Marcílio Moraes: "Uma das poucas vantagens de estar fora da Globo é não ter a obrigação de reverenciá-la."

  • sexta-feira, março 17, 2017
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foto: arquivo pessoal

apresenta
Entrevista Coletiva
com

Marcílio Moraes é contista, romancista, dramaturgo e autor-roteirista. Estudou letras, foi professor, tradutor, jornalista e crítico de teatro, entre outras coisas. Hoje, é um dos novelistas mais respeitados e admirados pela precisão e qualidade textual. Suas personagens trafegam pelo submundo do crime, nas trilhas bravias das mais altas esferas políticas e policiais, e também no dia a dia de uma comunidade popular.

Vanguardista, escreveu a primeira telenovela brasileira em que o protagonista era um favelado, quebrando um paradigma na história da teledramaturgia nacional. 

A convite do TV a Bordo, o petropolitano Marcílio Moraes aceitou participar do 'Entrevista Coletiva', sessão do site em que um dramaturgo é sabatinado por jornalistas, roteiristas e atores, e que você confere a partir de agora.

Senhoras e senhores, Marcílio Moraes.

Warlen Pontes 
jornalista

O que é necessário para ser um bom roteirista?
Marcílio Moraes - Antes de tudo, conhecer um pouco da grande literatura, dos clássicos universais, porque o roteirista é um escritor, tem que estudar e pensar como um escritor. Ficar só vendo televisão e filmes não resolve. Tem que aprender a escrever, antes de tudo.

Michel Luiz Castellar
roteirista

Querido, Marcílio, nos anos 1980, havia a Casa de Janete Clair que revelava novos talentos na área de teledramaturgia, criando-se sinopses e projetos para a TV Globo. Houve nos anos 1990, alguns concursos, mesmo que poucos, na busca por novos talentos, um deles foi Vicente Villari, que se saiu vencedor. Em 2006, a Record TV lançou um concurso do tipo que revelou Gisele Joras como novelista. Qual é o conselho que você daria hoje para quem, como eu, busca uma carreira como colaborador ou autor de novelas?  Por que essa área é tão fechada na TV brasileira, ao passo que em outros países, recebe-se, por exemplo, originais, sinopses de autores novatos?
Marcílio Moraes - A Casa de Criação foi um projeto muito bom, estruturado e dirigido pelo Dias Gomes, e que ajudou bastante a teledramaturgia da Globo. Infelizmente, foi detonado por interesses mesquinhos. Nos anos 1990, a Globo fazia umas oficinas, dirigidas pelo Flávio de Campos, que ao final indicavam pessoas para serem contratadas. E a Record TV fez aquele concurso que você lembrou. O grande problema das novelas, Michel, é que, ao mesmo tempo em que são extremamente vantajosas para as empresas, são muito limitantes em termos de mercado de trabalho. Quantas pessoas escrevem uma novela que vai ficar no mínimo seis meses no ar? Um autor e dois ou três colaboradores, certo? Tomemos a Globo, que apresenta novelas em todo o horário nobre: Malhação, das seis, das sete, das nove e das 11. Quantos profissionais são contratados para escrever essas obras? Três, digamos quatro, em cada uma. Então, somando tudo, por ano, para um público superior a cem milhões de espectadores e um faturamento de bilhões e bilhões de reais, trabalham, como autores-roteiristas, não mais que 20, no máximo 30 profissionais. Qual é a chance que você, por mais talentoso que seja, tem de entrar num clube fechado como esse? E tem mais, como a novela é um investimento muito alto, de 50, 100 milhões de reais, as empresas tendem a não correr riscos contratando novatos e mesmo profissionais sem experiência específica em novelas. A tendência é serem sempre os mesmos os contratados. Novelas são avarás em termos de mercado de trabalho.

