segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Beth Goulart: "É um desafio falar de um tempo tão antigo, é como se falássemos de toda a humanidade com essas mulheres que são arquétipos femininos."

entrevista especial
Beth Goulart
foto: arquivo pessoal

por Warlen Pontes
warlenpontes@hotmail.com


"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa 
ou forte como uma ventania,
depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector

O trecho acima descreve a singularidade da escritora naturalizada brasileira, vivida por uma das mais respeitadas e formidáveis atrizes do cenário artístico teatral e televisivo do nosso país: simplesmente, Beth Goulart. 

A intérprete de figuras marcantes nos palcos e nas cenas da teledramaturgia nacional, proporcionando momentos de pura leveza e de estonteante talento, relata e destaca nesta entrevista, mais de 40 anos de carreira admirável e de trajetória de vida feliz.

Senhoras e senhores, com muita honra: Beth Goulart.

TVaBordo - Este ano você completou 42 anos de carreira, olhando para atrás, o que faria diferente?
Beth Goulart -  Estreei com 13 anos em 1974 pelas mãos de Antonio Abujamra. Acho que não faria nada diferente. Tudo aquilo que passamos, todos os trabalhos, os elencos, os diretores, os espetáculos, novelas, filmes, cursos, tudo de bom e ruim são experiências que ajudam ao nosso crescimento, então, mesmo as situações mais difíceis que passei me fortaleceram na caminhada. Uma carreira se constrói com todos os momentos. Tudo é aprendizado!

TVaBordo - Você escreve, dirige, canta e interpreta; qual dessas habilidades lhe deixa mais realizada? E se fosse escolher apenas uma delas, para abrir mão das outras, qual seria?
Beth Goulart - Todas elas começam na interpretação que é o meu entendimento daquilo que quero falar. Através de meu olhar como atriz, cheguei a diretora e depois autora. Minhas experiências práticas de palco e estudo embasaram minha linguagem e meu olhar para o ofício e para a construção de cena. Partimos sempre de um ponto de vista, o meu vem da minha humanidade, de tudo aquilo que vi e vivi nesta caminhada. Aprendi com os ensinamentos de Kazuo Ohno, que quanto mais pessoal você é em seu trabalho, mais universal você se torna. Os grandes sentimentos e equações do homem são comuns em qualquer cultura ou civilização, devemos buscar em nosso interior este elemento comum a todos e falar com eles. A partir da nossa esquina chegar ao outro lado do mundo, saberei falar melhor daquilo que conheço. Se pudesse escolher uma das habilidades acho que seria a direção, que é o encaminhamento natural da interpretação para a transmissão de uma ideia, uma visão sobre a história que se quer contar, mas a interpretação sempre será minha referência e a dramaturgia a minha voz.

TVaBordo - Quais foram os papéis mais importantes da sua carreira teatral? E qual foi o prêmio que mais a deixou emocionada?
Beth Goulart - Com certeza, Clarice Lispector, em "Simplesmente eu, Clarice Lispector". Lucrécia Bórgia em "O Veneno dos Bórgia"; Elizabeth e a Dayse em "Decadência"; Linda Batista em "Somos Irmãs"; Sally Boles em "Cabaret"; as cinco mulheres (a japonesa, a judia, a dona da pensão, a mulher do embaixador e a prostituta de Amsterdã) de "Os Sete Afluentes do Rio Ota"; Brangia em "Tristão e Isolda"; Vária em "O Jardim das Cerejeiras"; Electra em "Electra Com Creta"; Madalena em "O Evangelho Segundo Jesus Cristo"; Rainha Isabel em "Eduardo II"; Doroteia em "Doroteia, Minha", entre outros.

