Série Novelistas: o autor de CAMINHOS DO CORAÇÃO está no ar em PROVA DE AMOR

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O oitavo capítulo da nossa Série Novelistas é com o autor Tiago Santiago.

Todo o conteúdo publicado nesta série é uma reprodução autorizada pelo autor, o roteirista Michel Luiz Castellar.

Estreou como titular na TV Record adaptando a obra mais conhecida de Bernardo Guimarães, A ESCRAVA ISAURA, que revitalizou a teledramaturgia da emissora, obtendo ótimos índices de audiência.

Conseguiu êxito também na novela posterior, PROVA DE AMOR, protagonizada pelos atores Leonardo Vieira, Marcelo Serrado, Lavínia Vlasak e Patrícia França. Nessa novela, apresentou uma história ágil, que foi ganhando contornos de temática policial, e ganhando novas personagens conforme foi esticada por conta da ótima audiência.

Criou uma das novelas mais longas da TV: CAMINHOS DO CORAÇÃO, que teve duas continuações, OS MUTANTES e PROMESSAS DE AMOR. Ambas abusaram do surrealismo fantástico, que atraiu o público jovem. Tiago começou sutilmente com o tema dos mutantes, na primeira novela, e foi aumentando a dose ao perceber que o chamariz para a novela era exatamente esse tema.

No SBT, Santiago fez um projeto antigo que seria na Globo: AMOR E REVOLUÇÃO. Uma novela que causou polêmica por várias questões, exibiu o primeiro beijo lésbico da telenovela, embora o feito tivesse sido realizado por CALÚNIA, uma novela da TV Tupi, de 1963, que, porém, não tem registros da cena; e por ter levado ao ar depoimentos de vítimas da Ditadura Militar, tema central da novela.

Ainda no SBT, escreveu o remake da novela UMA ROSA COM AMOR, de Vicente Sesso, que havia sido um grande sucesso da TV Globo, na década de 1970.
foto: reprodução

OPINIÃO

Para mim, seu melhor trabalho foi o início de CAMINHOS DO CORAÇÃO, onde traçou uma trama interessante, e algumas cenas de PROVA DE AMOR, em que destaco uma em que uma advogada, Dra. Estela Garcia, vivida pela atriz Adriana Garambone, morta à queima-roupa quando é sequestrada por um traficante. Cena forte, realista, bem escrita e dirigida. Gostei do tema proposto em AMOR E REVOLUÇÃO e fiquei ansioso para ver o resultado, pois a época da Ditadura me interessa, porém, houve um erro que acredito, fora o principal que não fez repercutir a novela como gostaria, a trama era ‘mais documentário’ do que propriamente uma novela. Mas houve cenas ali, muito bem escritas, com destaque para o núcleo do teatro. Acho que Santiago deu uma visão nova e ágil à ESCRAVA ISAURA, em adaptação diferente à dada por Gilberto Braga em 1976, que claro, é um clássico da nossa teledramaturgia.
Paulista de São Vicente, Michel Luiz Castellar 
é roteirista com 50 obras registradas

Leia o sétimo capítulo 
com a autora premiada 
Gloria Perez




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