Warlen Pontes - O senhor usa alguma fórmula ou metodologia para criar uma novela?
Marcílio Moraes - Não tenho nenhuma fórmula. Começo a pensar na história a partir de uma ideia e vou desenvolvendo. Num certo momento, faço um esquema numa cartolina com os nomes dos personagens que já inventei. Aí fico olhando para aquele papel e pensando em histórias para aquela gente. Até que me vem uma visão geral, ainda que bastante indefinida, da novela como um todo. Aí vou para o computador e começo a escrever a sinopse.

foto: reprodução

Luiz Gustavo e o saudoso
José Wilker em cena de 
'Mico Preto', TV Globo - 1990

Carla Giffoni
jornalista, contista e roteirista

Como é o seu método para escolher os colaboradores? A Record TV lhe dá toda a liberdade nesta escolha?
Marcílio Moraes - Em todos os trabalhos que fiz na Record TV nunca houve interferência da direção da emissora na escolha dos meus colaboradores. Ocasionalmente, me foram sugeridos nomes de profissionais que estavam contratados e que eu incorporei numa boa, porque eram bons escritores. 

foto: reprodução

Bruna Lombardi e Tarcísio Meira
em cena de 'Roda de Fogo',
TV Globo - 1986/1987

Michel Luiz Castellar - Em 'Vidas Opostas', aliás, um de seus melhores trabalhos, o senhor criou um delegado torpe, de duas caras, que agredia a esposa e que fez o público odiá-lo. Em outro núcleo da história, outro grande e forte personagem, o Jackson, reinava na favela, um cenário que 'Vidas Opostas' ousou em mostrar como centro da trama, em uma época em que esse ambiente era meio evitado na teledramaturgia. Esses dois vilões marcaram a novela, igualmente, mocinhos de grande força. Como foi feita a pesquisa para compor essas personagens (vilões) e suas atitudes ao longo da trama? O senhor se inspirou em algum noticiário em particular?
Marcílio Moraes - Costumo trabalhar assim. Primeiro, tento criar as tramas básicas e os perfis aproximados dos personagens principais. Só depois parto para a pesquisa. Quer dizer, num primeiro momento, inventei a história com a minha imaginação e com o conhecimento que a vida, as minhas leituras e a minha experiência acumulou. Depois fui buscar pesquisas no ambiente social e no literário. Por exemplo, me inspirei numa peça do dramaturgo espanhol do século XVII, Lope de Vega, para armar todo o começo da trama. Mas, antes de tudo, como disse, crio a novela da minha cabeça. Assim, tenho mais segurança na hora de escrever, porque sei exatamente o que preciso buscar nas pesquisas para enriquecer minha história e meus personagens. 

TELENOVELA NO BRASIL

Antônio Costa
roteirista

As telenovelas brasileiras perderam seu rumo. O que vemos é uma tremenda "colcha de retalhos". Existe solução para isso?
Marcílio Moraes - Eu diria que as telenovelas brasileiras, com exceções, claro, estão seguindo o rumo do conformismo, da mesmice, daí a "colha de retalhos' a que você se refere e que eu, chamo a tendência a criar "genéricos de novelas", ou seja, esquecer qualquer pretensão à originalidade e buscar as fórmulas que ao longo do tempo deram certo, para repeti-las tantas vezes quantas o estômago aguentar. A responsabilidade por esta monotonia deve ser buscada no comando das empresas, nas exigências do mercado, nas distorções da indústria audiovisual brasileira ou lá onde seja, nunca nos escritores ou no público. Solução certamente existe, mas qualquer que seja, não será fácil. A primeira dificuldade é o excesso de telenovelas no ar. Surpreende que haja público para todas elas. Grades tão repetitivas, concentradas num gênero que já tende a ser repetitivo, abrem pouquíssimos espaços para a renovação, para o desafio da criatividade, para a polêmica, para o espírito crítico, etc. Um gigantesco círculo vicioso que nasce do comodismo e, pela enorme presença que a telenovela tem no Brasil, se espraia por todo o país. 

foto: reprodução

Marcelo Serrado como o 
delegado Nogueira,
e Ana Paula Tabalipa 
em cena de 'Vidas Opostas', 
Record TV - 2006/2007

Albinno Oliveira Grecco
ator

Como o senhor analisa as atuais novelas? O que mudou? O que precisa ser mudado?
Marcílio Moraes - Confesso que não tenho acompanhado as novelas. Dou apenas uma olhada de vez em quando para saber do que se trata. Este detalhe tem que ser abatido da minha opinião. O que vejo não me desperta muito interesse. Cenas, diálogos e situações muito previsíveis, excesso de sentimentalismo, nenhum verdadeiro desafio posto ao espectador. A meu ver, o que mudou é que a autoria vem sendo progressivamente relegada a segundo plano, em função dos resultados. É a autoria exclusivamente de resultados. Ao reduzir o papel predominante da visão específica, do estilo próprio de cada escritor e da preponderância deste, as telenovelas se apequenam. A saída óbvia é evitar o genérico e buscar o original. Como? Só os autores-roteiristas, criando e propondo histórias novas, com substância, tramas que dialoguem verdadeiramente com o público, podem revitalizar as telenovelas. Eles, os autores-roteiristas, e apenas eles. 

