sábado, 3 de junho de 2017

Mariana Godoy recebe o empresário Oscar Maroni e os cantores Pedro Misse e Vanessa Jackson


foto: Divulgação +RedeTv! 

"O Brasil para mim é uma empresa 
que precisa ser bem administrada", 
afirma Oscar Maroni ao falar 
sobre candidatura à presidência

O Mariana Godoy Entrevista desta sexta feira (2) recebeu o empresário Oscar Maroni, o cantor e compositor Pedro Misse e a cantora Vanessa Jackson.

Misse, uma jovem promessa do rock nacional, abriu o Mariana Godoy Entrevista com uma música que, apesar de ter cerca de 30 anos, segue muito atual, ‘O Tempo Não Para’, de Cazuza.

Antes de cantar o single 'Perto do Fim', que está tocando nas rádios do país, o cantor falou sobre a canção: "É uma música que fala de recomeço, de você esquecer de um momento ruim e ir para uma experiência nova, de repente melhor". O artista anunciou para os próximos meses o lançamento de um EP, que terá, além do single, outras seis faixas.

Ao ser questionado se prefere compor, tocar ou cantar, ele não ficou em cima do muro: "Eu gosto mais de tocar, escrever é uma coisa que às vezes eu tenho que me forçar um pouco, às vezes não vem o que eu quero escrever, de repente vem de uma vez só, mas tocar é o que eu mais gosto desde sempre. Acho que quando eu me lembro por gente eu já estava tocando".

Depois da música de Pedro Misse, foi a vez de Oscar Maroni revelar se sua intenção de se candidatar à presidência da República é séria. Perguntado se o amor ao Brasil fez com que ele tomasse essa decisão, ele disse: "Também".

Bahamas Motel Club
Oscar Maroni é proprietário de uma casa muito conhecida em São Paulo, o Bahamas Hotel Club que, segundo as palavras do empresário, "é um estabelecimento que existe há 27 anos na noite paulistana. É uma atividade lícita, que algumas pessoas desonestas tentaram desmoralizar minha pessoa e meu estabelecimento. Eu inventei um produto novo, que é um hotel, que dentro tem uma boate, um balneário, um restaurante frequentado por homens, mulheres, casais liberais e profissionais do sexo, como existe no mundo todo".

Gilberto Kassab
O empresário se disse perseguido pela administração do ex-prefeito Gilberto Kassab: "No meu caso, fui fruto muitas vezes de muita perseguição, por um ex-prefeito mal-intencionado que queria se promover. Ganhei todos os processos na justiça, sem exceção, a justiça me deu esse livre direito de exercer a atividade e está lá, Bahamas Hotel Club, em pleno funcionamento há mais de três anos".

O empresário construiu, ao lado do Bahamas, um hotel que ficou anos embargado porque, supostamente, a altura do imóvel prejudicaria o tráfego de aviões que acessam o aeroporto de Congonhas, que fica na capital paulista. Ele se defendeu desse embargo: "O que ocorreu é o seguinte, o prefeito de São Paulo na época era o senhor Gilberto Kassab, estava vice do Serra, e saindo à campanha como prefeito. Através da história, essas posturas moralistas são muito curiosas na época da política. O secretário dele, Orlando Almeida, assoprou para ele que poderia provocar um assunto interessante na mídia, com conotação política, que meu hotel colocaria em risco as aeronaves e disse que iria fechar meu hotel em cinco dias, isso é documental". Orlando Almeida foi secretário de Habitação durante a gestão Kassab.

Oscar Maroni reclamou dos problemas financeiros causados pelo que ele classificou como 'perseguição' do ex-prefeito de São Paulo: "Eu passei oito anos da minha vida com o Bahamas fechado e o Oscar's Hotel lacrado". Ele fez questão de observar que possui outros negócios: "Se fala muito do Maroni em relação ao Bahamas Club porque vende mais, para mim é interessante esse marketing, essa publicidade, não tenho nenhum preconceito, sou um psicólogo, acho o sexo bom, gostoso e saudável e a justiça decidiu que minha atividade é lícita, então eu jogo o meu marketing e a minha publicidade em cima disso". Ele frisou: "Eu tenho cinco empresas".

Com relação ao embargo do hotel, ele contou que entrou com uma documentação na Aeronáutica, que analisou a construção e atestou que não oferecia risco às aeronaves. Maroni explicou que recebeu um documento que atesta a segurança: "Meu hotel não coloca em risco nenhuma aeronave".

