E a saga de Moisés terminou, não! Continua… claro!

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foto: reprodução

novela OS DEZ MANDAMENTOS – TV CRÍTICA
E a saga de Moisés terminou, não! Continua… claro! Ontem foi ao ar o ‘último’ capítulo da novela Os Dez Mandamentos da Record, a superprodução que custou uma fortuna para o canal da Barra Funda e, pela primeira vez em sua história, bateu os principais produtos da Vênus Platinada, o Jornal Nacional e A Regra do Jogo por semanas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A previsão era de 150 capítulos, mas o sucesso foi tão grande que mereceu mais 26 capítulos e uma continuação. O folhetim de Vivian de Oliveira com direção geral de Alexandre Avancini continua em 2016, mas antes vai estar em cartaz nos cinemas do país com Os Dez Mandamentos, o filme.

Continua…
Na exibição do capítulo 176, anunciado como derradeiro, alguns telespectadores ficaram tristes, pois não teriam mais a companhia de Moisés e Ramsés, outros, ficaram desapontados porque esperavam um final, até um famoso crítico mencionou que a novela deveria ser caso de PROCON, por não exibir um The End.

Contudo, mesmo contrariando o nome da obra mais emblemática da Record, achei interessante não ter um fim. Os Dez inovou e muito em termos de novela. A começar pela trilha sonora sensacional de Daniel Figueiredo composta por peças, em sua maioria, apenas instrumentais, dignas de John Williams (Star Wars), famoso compositor de Hollywood, apesar de, vez ou outra, outros temas foram aparecendo, como ‘No Poço Te Encontrei’, tema de Moisés (Guilherme Winter) e Zípora (Gisele Itié).

Mais um ponto inovador em Os Dez foram os efeitos especiais apresentados em uma telenovela brasileira. Já fazia tempo que não víamos tantos deles, só que mais sofisticados (desde a trilogia Caminhos do Coração, Os Mutantes e Promessas de Amor), principalmente, a partir da fase das pragas e, óbvio, na icônica cena da travessia do Mar Vermelho.

E por que ter um final? Os Dez Mandamentos não pode simplesmente acabar assim, e deixar saudades, aquele ditado de que “o que é bom dura pouco” não foi aplicado, pelo contrário, deixou um gostinho de quero mais e gerou uma grande expectativa para a próxima temporada no ano que vem.

Erro estratégico prejudicou audiência
Os índices finais de Os Dez Mandamentos poderiam ter sido muito melhores em sua última semana, após a abertura do Mar Vermelho, em que a Record já havia assegurada a liderança por vários dias. A ‘re-reapresentação’ da minissérie bíblica REI DAVI, mostrada antes da história do libertador dos hebreus, prejudicou o seu desempenho: na semana de 9/11 a 14/11, Os Dez registrou 24 pontos de média, enquanto que, de 16/11 a 21/11, registrou 20 pontos de média. Cada ponto equivale a 67 mil domicílios na Grande São Paulo (Fonte: IBOPE).

No episódio de ontem, exibido das 20h49 às 22h15, a história de Moisés cravou 23,5 pontos de média, picos de 25 e liderou por 26 minutos na Grande São Paulo, já no Rio de Janeiro, liderou com 27 pontos de média e 30 pontos de pico.


O melhor ainda está por vir
Pela primeira vez no encerramento de uma telenovela nacional foram vistos depoimentos de autora, diretor e elenco, e com direito a chamada para uma continuidade. A Record aposta na sequência de Os Dez Mandamentos e já encomendou 60 capítulos, logo após, será apresentada Terra Prometida, o enredo que vai narrar a vida do guerreiro Josué e a conquista de Canaã.


Talvez, se a emissora paulista tivesse se programado, agora estaríamos assistindo a esses quase três meses de mais romances, intrigas e reviravoltas, e não seria necessário colocar no ar Rei Davi e José do Egito, outra vez; todavia, quem teria imaginado o sucesso devastador de rãs, gafanhotos e bolas de fogo? De qualquer maneira, em 2016, expressões como Aleluia, Shalom e Baruch Adonai estarão de volta, pois tomara que o melhor ainda esteja por vir!


por Warlen Pontes

Leia as entrevistas
com o elenco
de Os Dez Mandamentos
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