Carla Giffoni - Bem sei que ninguém tem bola de cristal, mas com sua experiência dramatúrgica de um autor de sucesso, como prevê que as novelas caminharão num futuro não tão distante? Será que recriaremos os folhetins fazendo uma história híbrida numa mistura de folhetim e seriado?
Marcílio Moraes - Tenho dito que, a meu ver, as novelas deixarão de ser tão predominantes na televisão brasileira. É absurda a quantidade de novelas hoje no ar. Virou um amontoado indistinto onde a qualidade fatalmente se perde. Ainda que surja uma novela excelente, fica muito difícil se distinguir no meio da geleia geral. Os seriados aparecem como novidade neste quadro. E realmente são. Nas séries se pode ter uma qualidade dramatúrgica muito mais apurada, se pode abordar temas mais instigantes, etc. O perigo é uma tentativa de "anovelar" as séries. Temo que a Globo e as demais emissoras caminhem por aí. Séries que vão se alongando e acabam funcionando como novelas. As novelas oferecem enormes vantagens financeiras para as empresas. Uma novela não são 100 ou 200 programas. É um programa que dura 200 dias, com o mesmo autor, o mesmo elenco, os mesmos técnicos, etc. A tendência, ao longo dos meses em que dura, é os custos irem baixarem e o faturamento aumentar. Quanto mais dura uma novela, mais dinheiro dá para a empresa. Essa é a dificuldade. Uma série, além de exigir mais apuro, dura dez, 15 dias, logo, fatura muito menos. 


Prêmios
Troféu Imprensa 2008 
Melhor Novela
Troféu APCA - 2008
(Associação Paulista de Críticos de Arte)
Melhor Ator - Marcelo Serrado
Melhor Atriz - Jussara Freire

CARREIRA

Warlen Pontes
jornalista

Por que escolheu ser novelista? 
Marcílio Moraes - Meu primeiro projeto era a literatura, tanto que estudei Letras. Mas acabei enveredando pelo teatro, porque percebi que tinha maior facilidade com o diálogo. Ganhei alguns prêmios com minhas peças na década de 1970 e tentei viver de teatro. Claro que não consegui. Só na década de 1980 é que resolvi tentar a televisão. 

Como surgiu o convite para escrever a primeira novela?
Marcílio Moraes - Como já disse, só na década de 1980, com quase 40 anos, é que tentei a televisão. Falei com um amigo que conhecia o Ferreira Gullar e ele nos apresentou. O Gullar trabalhava na Globo e passava por um momento especialmente difícil. Estava escrevendo uma minissérie com o Armando Costa, que morreu e o Gullar procurava alguém para ajudá-lo. Eu então mostrei minhas peças ao Gullar, ele leu, achou que eu tinha jeito e me convidou para terminar de escrever a série junto com ele. Foi meu primeiro contrato com a Globo. A série foi escrita, mas nunca chegou a ser produzida. Chamava-se "A Juíza'. Anos depois, usei essa personagem na novela 'Roda de Fogo', que escrevi com o Lauro César Muniz. Mas voltando à pergunta. Logo depois, a Globo resolveu produzir 'Roque Santeiro', do Dias Gomes, que tinha sido proibida anos antes, na ditadura. Então o Gullar me apresentou ao Dias, deve ter falado bem de mim, porque o Dias me convidou para colaborar na novela. Comecei esplendidamente bem, não é verdade?

