CHECK-IN com Vivian de Oliveira: “Todos nós temos o sonho da Terra Prometida.”

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foto: Munir Chatak

A autora Vivian de Oliveira nasceu em São Paulo, no bairro do Brooklin, formada em Publicidade pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado – FIAM, em São Paulo, e também fez especialização em Roteiro para TV e Cinema na Universidade da Califórnia, Los Angeles – UCLA.

Na segunda parte da entrevista, Vivian de Oliveira responde a perguntas de Denise Del Vecchio (Joquebede), Fernando Sampaio (Gahiji), Talita Younan (Damarina) e Giuseppe Oristanio (Paser).

No fim da entrevista, além do Jogo Rápido, publicamos com exclusividade, a cena da abertura do Mar Vermelho, que bateu todos os recordes de audiência para a Record, e da Rebelião de Corá, um marco na segunda temporada de ‘Os Dez Mandamentos’.

(Joquebede)
‘’Vivian, a novela atingiu um público bastante diversificado, crianças, jovens, adultos, idosos, crentes e ateus. Como você conseguiu essa quase unanimidade?’’


Acredito que a novela trata de temas que são comuns a todo ser humano, independente de crenças e idade. Falamos muito sobre o amor, fé, sonhos que podem ser realizados, perseverança em seguir adiante mesmo nas adversidades, entre tantas outras coisas que tocam fundo em qualquer pessoa. Todos nós queremos um mundo melhor e a novela mostrou que é possível alguém sair da condição de escravo para herdar uma promessa com bençãos infinitas. Todos nós temos o sonho da Terra Prometida. Um lugar de descanso, de uma vida próspera e de paz. É o que desejamos para nossos filhos e família. E a novela mexe com isso. A mensagem que fica é que tudo é possível, basta confiar e não esmorecer. São temas que unem a família em torno de um mesmo ideal.



‘’Como foi para você lidar com inspiração e a liberdade poética? Quais são os cuidados para aliá-las?’’


É sempre um desafio muito grande aliar o compromisso de ser fiel ao texto bíblico e ainda assim ter liberdade poética para criar. Com a experiência de outras três minisséries adaptadas da Bìblia (“A História de Ester”, “Rei Davi” e “José do Egito), comecei a entender melhor o que funciona, o que não funciona. Até onde posso ir e até onde não posso. O próprio texto bíblico já me dá indícios de como me guiar em relação a alguns personagens. Na Bìblia, por exemplo, diz que a filha do faraó (que mandou matar os bebês meninos hebreus) teve compaixão. Não fala muito mais do que isso. Mas essa única linha me ajudou a criar Henutmire, que apesar de ser egípcia, não compartilhava do mesmo ódio que o seu povo sentia dos escravos. Na Bíblia também é citado que a filha do faraó passeava com suas damas à beira do Nilo quando encontrou o bebê Moisés. Foi pensando na dama, que criei Yunet, uma personagem completamente fictícia. Não queria que Henutmire tivesse outros filhos para justamente ter uma ligação muito forte com Moisés. Pesquisando a época, vi que seria raro uma filha do rei não ter outros descendentes. Por isso, tive a ideia de Yunet matar os bebês. E por aí a história dessa grande vilã foi sendo construída para chegar no ponto que queria. Precisava ter uma motivação para Yunet. Por que ela faria algo tão terrível? Aí surgiu a ideia de Disebek, general do rei, ser amante de Yunet. Ao ser trocada pela princesa, Yunet se sentiu rejeitada e começou a fazer suas maldades por inveja e para se vingar. Todas essas tramas paralelas fictícias ajudam a contar a história principal, que é a de Moisés e do povo hebreu. Procuro sempre dosar bem as duas coisas: o texto original e a licença poética. Onde a Bìblia deixa uma brecha, eu entro com a imaginação. Num palácio, com certeza, teriam oficiais, copeiros, damas, cozinheiros, joalheiros… e com isso em mente, fui criando Gahiji, Ikeni, Uri, Hur e tantos outros.



(Damarina)
‘’Vivian, toda vez que nos encontramos, você não mede sorrisos, é muito simpática e educada com todos. Sua energia é maravilhosa e parece sempre estar agradecida pela vida. O que mais te motiva a continuar a seguir com tanto amor pelo que faz?’’


Que bom ouvir isso! Na verdade, sou mesmo muito agradecida pela vida, por tudo! Quando comecei a nova temporada, estava exausta, sem ter descansado dos 170 capítulos da primeira. Cheguei a pensar que não conseguiria escrever de tão cansada. Mas aí me lembrei de tudo que conquistamos com a novela. Em todos os desdobramentos desse trabalho incrível, e foram muitos! Pensei nas pessoas que me contaram o quanto foram abençoadas. Penso na alegria de ter um elenco tão dedicado e especial. No apoio incondicional da minha família… Enfim, são muitos motivos para agradecer. Isso tudo me renova e me dá energia para continuar. E além disso, tenho um Deus maravilhoso, que me dá vigor redobrado a cada dia. 


”Eu sei que quando a gente nasceu pra exercer determinada atividade, nada representa grande sofrimento, mas a minha curiosidade é grande: que tipo de preparo físico e intelectual é necessário para escrever tanta coisa em tão pouco tempo? Quando um cara escreve uma novela, escreve pelo menos 50 páginas por dia. Inventa dezenas de histórias todo dia…Ao final de um processo desses, dá vontade de nem olhar pras teclas e nem digitar mais nada? Ou imediatamente a cabeça já te oferece outras propostas?”
Também já me fiz essa pergunta! Rsrs…
Desde 2009, escrevi três minisséries e duas novelas, sem férias. Então, me perguntei: como eu permiti algo assim? Mas a verdade é que amo o que faço. Mesmo quando estou cansada, minha cabeça continua trabalhando, pensando nas tramas, nos personagens… Tenho também uma excelente equipe que me alimenta com ideias, sugestões e com o texto em si. Sem isso, seria impossível escrever uma novela diária. Com o tempo, fui aprendendo a me desligar e a deixar o trabalho no trabalho. Agora, vou entrar de férias e resisti à tentação de começar a pesquisar sobre minha próxima obra. Mesmo assim, o radar já está ligado ao tema do Apocalipse, que será o pano de fundo da nova novela. 

A seguir, confira como foi escrita 
a cena da abertura do Mar Vermelho:


A seguir, como a cena da
 ‘Rebelião de Corá’
foi escrita:


Leia a primeira parte
da entrevista
com Vivian de Oliveira

JOGO RÁPIDO
com Vivian de Oliveira


Autores ou escritores
que lhe inspiraram ao
longo da sua carreira
Gosto muito do Marcílio Moraes
e Benedito Ruy Barbosa.


Ator ou atriz que tanto admira
que gostaria de ver representado
uma de suas personagens?
São muitos os atores que admiro.
Difícil eleger apenas alguns.


Versículo bíblico preferido:
Salmos 37:5:
“Entrega o teu caminho ao Senhor,
confia Nele, e o mais Ele fará”.


Sonho do consumo:
A casa própria.


Humor ou drama:
Um pouco de cada.


Mar Vermelho ou
a terra se abrindo?
Os dois.


Passado:
Ficou para atrás.


Presente:
Viver intensamente cada minuto.


Futuro:
Novas montanhas (desafios)
para escalar.


Paixão:
Chocolate.


Família:
Amor maior do mundo.


Ditado, frase ou verso:
O melhor está por vir!


Vivian por Vivian:
Guerreira!


Mensagem aos fãs:
Nunca desista de seus sonhos!


#ViviandeOliveiraNoTVaBordo



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