Recebi vários prêmios em minha carreira e os que mais me emocionaram foram em "Decadência" e "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", dois trabalhos de pesquisa e trabalho de corpo e voz intensos em montagens essenciais centrados na interpretação, mas se tiver que ser só um, seria Clarice Lispector por todos os motivos: criação, direção e interpretação do espetáculo.
TVaBordo - O espetáculo 'Simplesmente, Eu, Clarice Lispector' é um sucesso indiscutível de público (quase 1 milhão de espectadores) e de crítica. Você vai fazer outra temporada? 
Beth Goulart - Esterei sempre voltando com Clarice enquanto sentir que o público quer assistir ao espetáculo e precisa ouvir as palavras de Clarice. Estarei à disposição deste trabalho. É um compromisso que tenho com ela. Ainda não tenho data e nem local definido, mas possivelmente teremos mais uma temporada em São Paulo para 2017.
TVaBordo - E o que a Clarice Lispector mais a ensinou? (resposta quadro abaixo)
foto: Bruno Tetto / Clix / Divulgação
arte: TV a Bordo

TVaBordo - Fiquei sabendo que você já está preparando um novo espetáculo sobre a vida da grande atriz Dulcina de Moraes. Como estão os preparativos, e qual é a previsão para estreia?
Beth Goulart - Este é mais um trabalho de pesquisa e elaboração. Ainda estou no processo das leituras e pesquisa, e mais tarde virá a elaboração do texto para depois disso iniciar a concepção cênica.

Estes espetáculos nascem num processo longo de mergulho na pesquisa. Eu preciso me alimentar com todo este material para que dentro de mim processe um entendimento do tema e do personagem suficiente para desenvolver a dramaturgia, ou seja, a maneira de contar esta história. Ainda vai demorar um pouco para o resultado final.
TVaBordo - Vamos falar de televisão. Da Tupi (sua estreia) à Record. Como você avalia a televisão hoje? Existe muito mais vaidade nos dias atuais do que na época da Tupi? 
Beth Goulart - Este é um fenômeno da sociedade. Hoje todos são celebridades, todos querem seu momento de fama e isso acaba acontecendo. Veja o caso dos artistas da internet: são pessoas desconhecidas que conseguem um número incrível de curtidas, ganham muito bem dos anunciantes e desbancam muitas vezes atores conhecidos nesta mídia. Faz parte de uma transformação do público da televisão. A quantidade de televisões ligadas diminuiu. Hoje se assiste aos programas pelo computador, se comenta o que está vendo na hora, você pode escolher quando vai ver o programa, enfim, tudo isso está forçando a televisão a uma mudança de valor e conteúdo.

O público tem mais opções de canais e de mídias interativas, a TV precisa se transformar também. A dramaturgia segue mais de perto o modelo cinematográfico e das séries que podem ser assistidas num único dia. Antigamente o público esperava a hora da novela para saber o que iria acontecer no capítulo, hoje o público tem acesso a programação antes mesmo de ir ao ar, basta clicar na internet.
TVaBordo - Em 1986, você foi dirigida pelo Walter Avancini em 'Selva de Pedra'; 30 anos depois, está sendo dirigida pelo filho do Walter, o Avec (Alexandre Avancini). Quais são as grandes diferenças entre os dois, e qual é o melhor de cada um? Não posso deixar de mencionar que a sua estreia na Record foi em 'Vidas em Jogo', dirigida pelo Avec.
Beth Goulart - Walter Avancini era um gênio! Eu tive o privilégio de aprender com ele porque trabalhar com ele era uma aula de televisão; ele gostava de atores disciplinados e intensos, com verdade sempre. Revolucionou em forma e conteúdo; ele revelava a alma dos personagens e propiciava grandes trabalhos de interpretação. Acho que o Alexandre é seu melhor discípulo. Herdou a sensibilidade e o olhar do pai; sabe extrair uma boa cena de um ator; conhece todos os ângulos da câmera, da luz, é um artista com conhecimento técnico impressionante! Está sempre se reciclando em viagens para Los Angeles e pelo mundo, e escolhe sempre os melhores profissionais. É uma honra trabalhar com ele e merece todo o seu sucesso. Espero trabalhar com ele muitas vezes, sempre que ele quiser.
TVaBordo - Beth, você está em sua 25ª novela (não contei as quatro minisséries). Se fosse destacar algumas de suas personagens (quantas preferir), e defini-las com uma frase ou uma palavra, quais seriam? (fonte Wikipédia)
Beth Goulart - Vou começar com o passado: Isabel Cristina de "O Direito de Nascer". Foi a minha primeira protagonista na Tupi, e isso a gente nunca esquece. Era par de Carlos Augusto Strasser (o Albertinho Limonta), e também tinha Eva Wilma, de Sóror Helena e, Cléa Simões, como Mamãe Dolores. Em "Éramos seis", eu era a Lili, a vizinha de Dona Lola, lindamente representada por minha mãe. Ainda na Tupi (1977), uma novela linda com uma carga emocional muito grande. Eu fiz também a Sílvio da novela "Como Salvar Meu Casamento", do Carlos Lombardi e Edy Lima. Uma novela que não acabou (porque a Tupi acabou primeiro), mas era revolucionária para a época, porque falava do movimento de emancipação feminina através do personagem central, que se separava do marido e começava uma nova vida.