O empresário contou que chegou a pensar em suicídio ao ver suas empresas desestruturadas. Ele revelou que o hotel teve um investimento de R$ 80 milhões e disparou: "Eu fui fruto de uma injustiça e de um ato covarde provocado por senhor Gilberto Kassab, assumo a responsabilidade do que estou falando aqui documentalmente, Orlando Almeida e o seu filho. Os três estão respondendo agora pela Lava Jato. Orlando Almeida e seu filho, não sou eu que falo, está na imprensa, vendiam alvarás, isso na época me dificultou muito".

Maroni ainda relatou uma situação que teria envolvido o ex-titular da Habitação na cidade de São Paulo: "Esse homem ameaçou de me bater fisicamente". O empresário debochou da situação: "Eu tenho dez anos de boxe, mandei até ele por um capacete, porque poderia se machucar".

Ao ser perguntado se tem mesmo a intenção de se candidatar à presidência da República, Oscar Maroni foi direto: "Isso é sério". Ele prosseguiu: "Tudo em que pus a mão como empresário foi sucesso e é sucesso". Questionado se isso o credenciaria para presidir o país, ele foi firme: "Eu acho que isso me credencia para ser presidente da República, porque o que são países? É a somatória de empresas, que nós trocamos produtos e serviços". Ele aproveitou para criticar o cenário atual do país: "O que são os nossos políticos? Nos roubam, não nos dão o que eles prometem, que é saúde, educação, transporte, infraestrutura. Hoje nós estamos indo para 14 milhões de desempregados, olha os escândalos que estão acontecendo, olhas as barbaridades de nossa política". Ele foi além: "Quem são os homens sérios da nossa política brasileira? Quer começar? Nosso governador do estado de São Paulo está envolvido na Lava Jato. Governador de Minas Gerais, Senador da República dos estados do Brasil está envolvido na Lava Jato, o senhor Aécio, presidente da Câmara dos Deputados Federais, o Cunha, na cadeia".

Antes de dizer o que faria se fosse eleito, ele fez uma pergunta, que ele mesmo respondeu: "Quem são os nossos presidentes? Dilma Rousseff, que diz que era economista, dizem que ela quebrou uma loja de R$ 1,99. Depois quem nós temos, o Lula sem o dedinho. Quem era? Um sindicalista." Ele falou sobre a quantidade de sindicatos no país e criticou: "É todo mundo mamando nessa teta do Brasil". E foi além: "O Brasil para mim é uma empresa que precisa ser bem administrada e eu considero que político não tem competência para isso, ou tem, para roubar o dinheiro do brasileiro".

Ele foi questionado sobre qual seria o partido por que concorreria: "Estou com quatro propostas de partidos, mas não quero soltar isso agora, essa campanha vai acontecendo gradativamente, mas ao mesmo tempo eu quero ver a opinião pública, até hoje a opinião pública está favorável".

Maroni garantiu não ter medo de ser eleito: "Eu teria um grande prazer. Eu falei várias vezes, eu sou um empresário bem-sucedido". Ele ainda brincou com um de seus ramos de atividade: "Acho que vai ser a primeira vez que um presidente vai ter várias primeiras-damas".

Em mais uma crítica pesada a economistas e à classe política do país, Oscar Maroni se exaltou: "Nossos políticos, até agora, só fizeram merda no nosso país". Ele questionou: "Por que não somos uma Austrália? Por que não somos um Canadá? Por que não somos Estados Unidos? Não me venha com esse papo que o povo não sabe votar." Ele opinou: "Nós não temos políticos competentes e capazes de administrar nosso país. Nós não tempos partidos políticos, assumo o que estou falando, nós não temos partidos políticos, nós temos verdadeiras facções".

Maroni disse o que faria caso fosse eleito: "Meu primeiro projeto como presidente seria o seguinte: ministros do STF, eu acho que vocês têm que acordar mais cedo. Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, acordem mais cedo e trabalhem pelo menos 11 meses por ano, que nem o brasileiro faz. Nós estamos precisando em primeiro lugar de justiça".

Antes que Oscar Maroni continuasse a falar sobre sua possível candidatura à presidência da República, Pedro Misse apresentou a canção 'Pra Poder esquecer'.

foto: Divulgação +RedeTv! 

