Série Novelistas: o autor de GUERRA DOS SEXOS, A PRÓXIMA VÍTIMA e SASSARICANDO

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foto: reprodução


O décimo quarto capítulo da Série Novelistas é com o autor Sílvio de Abreu.

Todo o conteúdo publicado nesta série é uma reprodução autorizada pelo autor, o roteirista Michel Luiz Castellar.

Estreou na TV como ator na novela CIÚMES, da Tupi. Fez A MURALHA, OS ESTRANHOS, entre outras, na TV Excelsior. 

Foi diretor de vários filmes como MULHER OBJETO, e dirigiu o TELECURSO 2º GRAU, dando uma nova didática no formato das aulas.

Lançou diversos novelistas, como João Emanuel Carneiro, Elizabeth Jhin e Daniel Ortiz, muito embora, esse último já havia sido titular em novelas de outros países.

Como novelista sua estreia aconteceu em ÉRAMOS SEIS, na Tupi, em estilo de época nunca mais visitado. Seu primeiro trabalho na Globo foi em PECADO RASGADO, mas só teve êxito com JOGO DA VIDA, inspirada em argumento de Janete Clair, que começou dramática e foi ganhando comicidade.

Reuniu um elenco estelar, digno de novela das oito em GUERRA DOS SEXOS, que revolucionou o gênero de comédia, fazendo com que a maioria das personagens interagisse com o telespectador.

Sua obra SASSARICANDO provocou protestos por ter o título com erro ortográfico. O certo seria SAÇARICANDO.

Mostrou o primeiro suicídio da telenovela, por meio da personagem Laurinha Figueiroa, interpretada por Glória Menezes em RAINHA DA SUCATA, sua primeira novela das oito, em 1990. A teledramaturgia sempre mostrava o suicídio de forma sugerida até então.

Surpreendeu o público ao sair da zona de conforto do humor, ao escrever a ousada minissérie BOCA DO LIXO.

Seu estilo de humor culto e, por vezes, debochado, com atmosfera que lembra os filmes da Atlântida, marcou o horário das 19h, com IBOPE que, muitas vezes, se igualava às novelas das oito, e sua marca é usar a cidade de São Paulo como palco de suas histórias.

Hoje, Sílvio de Abreu, coordena o Departamento de Dramaturgia da TV Globo, dedicando-se a supervisionar os novos autores e selecionar projetos na área da telenovela.
OPINIÃO

Para mim, seus melhores trabalhos foram GUERRA DOS SEXOS por ter apresentado um tipo de humor e de metalinguagem jamais vistos na TV desde então – embora sua novela anterior, JOGO DA VIDA, já esboçava esse estilo por meio da personagem de Elisângela, que falava direto para a câmera, interagindo com o telespectador. Outros grandes trabalhos foram RAINHA DA SUCATA e DEUS NOS ACUDA, onde cada personagem tinha status de protagonista em alguns momentos. E, claro, A PRÓXIMA VÍTIMA. Um emaranhado de tramas que em sua reta final, se juntavam num quebra-cabeça, que instigou o público. Sílvio também constrói muito bem o psicológico de suas personagens. E tenho a impressão de que se TORRE DE BABEL não tivesse sido mexida para agradar o público, teria sido seu maior sucesso, embora seja para mim, uma de suas melhores novelas, mesmo com o trajeto alterado. 


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Paulista de São Vicente, Michel Luiz Castellar 
é roteirista com 50 obras registradas


Leia o 13º capítulo

com a autora


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