cinema e na televisão brasileira.

Senhoras e senhores, Zezé Motta

TVaBordo - Zezé, são 50 anos bem vividos de uma carreira de muito sucesso. Como foram as comemorações dos seus 50 anos? 
ZM - Houve muitas festas, muitas homenagens. Foi uma loucura! Foi tanta homenagem que fez falta (kkkkkk). Fiquei muito lisonjeada com tudo o que foi feito. A Fundação Palmares fez uma homenagem linda no Teatro Dulcina, aqui no Rio de Janeiro, com uma exposição e me entregaram o prêmio MIMO, que acontece todo ano. Mas, este ano, culminou com um show meu. Mas, uma das grandes emoções que tive, foi o que o canal Globo News fez. Eles passaram a limpo a minha carreira. Desde Roda Viva até os dias atuais. Falaram de tudo, novela, teatro, cinema, música.  tudo lá no Arquivo N. E eles me presentearam com um cd para eu guardar no meu acervo.

TVaBordo - Além dessas homenagens, que outra grande emoção aconteceu nesses 50 anos de carreira?
ZM - A outra grande emoção é estar viva, com saúde, fazendo as duas coisas que eu mais gosto que é cantar e representar.


TVaBordo - E o que é mais prazeroso, cantar ou representar?
ZM - Eu me sinto em estado de graça quando estou atuando e cantando. Se me encostassem na parece com uma faca: ESCOLHE! Escolheria a música. 

TVaBordo - Por quê?
ZM - Porque a música me dá mais liberdade de escolher o repertório - apesar que não está tão fácil o mercado assim - mas você tem liberdade de escolher o repertório. O diretor, os músicos, você tem até uma direção, mas depois que estreia, você é dona do pedaço, sabe? Eu gosto de ser dirigida, mas no meio do espetáculo, escolho um caminho melhor para tal música. Uma interpretação melhor, uma ideia que eu gosto mais... mas também tá muito no sangue. Meu pai era músico, professor de música. Minha mãe seria cantora se não fosse modista. Não foi cantora porque meu pai era ciumento e não deixou. Tive um tio que tocava pandeiro muito bem; um irmão que toca pandeiro muito bem. Meu avô tocava sanfona. Enfim.

TVaBordo - Você pode citar duas os três personagens marcantes, ou melhor, que tal uma do cinema, uma da TV e outra do teatro?
ZM - XICA DA SILVA é hour concour! Não dá para concorrer com ninguém. Posso dividir minha vida em antes e depois de XICA DA SILVA. Realmente, mudou a minha vida. Eu tinha ido fazer teatro com o Augusto Boal e conheci três países. Por conta da Xica, conheço 16 países, já é metade do mundo (kkkkkkkkkk). Ela resolveu minha vida financeira, porque eu morava numa república. Não estou rica. Se estivesse em outro país, estaria rica. Mas eu vivo muito bem, não me falta nada. Tenho uma vida de rainha, no sentido de ter minha secretária que resolve tudo. Tem a secretária do escritório, tem a secretária da casa. Tive motorista particular durante muitos anos. Agora ando nos táxis das emissoras porque sou melhor idade. Hoje eu pego um táxi feliz da vida (kkkkkkk).

foto: reprodução
  
Zezé Motta em cena de XICA DA SILVA
com o saudoso Walmor Chagas

TVaBordo - A Sônia de CORPO A CORPO (1984/1985) do autor Gilberto Braga foi muito importante para mim, um papel de destaque. A gente conseguiu discutir em horário nobre a questão do racismo no Brasil. Uma grande conquista do movimento negro. Um assunto que era tabu e conseguimos fazer com que ele deixasse de ser, num veículo tão poderoso como é a TV Globo. Muita gente parou para refletir sobre o assunto. Soube de gente que falou assim: 'eu pensei que não fosse racista. De repente me coloquei no lugar do pai do menino. Será que eu queria ter uma nora negra?' Então, se eu estou questionando... (kkkkkk) tem alguma coisa errada aí. Cumpri a função de atriz e militante.

foto: reprodução

 Zezé Motta e o saudoso Marcos Paulo 
na capa da revista AMIGA
e a repercussão da novela CORPO a CORPO

TEATRO - A minha estreia em RODA VIVA. Eu fazia parte do côro, mas era um côro que tinha uma participação tão importante dentro da história, que a história não se sustentava sem ele. Vou dar destaque para essa personagem porque depois dela nunca mais parei de fazer teatro.

