Série Novelistas: o criador das Helenas LAÇOS DE FAMÍLIA, MULHERES APAIXONADAS e POR AMOR

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foto: reprodução




O décimo segundo capítulo da Série Novelistas é com o autor Manoel Carlos.

Todo o conteúdo publicado nesta série é uma reprodução autorizada pelo autor, o roteirista Michel Luiz Castellar.

Fez parte dos primórdios da TV brasileira escrevendo vários teleteatros, programas, e novelas ao vivo, como HELENA, baseada na obra de Machado de Assis. Foi também diretor de alguns formatos, como FAMÍLIA TRAPO e o FANTÁSTICO.

Embora seja conhecido por criar tramas urbanas situadas no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, ‘Maneco’ estreou como novelista, escrevendo uma trama de época, com atmosfera rural: MARIA MARIA, de 1978. A adaptação da obra de Lindolfo Rocha, fez muito sucesso ao apresentar Nívea Maria como gêmeas, e Claudio Cavalcanti como um homem do campo, bem rústico.

Sua obra A SUCESSORA, também de 1978, baseada na obra de Carolina Nabuco, fez um grande sucesso na França, onde foi batizada de MADEMOISELLE.

Estreou no horário nobre com Gilberto Braga em ÁGUA VIVA, e fez sua primeira novela das oito como titular, BAILA COMIGO, em 1981.

Maneco, como é chamado carinhosamente, é amigo há 50 anos do casal Tarcísio Meira e Glória Menezes, mas só conseguiu escrever para eles, em PÁGINA DA VIDA. Eles fariam POR AMOR.

Fora da Globo, Maneco conseguiu três êxitos: a novela NOVO AMOR (que se chamaria BRILHO) e a minissérie VIVER A VIDA, na TV Manchete, e a minissérie O COMETA, que escreveu com o filho Ricardo de Almeida, já falecido, na TV Bandeirantes.

Manoel Carlos também escreveu novelas latinas, como MANUELA (inspirada em A SUCESSORA), UMA FAMÍLIA COMO QUALQUER OUTRA, e O MAGNATA. A novela A SUCESSORA foi adaptada pelo Peru com o título de ‘Isabella, Mujer Enamorada’.
OPINIÃO

Com elenco desconhecido do grande público, MAYSA – QUANDO FALA O CORAÇÃO, por ser um trabalho intimista do autor e do diretor da obra, Jayme Monjardim, filho da biografada, para mim, é o melhor texto de Maneco. POR AMOR foi um outro grande trabalho, por ter sido um excelente painel de personagens que tinham uma justificativa crível para os atos que faziam ‘por amor’, numa trama de grande fundo emocional. Principalmente, o mote central: a mãe que troca o filho recém-nascido, pelo neto recém-nascido, que nasce morto. E embora tenha se estendido além da conta por conta do bom IBOPE, FELICIDADE, uma adaptação dos textos de Aníbal Machado, como ‘Vila Feliz’, também foi uma grande obra do Maneco.
Paulista de São Vicente, Michel Luiz Castellar 
é roteirista com 50 obras registradas

Leia o 11º capítulo


 com o autor





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