foto: reprodução

Beth Goulart como Débora
e Lauro Corona como Caê,
'Baila Comigo' - TV Globo - 1981


Na Globo começo com Fernanda da novela "Marina". A primeira novela que fiz na Globo e foi o que me trouxe de São Paulo; a Débora de "Baila Comigo", de Manoel Carlos. Até hoje tem gente que me chama de Débora. Foi um grande sucesso! Eu e Lauro Corona (foto acima) éramos o casal jovem que estourou na época. Era uma novela deliciosa com um trabalho lindo do Tony Ramos fazendo os gêmeos.  Marília de "O Outro", de Aguinaldo Silva. Era uma mulher executiva e forte que herdava a empresa do pai, Francisco Cuoco e disputava com a irmã, Malu Mader, o amor de Herson Capri. Adorava fazer! A Lidiane da novela "O Clone", de Glória Perez. Era uma novela ícone pelo tema e a discussão sobre drogas e clonagem humana, e a Lidiane era muito engraçada, muito ciumenta do Tavinho, seu marido (Vitor Fasano), que também fez muito sucesso. Me diverti muito com ela!
foto: reprodução

Beth Goulart como Nely, em
'Paraíso Tropical', TV Globo - 2007

A Nely de "Paraiso Tropical", de Gilberto Braga. Uma personagem interessante porque teve uma virada em sua trajetória. Ela era interesseira, manipuladora e ambiciosa; mais um sucesso de Gilberto; dele também não posso deixar de mencionar a Leopoldina de "O Primo Basílio", que foi um dos grandes personagens que fiz. Era uma minissérie com direção de Daniel Filho e muito bem feita. Com belos trabalhos de Marília Pêra, Giulia Gam e Tony Ramos. A Leopoldina era uma mulher à frente do seu tempo e paga um preço caro por ser livre. Inesquecível para mim!

Na Record tem a Regina de " Vidas em Jogo". A grande vilã da novela de Cristianne Fridman e com um enredo muito interessante dos amigos que ganham na loteria. Eu era mãe de Thaís Fersoza e no elenco também se destacaram: Betty Lago, Denise Del Vechio, Guilherme Berenguer, entre outros. Com a Regina, o desafio foi fazê-la humana, com questionamentos éticos e morais. Era uma super mãe, mulher forte e determinada que construiu um  império ameaçado de ruir. Ela não mede esforços para salvar seus interesses e acaba sendo vítima de sua inconsequência; ela se torna portadora do vírus da Aids quando se envolve com o miliciano Kleber, vivido por Sandro Rocha.