TVaBordo - Lembra o nome da personagem?
ZM - Como eu fazia parte do côro, não tinha nem nome (kkkkkk) pelo contrário, nessa época eu ainda era Maria José Motta. Estreei numa peça do Chico Buarque com direção do José Celso Martinez.

TVaBordo - Você tem algum processo para compor uma personagem? Faz laboratório... Como é que você compõe suas personagens?
ZM - Existem personagens específicos, né? Quando eu fiz uma instrumentadora na novela METAMORPHOSES da Rede Record, tive que passar uma semana numa clínica aprendendo o nome de cada peça, para quando o doutor pedisse, que era o Luciano Szafir, eu não entregasse a peça errada (kkkkkkk). Uma vez fui fazer um filme como o Walter Salles e eu passei uma noite na Vila Mimosa conversando com as prostitutas. Queria ver como é que era a relação da prostituta com a cafetina (kkkkk). Passei uma noite inteira. Acabou que mudou a data do filme, me envolvi num outro projeto e não fiz a personagem. Mas foi uma experiência muito incrível. 

foto: reprodução

Parte do elenco de METAMORPHOSES, TV Record 2004: 
Francisca Queiroz,Vanessa Lóes, Luciano Szafir,
Lígia Cortez e Zezé Motta

Eu aprendi com Cacá Diegues fazendo XICA DA SILVA, que eu tenho uma tendência para dispersão. Então a minha grande preocupação é me concentrar. Por exemplo, no teatro, antes de entrar em cena eu prefiro que ninguém vá ao camarim fazer selfie. Prefiro cumprimentar todo mundo depois do espetáculo. Vou ao camarim - gosto de chegar com duas horas de antecedência e fico repassando todo o texto na cabeça, ver as músicas... O meu laboratório é me concentrar. E se eu não me concentrar, chego lá e me perco toda. 
Claro, tem personagens que exigem um laboratório específico. Se eu tenho que fazer uma personagem que tem que sofrer muito, como eu já fiz em uma novela e chorava quase todos os capítulos, ficava no cantinho fazendo memória afetiva. E a minha memória afetiva era eu pensar em coisas tristes. Eu não gosto de passar aquele negócio nos olhos. Não sou contra quem faz isso para chorar.  (O cristal chinês é usado por alguns artistas para chorar, porque irrita os olhos). Porque eu quero que venha de dentro. Antes dessas cenas muito difíceis eu ficava trancada, concentrada, pensava em coisas tristes que doeram muito. Lembro quando Cacá Diegues falou que íamos filmar a cena em que o contratador João Fernandes ia embora. Cacá falou: 'Fica aí quietinha e quando chegar na hora da cena eu quero você arrasada! Se não sair lágrimas, não tem importância. Tem que passar na tela que você está arrasada. O amor da sua vida vai embora e você não vai ver nunca mais!' E aí eu fiquei trancada com uma garrafa de água, uma garrafa de café e, o texto inteiro dizendo: 'João Fernandes, não vai não, não vai não, não vai não!'. Saí de lá parecendo um zumbi de tão arrasada que eu estava. É um exercício muito maluco.


"A outra grande emoção é estar viva, com saúde, 
fazendo as duas coisas que eu mais gosto que é cantar e representar. Eu me sinto em estado de graça quando estou atuando e cantando. Se me encostassem na parece com uma faca: ESCOLHE! Escolheria a música."

TVaBordo - Quando você olha para atrás e pensa no que já viveu, tem algum arrependimento? Você voltaria em algum momento para consertar algum erro?
ZM - No momento eu me arrependo em não ter insistido em que desse um up na Sebastiana de BOOGIE OOGIE. Não falo por vaidade. Sei que as pessoas que me admiram ficaram muito frustradas. Acho que batalhei pouco. 