foto: arquivo pessoal

Carla Giffoni - Você ainda guarda qualquer tipo de sentimento (como mágoa) pela TV Globo não ter lhe dado a oportunidade de ser titular numa obra? Existe alguma possibilidade, e interesse, em voltar à "Vênus Platinada"?
Marcílio Moraes - Mágoa? Creio que não. Mesmo porque, ao contrário do que você disse, fui titular em mais de uma novela da Globo. 'Sonho Meu', assinei sozinho e foi um grande sucesso; 'Mandala', assinei junto com o Dias Gomes; 'Mico Preto', assinei como primeiro nome junto a Leonor Bassères e o Euclides Marinho. O que poderia me incomodar é que minha participação em outras novelas que fiz na Globo foi maior do que os créditos que obtive, mas hoje isso se tornou irrelevante para mim. Na minha avaliação, eu não consegui gerir bem a minha carreira na Globo. Por exemplo, em 'Mico Preto', cuja história era minha e eu assinava como primeiro nome, perdi o controle da novela, por uma série de circunstâncias, incluindo a minha timidez e insegurança psicológica. Porque tão ou mais importante que escrever a novela é administrar o imenso empreendimento que ela é. Não tive o pulso necessário e a novela, 'Mico Preto', se perdeu, o que foi muito ruim para a minha carreira global. Eu não teria problemas em voltar para lá, sou um profissional e não me recusaria a trabalhar numa das maiores e melhores empresas de audiovisual do mundo. Mas acho que, do lado deles, a coisa não é tão simples. Eles são muito rígidos. Também não sinto falta da "Vênus Platinada". Costumo dizer que uma das poucas vantagens de estar fora da Globo é não ter a obrigação de reverenciá-la. E eu já me vali muito dessa vantagem. Talvez até tenha sido mais irreverente do que a prudência recomendaria. Mas que fique bem claro, posso ter sido irônico e crítico, mas nunca agressivo, nunca agi como inimigo da TV Globo. Apenas, é bom manter a liberdade de crítica. 

foto: arquivo pessoal

Warlen Pontes
jornalista

Qual foi a sua obra mais prazerosa de escrever?
Marcílio Moraes - Questão difícil. Considerando o conjunto, ou seja, a concepção, a escritura e a recepção, foi 'Vidas Opostas'. Porque eu parti de uma premissa bastante complexa, que era juntar numa telenovela a elite do Rio de Janeiro, favelados e traficantes, quer dizer, a ralé e os bacanas, e eu consegui bolar uma história eficaz e rica, do ponto de vista estético. Falou-se muito da violência retratada na novela e as pessoas se espantam quando eu digo que, na verdade, o tema da história era a delicadeza. Basta lembrar que o casal de protagonistas era formado por duas pessoas frágeis, delicadas, doces, indefesas. Foi muito bom ter escrito a novela. 

Se fosse colocar em uma galeria as melhores cenas que escreveu, quais cenas ganhariam destaque?
Marcílio Moraes - Muitas! Por exemplo, em 'Roda de Fogo', o encontro final do primeiro capítulo do Renato com o Pedro, em que se revela que são pai e filho, porque eram personagens fortes e ali estava toda a novela. A cena em que a Carolina põe fogo no orfanato, em 'Sonho Meu', pela inocência da personagem e as consequências que o ato provoca. A primeira noite do Fernando com a Aurélia, em 'Essas Mulheres', porque é uma cena clássica do José de Alencar. O primeiro capítulo de 'A Lei e o Crime', pelo vigor da ação. Etc, etc, etc. 

foto: reprodução

Milhem Cortaz, Gracindo Júnior
e Bernardo Falcone em cena
de 'Plano Alto', Record TV - 2014

Reescreveria alguma novela? Escreveria uma continuação de alguma de suas obras?
Marcílio Moraes - Reescrever? Não. Gosto de novos desafios. Continuação? De novela, acho que nenhuma, mas de séries adoraria dar continuidade a 'A Lei e o Crime', a 'Fora de Controle' e a 'Plano Alto' que, apesar do sucesso, tiveram as segundas temporadas abortadas. Uma lástima. 

Assista por trás das cenas
de 'A Lei e o Crime'


Para qual ator ou atriz, que ainda não trabalhou, gostaria de escrever uma personagem?
Marcílio Moraes - Geralmente, não escrevo pensando num ator ou atriz. Crio o personagem na minha cabeça e depois vou pensar no ator ou atriz que poderia desempenhá-lo. Há muitos atores e atrizes com quem gostaria de trabalhar. A Beth Goulart, por exemplo, para me restringir à Record TV, emissora em que estou. E muitos outros.