A Clarice de "Vitória" era uma mulher frágil. Mãe de Arthur (Bruno Ferrari) que fica paraplégico após cair do cavalo, que ganhou do pai Gregório (Antonio Grassi). Ele, na verdade. é filho de Clarice com Bernardo, vivido por Paulo César Grande, melhor amigo de Gregório e treinador dos cavalos de corrida, o tema principal da novela. A história de amor de Arthur e Diana feita por Thaís Melchior é o desejo de Clarice, que vai fazer de tudo para ajudar este amor. A Novidade era o protagonista paraplégico não comum na teledramaturgia.

A Léia de "A Terra Prometida" é o primeiro personagem de uma novela bíblica que faço. É uma mulher com densidade dramática e com humor ao mesmo tempo. É um desafio falar de um tempo tão antigo, é como se falássemos de toda a humanidade com essas mulheres que são arquétipos femininos, e estou adorando esta experiência! Podemos ir mais longe nos sentimentos pela intensidade dos acontecimentos da trama. Eles estavam em guerra, sempre com urgência e fé; podiam matar ou morrer a qualquer momento. Além da parceria maravilhosa com Paloma Bernardi, a Samara (minha filha na novela). Sou esposa de Quemuel (Raymundo de Souza); temos também Raphael Viana como Tobias, nosso filho e, Aruna (Thaís Melchior), como filha adotiva e futura esposa de Josué ( Sidney Sampaio), nosso líder. O público vai se surpreender com a transformação de Léia. É uma história de conquistas, amores, superação e fé.
Nota TV a Bordo: 
O resumo da Beth é um 
desses documentos 
deliciosos de personagens 
vividas na teledramaturgia brasileira. 
TV a Bordo - Que conselho você daria para aqueles que desejam seguir carreira artística?
Beth Goulart - Tenha persistência, e não desista! É uma profissão muito difícil, de doação e entendimento; um caminho com obstáculos e empecilhos, mas também cheio de alegrias e emoções. Nunca pare de estudar! Nossa matéria prima são as pessoas; observe tudo e todos; a vida é a melhor escola para aprender sobre humanidade.
TVaBordo - Quando você saiu da Globo para a Record, há mais ou menos, quatro anos, você comentou que todo ator precisa se atualizar de tempos em tempos; e o seu contrato com a Record termina em 2017... você vai permanecer na emissora ou vem aí um novo processo de renovação? (Enquanto Beth respondia as perguntas, o contrato dela com a Record TV foi renovado por mais dois anos).
Beth Goulart - A renovação deve ser mais de dentro para fora, é claro que quando se tem uma mudança externa, como mudar de emissora, isso naturalmente causa uma mudança interna, mas mesmo sem esta provocação podemos criar ciclos de renovação. Um curso novo, leituras, fazer teatro, viajar, assistir tudo o que puder: cinema, teatro, dança, exposições, criar acontecimentos que acordem a consciência, assim se provoca uma renovação. 

foto: reprodução


TVaBordo - Vamos falar de 'A Terra Prometida'. Como surgiu o convite para interpretar a Leia?
Beth Goulart - Fui convidada pelo Alexandre Avancini (diretor geral) através do Fernando Rancoleta, da Record, para abraçar esta mãe superlativa e super protetora que é a Leia.

TVaBordo - Além da preparação da produção da Record, que elementos foram agregados por você para compor a Leia? A personagem foi inspirada em alguém? 
Beht Goulart - Eu procuro sempre buscar dentro de mim os sentimentos do personagem, mas também posso ler sobre características do personagem. A leitura é uma fonte inesgotável de pesquisa. Para a Leia me lembrei muito do arquétipo da mãe judia que superprotege os filhos, às vezes, sufocando suas vontades, controlando e dominando seu caminho, sempre achando que é o melhor para eles, mas, às vezes comete erros.
A Leia comete erros graves, deu exemplos errados, ensinou a mentira e a manipulação para os filhos, não deu limites e os protegeu das consequências de suas escolhas erradas, mas, aos poucos, vai se dando conta de sua culpa e vai se transformando, se purificando de seus erros.
TVaBordo - Quanto a Leia tem de intuição e de técnica?
Beht Goulart - É uma mistura o que acontece. A boa técnica não pode aparecer, ela serve sempre a intuição, que é o primeiro impulso. A emoção tem um caminho entre o coração e o cérebro; eu costumo construir um canal (a técnica) para que a emoção flua livremente (a intuição).