TVaBordo - O que houve?
ZM - Infelizmente a Sebastiana não me deu muitas alegrias. As pessoas ficam perguntando no que deu na Zezé de ter aceitado o papel na novela BOOGIE OOGIE. Não estou queixando de fazer a empregada. Não gosto de fazer a empregada que vive a reboque de outras personagens, mas infelizmente o autor se perdeu. Foi combinado comigo que a Sebastiana teria um filho, o Tadeu (Fabrício B Oliveira) cujo sonho era ser diplomata. Era um excelente aluno e muito estudioso, mas não passava nas entrevistas por ser negro. Após várias tentativas da mãe tentando convencê-lo a não desistir do sonho, ele acabou arrumando um trabalho numa agência de turismo e, infelizmente, desistiu. A partir daí a personagem ficou sem função. O autor poderia ter aproveitado outros ganchos bacanas, como, por exemplo, a Sebastiana virar cantora da BOOGIE OOGIE. Uma história parecida com a Clementina de Jesus, que era empregada doméstica, foi descoberta e tornou-se uma cantora maravilhosa! 

foto: Pedro Curi

Zezé Motta como a Sebastiana em cena de 
BOOGIE OOGIE, TV Globo 2014/2015

Outro ganho que fazia parte da trama é que ela assistiria a uma tentativa de assassinato com o vilão Homero (Osvaldo Mil). Ela seria a única pessoa a ver o bandido fugindo e via a cara dele. Denunciava ele, que passaria a ameaçá-la. Bom, o Homero foi lá, me ameaçou umas duas vezes. A Carlota (Giulia Gam) foi lá, me ameaçou uma vez. Voltei há 50 anos servindo cafezinho, abrindo porta e levando bronca da Carlota, que por sinal, a Giulia Gam ficava muito constrangida em contracenar comigo para me dar uma bronca, para reclamar que o chá tava forte e o café tava fraco. Nos intervalos, a Giulia falava: 'Mô, meu Deus! Sou sua fã!', me beijava. Ah, isso aconteceu muito com o Carvana - Hugo Carvana (1937/2014) - quando fazia a novela CORPO A CORPO. Eu era noiva do filho dele - Marcos Paulo (1951/2012), e ele me discriminava por ser negra. Acabava a cena, ele me beijava e dizia: 'Ah! Foi horrível falar isso com você! Eu não sou racista, eu juro!' Se eu disser que foi um prazer fazer a Sebastiana, que vou guardar boas lembranças dela é mentira.

TVaBordo - Posso colocar lenha na fogueira? Você acha que rolou um preconceito? Você acha que o público ainda é preconceituoso?
ZM - Eu acho que faltou interesse. Em relação ao preconceito, no meu caso não. Já fiz muitas coisas boas na televisão. Acho que ele desenvolveu mal a personagem. Até teve outras pessoas frustradas na novela, independente de ser empregada ou não. Acho que a personagem foi mal desenvolvida e as coisas começavam e não se desenvolviam. Comemorei quando cantei uma noite em BOOGIE OOGIE. Pensei, opa, é agora! Só cantei naquela noite. O que houve foi uma dispersão do que ele propôs. O que eu me queixo é que o combinado não foi esse. Ser humilhada, servir cafezinho, abrir porta, voltar há 50 anos... Saiu até nas redes sociais, esse é o presente legal de 50 anos de carreira? Fiquei triste, fiquei sim. Pensei em pedir demissão, entrei em depressão.

foto: reprodução

Zezé Motta como Maria em cena com Taís Araújo
na novela XICA DA SILVA, TV Manchete 1996/1997

TVaBordo - Que chato!
ZM - Só não pedi demissão porque o meu empresário não deixou. Mas eu não tinha a menor vontade de sair de casa para gravar. Várias pessoas do elenco ficaram muito constrangidas por mim. É claro, toda moeda tem dois lados. Foi confortável ficar contratada 10 meses, sem ter que viajar muito para poder cantar, pagar as contas, porque, graças a Deus, eu viajo muito cantando. Mas, aos 70 anos, sobe avião, desce avião toda semana, já pesa na balança. A Globo é uma das empresas mais corretas em matéria do dia do pagamento. Não atrasa de jeito nenhum! Bom, tive plano de saúde durante um ano, fiz uma economia ótima. Tem dessas coisas. Mas acontece que no dia a dia o povo ficou lá me vendo e cobrando. As pessoas foram muito delicadas comigo. No salão, a minha manicure e a minha cabeleireira diziam: 'O que está acontecendo com a Zezé para ela está fazendo essa tonta na novela?' Entendeu? Isso é muito delicado. Mas vida que se segue.

TVaBordo - E vida que segue mesmo. Você assinou com a Record para fazer a novela ESCRAVA MÃE?
ZM - A Record me ligou e a minha resposta foi: Oba! Não vou ficar desempregada! Isso soou como um sim. Depois disso, conheci o autor da novela, Gustavo Reiz, jantei com ele para saber mais sobre a personagem. O nome da personagem é tia Joaquina e ela vai cuidar da protagonista.

