terça-feira, 20 de outubro de 2015

Série Novelistas: a autora de OS MAIAS, QUERIDOS AMIGOS e UM SÓ CORAÇÃO.


O décimo oitavo capítulo da Série Novelistas é com a autora: Maria Adelaide Amaral.

Todo conteúdo publicado nesta série é uma reprodução autorizada pelo autor, o roteirista Michel Luiz Castellar.

Jornalista, estreou na TV, como colaboradora de Lauro César Muniz em OS GIGANTES, de 1979. A triste experiência – a novela foi um fracasso – só a fez voltar à TV em MEU BEM, MEU MAL, como colaboradora de Cassiano Gabus Mendes, com quem trabalhou mais uma vez, sendo ele e Sílvio de Abreu, seus mestres – ela foi colaboradora de Sílvio em várias novelas dos anos 1990 – dentre as quais, A PRÓXIMA VÍTIMA.
É conhecida como excelente adaptadora, tendo vasta cultura e experiência em biografias, tanto para televisão como para o teatro, priorizando como Cassiano e Sílvio, a cidade de São Paulo como palco da maioria de suas histórias.

Suas minisséries épicas e históricas, como UM SÓ CORAÇÃO, A MURALHA, A CASA DAS SETE MULHERES deram grande IBOPE mesmo apresentadas muito tarde da noite.

Embora OS MAIAS, baseada na obra de Eça de Queiróz, tenha tido problemas com o IBOPE, prima pela qualidade, e foi muito elogiada em texto e direção por brasileiros e portugueses. Mas uma ala criticou o fato da autora ter juntado outra obra do autor: A RELÍQUIA, à minissérie, o que pra mim, foi uma soma bem-sucedida.

Tem carreira brilhante no teatro, sobretudo nas peças QUERIDA MAMÃE, TARSILA e MADEMOISELLE CHANEL.
Foi supervisora da elogiada minissérie AMORES ROUBADOS, de George Moura.
Teve a sinopse da minissérie NASSAU, cancelada, e, às pressas, adaptou QUERIDOS AMIGOS, baseada em seu próprio livro AOS MEUS AMIGOS, onde teve um caráter intimista, precioso.
Vai estrear sua primeira novela das nove em 2016, com o título provisório de SAGRADA FAMÍLIA.

foto: reprodução

OPINIÃO
Para, seu melhor trabalho foi QUERIDOS AMIGOS, pelo texto bem afiado, e uma reunião de cenas muito bem escritas e dirigidas, sendo algumas de caráter simples, mas poético, como a cena em que a personagem de Maria Luíza Mendonça reage a uma depressão quando ouve a música “Sol de Primavera”, que marcou sua adolescência. UM SÓ CORAÇÃO, também foi outro trabalho feito com muita riqueza de detalhes, inclusive histórico. É evidente que a autora não pôde ser tão realista em alguns pontos, haja vista que descendentes de personagens históricos não quiseram ver seus antepassados retratados, o que dificulta a composição da história de qualquer biógrafo. Mas a autora deu a volta por cima, e usou da criatividade para tal. Como adaptadora, fico com seu trabalho em OS MAIAS, onde seu texto combinou perfeitamente com a direção cinematográfica de Luiz Fernando Carvalho, embora a audiência não tenha correspondido ao esmero do trabalho.
Paulista de São Vicente, Michel Luiz Castellar 
é roteirista com 50 obras registradas

Leia o 17º capítulo

 com a autora

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