TVaBordo - E se fôssemos colocar a Beth e a Leia lado a lado, quais seriam as diferenças e as semelhanças entre as duas?
Beth Goulart - Acho que as semelhanças estão no amor aos filhos e na vontade de fazer o melhor para eles. A grande diferença é que a Leia quer dominar o destino, as coisas e pessoas; ela sempre tem uma estratégia para comandar e se sair bem, já a Beth confia na sabedoria de um poder superior, que sabe o que é melhor para cada um; às vezes, aquilo que queremos nem sempre é o melhor para nós, só Deus sabe o porquê das coisas.

TVaBordo - E como está a repercussão da Leia nas ruas e nas redes sociais? Já apanhou ou ouviu alguma frase desaforada por conta da personagem?
Beth Goulart - Sim, as pessoas odeiam a Leia, mas adoram meu trabalho! Isso é uma resposta maravilhosa. Elas conseguem separar uma coisa da outra, ainda bem. Mas o público ainda vai se surpreender com ela, muita coisa ainda vai acontecer e o público vai entender melhor a personagem e vai gostar dela também.

TVaBordo - Qual foi a cena mais difícil de ser feita até agora?
Beth Goulart - A perda de um filho, acho que esta é a dor mais difícil de suportar para qualquer ser humano, para qualquer mãe. Mesmo sendo de mentira, como numa cena, eu senti esta dor lancinante no coração.
A cena mais difícil é sempre aquela que ainda não foi feita; o desconhecido nos atrai e nos intriga, mas depois que  a cena é feita ficamos aguardando a próxima, para um novo desafio.

foto: Munir Chatak

Beth Goulart com Paloma Bernardi
'A Terra Prometida', Record TV - 2016/2017


TVaBordo - Alguma história engraçada de bastidores que gostaria de compartilhar com o público de 'A Terra Prometida'?
Beth Goulart - Todas as cenas de grupo da novela, como na 'Tenda de Reuniões', ou em casamentos é uma alegria para nós, porque quase todo o elenco se reúne, pelo menos os Hebreus, e parece que viramos crianças na escola; um brinca com o outro, às vezes, um provoca o outro para rir num momento sério da cena, enfim, parecemos crianças juntas brincando e se divertindo neste ofício que é tão lúdico; essa alegria é positiva para o trabalho e passa para o público que gosta de ver este grupo reunido.


foto: reprodução

Bastidores de 'A Terra Prometida':
Edu Porto (Abel),  Paloma Bernardi (Samara),
Beth Goulart e Raymundo de Souza (Quemuel).

TVaBordo - Desde os 'Os Dez Mandamentos', a Record começou a transformar novelas baseadas na Bíblia em sucesso de público, assegurando o seu próprio nicho. Qual é a contribuição dessas histórias para a teledramaturgia nacional?
Beth Goulart - Acho que é muito positiva. É um bom contraponto para as novelas contemporâneas, que tem uma interpretação mais naturalista. Aqui temos que ser mais profundos nas emoções, estamos vivenciando um tempo diferente, numa cultura diferente e isso nos desafia e propicia belos encontros e belos trabalhos.

TVaBordo - Que tal convidar as pessoas para assistir 'A Terra Prometida'.
Beth Goulart - Estão todos convidados para viver junto conosco a história da humanidade. Venham se emocionar, rir e chorar com a conquista da Terra Prometida! Uma história de amor, transformações e fé!

A seguir, você está convidado para conhecer um pouco mais de Beth Goulart, no Jogo Rápido:

foto: arquivo pessoal

Como surgiu o sobrenome Goulart?