TVaBordo - Em 50 anos de carreira deve haver muita história gostosa para se contar (gargalhadas da Zezé), só pelas suas gargalhadas deve ter muita coisa. Conta algumas para justificar essa gargalhada tão gostosa!
ZM - Tenho umas histórias malucas. Como eu falei, eu sou muito distraída, agora eu estou menos porque com o tempo você aprende a ficar mais atenta. Mas no início da carreira era uma coisa horrorosa. Eu fazia uma peça com a Marília Pêra, um musical chamado: A VIDA ESCRACHADA DE JOANA MARTINI E BABY STOMPANATO. Tinha que dar uns três passinhos milimétricos para atrás que dizia 'escorrega, escorrega e caí' e a Marília: 'Zezé... Zezé...', e eram uns passinhos pequenininhos. Eu fiz, sei lá, semanas... Sempre deu certo, parava no lugar certo. Um dia, estava eu meio desligada e caí no fosso da orquestra. Saltão de Carmem Miranda. Um salto caiu na coxa do músico, e o outro no fundo da tuba do músico. O músico falou que não sabia se chorava porque eu amassei a tuba dele, ou se ele chorava pela dor que tava na perna dele. Eu caí e fiquei em pé com a mãozinha no fosso fingindo que nada tinha acontecido, me equilibrando na perna do músico.

 foto: Nelson Di Rago

Zezé Motta como Fátima Noronha em cena 
com Camila Pitanga na 
novela A PRÓXIMA VÍTIMA, TV Globo, 1995.

Outra história bem engraçada, também nesse musical. Eram os sete pecados capitais e eu fazia o ódio. O ódio tinha uma tiara na cabeça com umas pontas que caíam no rosto, mas dava para enxergar. Eu descia uma escada, toda se tremendo e dizendo: 'Eu sou o ódio! Eu só o ódio! Eu sou o ódio!' Atravessando todo o palco. Um dia, essa tiara foi mal amarrada, saí correndo, essa tiara caiu no meu olho, eu não enxerguei o degrau. Rolei escada abaixo. Lembrei da Maria Clara Machado, minha professora e José Celso Martinez, o diretor que dizia: 'Tem que errar com convicção. Quando errar, tem que fingir que nada aconteceu!' Me estabaquei da escada, mas levantei e continuei gritando: 'Ai que ódio! Eu sou o ódio!', e aí gritei pra valer com ódio de verdade. 


"Fiquei triste, fiquei sim. 
Pensei em pedir demissão, entrei em depressão. 
Só não pedi demissão porque o meu empresário não deixou. Mas eu não tinha a menor vontade 
de sair de casa para gravar."

Outra história foi na Moreninha com a Marília Pêra também. Eu segurava uns copos de refresco na mão e fazia a escrava Paola. Eu tinha que entrar, derrubar um dos copos de refresco para cair no corpo do moreninho, e aí, a moreninha, ia ajudar e aconteceria o primeiro beijo. Eu fiquei olhando a cena e esperando a deixa, que já tinha passado. Eu dizia: 'Gente, o que está acontecendo?' Até que vejo um contra-regra enlouquecido do outro lado: 'Zezé, estão improvisando! Porque você não entrou? (kkkkkkk).

TVaBordo - Muito bom tudo isso!
ZM - Entrei feito uma louca. Aí a gente fez a cena com o refresco caindo e a peça continuou. Imagina, sem o beijo do casal não tinha como continuar.

TVaBordo - Que histórias! Em algum momento da carreira pensou em desistir?
ZM - Pensei no início da carreira, mas passava muito rápido. Porque logo de início quando eu tinha umas fases de desemprego, eu inventava de fazer umas coisas. Minha mãe teve um ateliê de costura por mais de 30 anos. Agora tá aposentada, mas ela era modista e com ela aprendi a costurar. Eu sou formada em contabilidade, mas nunca exerci, mas sou contadora (kkkkkkkk).

fotos: Sérgio Gallo

Show de Zezé Motta no Teatro NET-Rio 
em homenagem aos 70 anos de vida e 
50 anos de carreira 

TVaBordo - Ainda bem que você não quis exercer, já pensou?
ZM - (kkkkkkk) Mas lembro de uma fase sem emprego que junto com outra colega, a Esmeralda, montamos uma confecção e fazíamos roupas pra vender. Vendíamos para os próprios colegas de classe. Ligava para a Marieta Severo, minha amiga, Lucélia Santos, Maria Zilda... dizia: 'Tenho uns modelitos. Você vão adorar!' (kkkkkkk) oferecia e todo mundo comprava em solidariedade, mas durou pouco.  

