quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Daniel Siwek: "O prazer que vem da música e do canto é o que me mantém vivo."

entrevista
DANIEL SIWEK
foto: Nuno Papp

O ator e músico Daniel Siwek curte a boa fase como cantor e, também, o sucesso da superprodução da Record, OS DEZ MANDAMENTOS. O intérprete do Abiú, um dos filhos do casal Arão (Petrônio Gontijo) e Eliseba (Gabriela Durlo), conversou com o blog TV a BORDO sobre música, teatro, cinema e, é claro, sobre a novela que conquistou o horário nobre da TV em todo o Brasil.

Com vocês, Daniel Siwek.

TV - Da Filosofia ao Jornalismo, passando pela Psicologia, por que resolveu fazer tantos cursos? 
DS - O primeiro foi Filosofia, mas larguei no meio do curso para morar fora do país. Quando voltei, comecei a cursar Psicologia e aí me formei. Fui para fora do país novamente e quando voltei, entrei para o Jornalismo, mas larguei após dois anos para assumir minha vida de artista, e viver por meio da arte. São áreas do conhecimento que sempre me interessaram e que de uma forma ou de outra, também fazem parte do processo artístico.

TV - E nesse processo artístico, veio a carreira de ator. Quando decidiu ser ator?
DS - Acho que no meu caso, não foi uma 'decisão', mas uma 'descoberta'. Eu me descobri ator.

TV - A música também fez parte desse processo artístico? Como ela entrou?
DS - A música sempre fez parte da minha vida e de quem eu sou. A música não entrou no meu processo artístico, ela sempre foi o meu próprio caminho artístico. O que aconteceu foi que após anos e anos, eu resolvi embarcar num processo de catarse através da composição. Foi esse processo que deu vida ao meu primeiro cd autoral, o Entropy nº.1. 

TV - Posso dizer também que ela faça parte, por exemplo, na composição de um personagem. É isso mesmo? 
DS - A música é vida pra mim. Eu não consigo conceber estar vivo sem música. Como os sons são importantes pra mim, com certeza, quando crio um personagem, penso na sonoridade dele também. Gosto de explorar quais seriam os sons que esse personagem iria emitir; se tal personagem fosse uma música, que música seria, se apenas escutando determinada música conseguiríamos enxergar o personagem, e por aí vai.

TV - O que veio primeiro, a música ou o teatro?
DS - A música veio primeiro. Acho que sempre soube que era músico. No caso do teatro, descobri mais tarde. Foi com a peça YENTL, do escritor Isaac Bashevis Singer, com direção do Enéas Lour, que me descobri ator e descobri o amor que tinha por aquilo tudo.

TV - Você fez muitos curtas. Qual foi o melhor curta e o que faria de diferente?
DS - É difícil dizer qual o 'melhor' trabalho, porque cada um deles me ensinou uma coisa diferente. E quando falamos de aprendizado, tudo é válido. Nem que seja para aprender o que não fazer, portanto, responder o que eu faria de diferente nesse sentido é delicado. Meu caminho e minhas escolhas são o que me trouxeram até aqui, então, se eu escolhesse algo diferente, talvez não estivesse aqui. E não há garantias de que estaria num lugar ou posição melhor se fizesse certas coisas diferentes.
foto: Nuno Papp

TV - Qual foi a importância das oficinas realizadas na sua formação como ator?
DS - Como qualquer profissional que pretende levar seu ofício a sério, buscar uma formação e constantemente estar estudando e se desafiando é primordial. As oficinas foram importantes para se aprender o caminho e para a organicidade das ações em cena. As oficinas acabam sendo uma investigação empírica com outros atores dessa organicidade da ação real entre o ator e os elementos da cena.

TV - Das peças de teatro que fez, qual foi o personagem mais difícil e o mais prazeroso?
DS - O mais difícil foi um personagem que morria nos dois primeiros minutos da peça, e ficava todo o resto da peça morto, em cena! Exatamente, eu morria nos dois primeiros minutos da peça e tinha que ficar uns 40 minutos estático, sem poder me mexer, em cena! O mais prazeroso foi fazer o 'Barrica', da história do Peter Pan. Me diverti muito fazendo esse personagem e contracenando com o Capitão Gancho, feito pelo meu colega Marco Freire.

TV - Como chegou à TV?
DS - Foi um processo um tanto natural. A partir do teatro comecei também a fazer trabalhos de publicidade e a me enveredar pelo vídeo. Depois vieram trabalhos com vídeos educacionais e, mais tarde, trabalhos com teledramaturgia.

TV - O que é mais prazeroso, cantar ou representar?
DS - Quando se fala de prazer falamos da satisfação de uma vontade. São duas vontades e dois prazeres diferentes, é como perguntar ao pai qual é o seu filho preferido (rs); mas cantar é algo mais do que um ofício pra mim, então tenho que dizer que o prazer que vem da música e do canto é o que me mantém vivo.
foto: arquivo pessoal

Daniel Siwek como Abiú, novela 
OS DEZ MANDAMENTOS, TV Record/2015

#OsDezMandamentos

TV - Vamos falar da novela OS DEZ  MANDAMENTOS. Como aconteceu o convite para viver o Abiú?
DS - Foi a partir de um registro feito em Curitiba com o produtor de elenco, Marcos Reis.

TV - Como se preparou para o Abiú?
DS - Estudando a história da Bíblia, o caminho percorrido pelo Abiú dentro da Bíblia, e entendendo as condições de vida das pessoas daquela época. Também tivemos um processo de construção de personagem com os preparados da Record.

TV - Você comentou lá atrás que "quando cria um personagem, pensa na sonoridade dele também". Qual seria a música para o Abiú?
DS - Seria esta - Luca Stricagnoli - Braveheart (Acoustic Guitar).


TV - Alguma cena engraçada de bastidores?
DS - Várias, mas o que acontece nos bastidores, fica nos bastidores (rs).

TV - Faça um convite para o público assistir aos DEZ MANDAMENTOS.
DS - De segunda a sexta-feira, às 20h30, acompanhe com a gente essa que é a maior história já contada pelo homem.

TV - Vamos para um JOGO RÁPIDO?
foto: Nuno Papp


JOGO RÁPIDO

Ator
Sean Penn

Atriz
Meryl Streep

Cantor
Dallas Green

Cantora
Nina Simone

Novela
Os Dez Mandamentos

A música da minha vida é
NUTSHELL, do Alice in Chains

Livro de cabeceira
O homem à procura de si mesmo, Rollo May

Ditado, frase ou verso
"Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. 
Sentei-me a uma mesa em que a comida era fina, 
os vinhos abundantes e o serviço impecável, 
mas faltavam sinceridade e verdade, 
e fui-me embora do recinto inóspito, 
sentindo fome. A hospitalidade era fria 
como os sorvetes."
Henry David Thoreau

Me deixa feliz
Viajar

Me tira do sério
Falsidade

Defeito
Mal humor

Qualidade
Ser justo

No meu aniversário quero ganhar
Saúde

Se não fosse ator e músico, seria...
Infeliz

Amor
Utopia

Morte
Fato

Religião
Fazer o bem.

Se fosse voltar ao tempo...
Me arriscaria mais.

Personagem que gostaria de fazer
Aquele que me desafiar.

Meu sonho de consumo
Deixar de me consumir.

Família
Tudo.

Daniel é um cara
Humano, com todas as qualidades e defeitos que isso implica.

Mensagem aos fãs
Siga seus sonhos, não tenham medo!

#DanielSiwekNoTVaBordo


O jornalista Warlen Pontes
com o ator Daniel Siwek


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com o elenco de
OS DEZ MANDAMENTOS


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