‘Mariana Godoy Entrevista’ debate a violência contra a mulher e o feminicídio

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foto: Divulgação RedeTV!

Mariana Godoy recebeu o filósofo
Mario Sergio Cortella e Nadine Gasman,
representante da ONU Mulheres Brasil


Na semana em que foi comemorado ‘O Dia Internacional da Mulher’, o ‘Mariana Godoy Entrevista’ da última sexta-feira (10) debateu a violência contra a mulher e o feminicídio. O filósofo Mario Sergio Cortella, a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, e a Coordenadora do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres do Ministério Público do Rio de Janeiro, Lúcia Iloízio, participaram da atração. Vítimas de episódios de violência, as assistentes sociais Leni Ferreira Lemes e Giselle Paulino também estiveram no palco e compartilharam suas histórias. 

Machismo
Iniciando a conversa abordando a questão do machismo, Mario Sergio Cortella foi enfático: “O Brasil ainda é um país machista, mas o mais importante é que a gente entenda esse ainda, porque se a gente imaginar que é só uma afirmação, e assumirmos essa derrota, continuaremos sendo. Não devemos ser e não seremos”.  O filósofo também deu sua definição sobre o machismo. “O machismo pressupõe que o homem é superior à mulher, o feminismo defende a igualdade entre os sexos (…) Machismo não é o contrário de feminismo, o contrário de machismo é inteligência”. 

Ainda sobre o assunto, segundo  Lúcia Iloízio, o Brasil é um país violento, com um número expressivo de homicídios, o que não é diferente para as mulheres. “O medo impede a mulher de denunciar e buscar ajuda”. 

“A violência contra a mulher atinge todas as classes sociais, religiões”, defendeu Nadine Gasman, porta-voz da ONU Mulheres, que destacou a importância das mulheres vítimas de violência sentirem-se acolhidas pelas políticas públicas. Gasman também citou o ciúme como um dos principais sinais de violência contra a mulher. “Amor não é sofrimento, amor não é controle”, ponderou. 

Pobreza cultural
Cortella também chamou a atenção para o fato de que a “pobreza cultural” explica o machismo e comparou a postura da sociedade brasileira em relação a outros países do mundo. “Não há dúvidas de que a escola tem um papel fundamental nisso”. 

Questionada por Mariana Godoy a respeito de que maneira as políticas públicas poderiam ser ampliadas, Lúcia Iloízio afirmou: “Investimento maior, capacitação e uma capilaridade maior também, para que o serviço de saúde possa dar as primeiras orientações quando percebida uma situação de abuso”. 

Encerrando a atração com considerações dos convidados, a representante da ONU Mulheres fez questão de destacar: “a violência contra a mulher nunca é culpa da vítima”. 

O ‘Mariana Godoy Entrevista’ vai ao ar toda sexta-feira, às 22h45, pela RedeTV!
Assista ao programa


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