TVaBordo - Que conselhos você daria para aqueles que desejam seguir carreira artística?
ZM - Primeiro eu avisaria que não é fácil (kkkkkkkk) e segundo eu diria para perseverar. Não desistir do sonho. Acho que você, que tem como ofício uma coisa que não te dar prazer, não dá pra ser feliz.


Zezé ao definir em uma frase algumas 
personagens marcantes em sua carreira:

XICA DA SILVA
Divisor de águas

SÔNIA de CORPO A CORPO
Uma grande conquista

Personagem sem nome de RODA VIVA
Entrei com o pé direito

foto: reprodução

MARIA JOSÉ MOTTA DE OLIVEIRA
Nasceu em Campos dos Goytacazes 
no dia 27 de junho de 1944

JOGO RÁPIDO

Ator, atriz, cantor e cantora
Muito difícil escolher. Nós temos muita gente boa. E sempre que a gente faz isso tem alguém que fica melindrado nas minhas listas, porque sempre tem dois, três, quatro. Se eu votar no Tony Ramos, vai faltar tanta gente. Se eu votar no Marco Nanini também. No Lázaro Ramos também. Se eu votar na Marília Pêra também. Então, o meu amor, o meu respeito vai para todos bons atores, atrizes, cantores e cantoras deste país.

Apelido
Tem gente que me chama de Motinha desde o colégio interno.

Personagem que gostaria de viver
Seja no cinema, no teatro ou na televisão, gostaria que a próxima personagem fosse uma diva (kkkkkk). Uma diva com os figurinos que eu uso, toda poderosa.

Não faria uma vilã?
Eu já fiz uma vilã, mas eu não tenho vontade de fazer uma vilã. Eu ando muito preocupada com o sucesso dessas vilãs, porque o público agora está torcendo pelos vilões e vilãs, é sinal que o ser humano está se adaptado a isso. A personagem ser mal é uma coisa natural.

Se não fosse atriz...
Seria psicóloga ou astróloga

Novela
CORPO A CORPO, porque foi muito importante na carreira. Discutiu em horário nobre a questão da discriminação racial, e na verdade, também, a ascensão da mulher.

Debaixo do chuveiro canto
Sempre canto o repertório do momento.

A música da minha vida é
Caraca! Como é difícil! (começa a cantarolar, imagina a emoção de ouvir a Zezé cantar só para mim?!) Cantei, cantei, jamais cantei tão lindo assim! 
Chico Buarque. Adoro! Eu elegi essa hoje.

Livro de cabeceira
Os do Gabriel Garcia Marques

Defeito
Ansiedade

Qualidade
Generosa

Me tira do sério
Cara de pau de alguns políticos

Me deixa feliz
Crianças sorrindo

No meu aniversário quero ganhar
Beijos

Meu sonho de consumo é
Ter uma música como tema de novela. Uma música cantada por mim, claro.

Quem sabe em ESCRAVA MÃE?
O diretor de ESCRAVA MÃE é o Ivan Zettel, que já tentou colocar uma música em REBELDE. Alguém não concordou e ele não conseguiu.

Quem sabe agora. 
Se pudesse viajar no tempo...
(kkkk) Eu perderia os dez quilos que eu estou a mais hoje.

Minha maior alegria
Ganhar todos os prêmios do cinema com XICA DA SILVA aqui e no exterior.

Prato
Muqueca de peixe

Sobremesa
Pudim de leite

Bebida
Champagne

Fruta
Abacaxi

Campo ou cidade?
Cidade com praia. Sou urbana assumida! (kkkkk)

Calor ou frio?
Puxa vida! Adoro dias de sol e sou regida pela lua.

Religião
kardecista

Amor
A vida!

Família
Como é difícil definir. É o nosso pilar.

Um sonho
Conseguir tirar 30 dias de férias.

Ditado, frase ou verso
Ser é usar ser

Zezé Motta é uma mulher
Guerreira!

Uma mensagem especial às mulheres
Mulheres, continuemos lutando pelo nosso espaço. Continuemos lutando contra a violência. Todo tipo de violência. Que comecemos uma campanha por salários iguais para as mulheres.

Mensagem aos fãs
Nunca desista dos sonhos!

#ZezeMottaNoTVaBordo




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