Tudo começou com um tio de meu pai que trabalhava numa rádio como locutor e não queria que ninguém soubesse que era ele, então, ele foi o responsável por criar este pseudônimo “Airton Goulart”. Meu pai começou em rádio também e ficou conhecido como o sobrinho do Airton: o Paulo…Goulart. No meu caso, foi parecido e, ao mesmo tempo, diferente, porque fui apresentada num programa de TV do saudoso Goulart de Andrade chamado Opção. Era um programa de variedades e cultura e eu declamei um poema de Fernando Pessoa que ele, Goulart de Andrade, falava no teatro no espetáculo 'Fernando Pessoa Pede Passagem'. Ele gostou de me ver falando o mesmo poema que ele numa apresentação de colégio, e me convidou para fazer o mesmo em seu programa. Eu tinha uns 9 anos de idade e ouvi meu nome dito assim: “Com vocês, a filha do Paulo Goulart: Beth Goulart!”. Ali ouvi, pela primeira vez, meu nome artístico e gostei da sonoridade. (fonte: R7)
Jogo Rápido
Apelido de infância: 
Betinha

Estado civil: 
Divorciada

Ator: 
Lima Duarte e (Paulo Goulart)

Atriz: 
Fernanda Montenegro e (Nicette Bruno)

Novela: 
Paraíso Tropical 

Livro de cabeceira: 
'Uma Aprendizagem Ou o Livro dos Prazeres'
de Clarice Lispector

Personagem que gostaria de fazer: 
Joana D'arc

Se não fosse atriz seria: 
Psicóloga

Não tenho habilidade para: 
Trabalhos manuais

Trilha sonora da sua vida: 
Adoro Éric Satie



Arrependimento:  
O doce que eu comi ontem...

Defeito: 
Teimosia

Qualidade: 
Dedicação

Medo: 
De ficar doente.

Prato que lhe dar água na boca: 
O cozido da minha mãe.

Clique AQUI e
assista como é
feito o cozido de
Nicette Bruno

foto: GShow


Sobremesa mais deliciosa: 
Suflê de goiabada 
com sorvete de queijo.

Fruta: 
Tangerina.

Me tira do sério: 
Injustiça.

Me deixa feliz: 
Estar com crianças.

Palavra feia: 
Miséria.

Palavra bonita: 
Liberdade.

No meu aniversário 
eu quero ganhar: 
Uma festa.

Pela manhã,  mau humor ou bom humor? 
Bom humor sempre.

Se pudesse viajar no tempo, 
para onde iria? 
Para a Grécia.

Meu sonho de consumo: 
Ter uma casa em Tiradentes.

Religião: 
Espiritualista.

Morte: 
Transformação.

Amor: 
É a salvação da humanidade.

Ser filha é: 
Amar, cuidar e seguir 
os ensinamentos com generosidade.

foto: reprodução

Beth Goulart e sua mãe
Nicete Bruno

Ser mãe:
Amar, cuidar e
saber ensinar o caminho.

Ser avó é:
Amar, amar, cuidar
e brincar. 

Um sonho: 
Ter um Teatro.

Tenho saudades de: 
Comer sem engordar.

Um ditado, uma frase ou um verso: 
Não existe o caminho para a felicidade, 
a felicidade é o caminho!

Beth é uma pessoa: 
Amorosa.

Mensagem aos fãs: 
Obrigada por tanto carinho, pela dedicação 
em seguir o que eu faço e 
fazer um registro tão amoroso.
Sinto-me abraçada por vocês e estimulada 
a fazer cada vez mais trabalhos para compartilhar 
com vocês: a alegria de fazer minha arte. 
Muitos beijos e até sempre!

#BethGoulartNoTVaBordo



A atriz Beth Goulart com o jornalista
Warlen Pontes na coletiva de imprensa
de 'A Terra Prometida'

Leia as Entrevistas
do TVaBordo

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