Poderia destacar alguns trabalhos e defini-los com uma frase ou uma palavra?
Marcílio Moraes - Uma palavrinha só? Acho que não. Vamos deixar essa pergunta de lado.

Aceitaria fazer uma adaptação de um texto bíblico?
Marcílio Moraes - A Bíblia é um manancial de histórias e personagens extraordinário. Eu gostaria de adaptar alguns textos bíblicos dentro de uma visão minha, não religiosa, explorando o potencial dramatúrgico das situações. Digo "visão não religiosa" não porque tenha restrições às religiões e sim porque não estou ligado nisso. Mas gosto das discussões teológicas, tanto que apresentei à Record TV a ideia de uma série sobre Martinho Lutero, um personagem riquíssimo. Já entreguei a sinopse e estou esperando a aprovação da emissora. Sei que o tema é controverso, polêmico, difícil, mas tem um potencial dramatúrgico enorme. E eu sou a pessoa ideal para escrever uma série dessas, porque gosto da discussão filosófica e, não sendo religioso, não tenho partis pris, ou seja, não tenho posição preconcebida. Esta é uma condição essencial para se escrever uma figura da magnitude histórica de Lutero. Conto com a aprovação da diretoria da Record TV. 

foto: reprodução

Vamos falar de 'Ribeirão do Tempo', que está de volta, de segunda a sexta, às 15h. Qual foi o ponto inicial para a construção de 'Ribeirão do Tempo'? Teve que mudar alguma coisa na sinopse ao longo da exibição dos 250 capítulos? 
Marcílio Moraes - Não sei exatamente como foi. Naquela época eu lia uma biografia do filósofo alemão Heidegger e estava com a questão do tempo na cabeça, o "rio do tempo", esses conceitos. Por outro lado, eu tinha vontade de escrever alguma coisa inspirada no escritor russo Dostoiévski, particularmente o romance "Os Demônios". E cultivava também preocupações ecológicas e ainda havia o gosto que sempre tive pelos esportes radicais. Além do desejo de falar sobre a política brasileira. Aí juntei isso tudo num caldo fino de ironia e criei 'Ribeirão do Tempo'. Não tive que mudar nada significativo da sinopse. O ribeirão fluiu muito bem por todos os 250 capítulos. 

foto: reprodução

Bianca Rinaldi e Caio Junqueira em cena
de 'Ribeirão do Tempo', Record TV
2010/2011

A reapresentação de 'Ribeirão' estreou com recorde de audiência e Ibope de horário nobre. Por que o senhor acha que depois de tanto tempo ela ainda faz tanto sucesso?
Marcílio Moraes - Ainda faz sucesso porque é uma boa novela e porque aposta na inteligência do espectador, foge do rame-rame habitual, além de discutir com bom humor a política brasileira. Digo que aposta na inteligência do público porque é uma história eivada de ironia, como já disse. E a ironia exige inteligência para ser percebida. Curiosamente, a crítica ou ignorou, maior parte, ou desvalorizou a novela. O que terá faltado aos críticos, é o caso a perguntar. Pelo que assisti, esses primeiros capítulos da reprise tiveram uma edição de meia hora espremidos entre um programa de variedades e outras duas novelas exibidas no tempo normal de uma hora. Apesar disto, 'Ribeirão' teve audiência superior às outras. Acredito que, para adiante, com capítulos de tempo normal, vai crescer na audiência e na aceitação. 

"Apresentei à Record TV a ideia de uma 
série sobre Martinho Lutero, 
um personagem riquíssimo. 
Já entreguei a sinopse e 
estou esperando a aprovação da emissora".

A seguir, confira a segunda parte da entrevista com perguntas de duas 'criaturas' do Marcílio Moraes, o ator Giuseppe Oristânio e a atriz Bianca Rinaldi, além de depoimentos especiais do produtor musical, Daniel Figueiredo, de Alexandre Avancini, diretor em 'Vidas Opostas' e 'A Lei e o Crime', do ator Marcelo Serrado e da atriz Maytê Piragibe.

Confira a SEGUNDA PARTE
da entrevista com


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