O cantor e compositor
Pedro Misse

Retomando a palavra, Oscar Maroni ouviu as opiniões de internautas e falou sobre Jair Bolsonaro. "Eu o conheci pessoalmente aqui no programa da Luciana Gimenez". Ele foi adiante: "O Jair Bolsonaro tem posturas que eu considero extremas e eu acho que o Brasil está precisando desses extremistas, mas ele tem algumas posturas, por exemplo, que eu discordo, em relação ao homossexualismo, que é uma opção de cada um. Agora ele já alega que não é contra homossexual, mas sim contra a cartilha que o PT fez. Eu acho que ele tem coisas boas, mas não sei se seria o ideal".

Bolsa Família
Ao ser perguntado sobre programas sociais, como o Bolsa Família, Oscar Maroni não ficou em cima do muro: "Eu vou ser agressivo no que eu vou falar agora. No Brasil nós estamos cheios de cafetões. Nós temos os cafetões de pobre, que são os políticos que prometem tudo, ganham as eleições e depois nem mais aparecem com esses brasileiros necessitados. Bolsa-família, emprego, isso pra mim é uma forma de enganar o pobre, enrolar".

CLT
Em uma opinião ainda mais polêmica, Oscar Maroni criticou a Consolidação das Leis do Trabalho: "Suspenda a CLT, acabem com a CLT. Os Estados Unidos não têm CLT, Inglaterra não tem carteira de trabalho. O inglês e o americano ganham oito vezes mais que o brasileiro. Ele pega seu dinheiro e vai comprar sua casa, faz o seu plano de saúde. Aqui no Brasil explora-se essa desgraça do brasileiro prometendo a Bolsa Família, prometendo a Minha Casa, Minha Vida, prometendo isso tudo e vira isso que está aí." Ele finalizou: "Aquilo é um grande cancro paro o povo, as leis trabalhistas". Oscar Maroni também disse que os empregos públicos têm que acabar.

Reformas Trabalhista
e da Previdência
O entrevistado se disse favorável às reformas trabalhista e da Previdência: "Eu sou a favor e isso é mais uma demonstração do roubo que tiveram com o dinheiro do brasileiro". Questionado se cobraria dívidas das grandes empresas e dos bancos com o INSS, o empresário considerou: "Eu cobraria as dívidas, daria condições para pagar, mas a minha base política é feita baseada na iniciativa privada, eu não acredito no estado, o estado no Brasil cresceu muito para nos roubar muito".

Oscar Maroni encerrou sua participação no programa falando sobre sua biografia, ‘O Colecionador de Emoções’, recém-lançada.

A terceira convidada do Mariana Godoy Entrevista foi a cantora Vanessa Jackson, que traz a São Paulo um show dedicado às grandes divas negras da música. A cantora começou sua participação cantando o hit ‘The Greatest Love of All’, da inesquecível Whitney Houston.

foto: Divulgação +RedeTv! 

A cantora Vanessa Jackson

Depois de cantar, ela falou sobre o espetáculo 'Black Divas' e apresentou algumas das grandes estrelas da música que interpreta no show: "Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin, Whitney Houston, Diana Ross, Beyoncé, Alicia Keys, Nina Simone, são 33". Vanessa Jackson detalhou o espetáculo: "Esse projeto é só para as black divas americanas e eu vou desde 1950 até 2010".

Cantando de forma impecável em inglês, ela explicou que estudou o idioma: "Eu fiz uma época da vida, porque depois que eu fiz o conservatório Beethoven, que minha formação é lírica, eu entrei numa banda chamada The Big Jam Band, onde eu era crooner. Eu tinha só 13 anos e a minha primeira casa foi o Bourbon Street, aqui em São Paulo, uma semana antes do Ray Charles, e aí eu fiz inglês porque eu tinha que cantar só covers de músicas americanas, flashbacks".

Vanessa Jackson fez uma revelação: "O meu repertório é 90% em inglês, só que o mais engraçado é que o que eu mais amo cantar em casa é bossa nova, que é baixinho e sem vibrato".

A cantora explicou como surgiu o nome artístico: "Na escola eu cantava muito. Estava passando aquele seriado dos Jackson's Five e eu cantava tudo dos Jacksons na hora do recreio. As pessoas começaram a me chamar  de Jackson, Jackson e aí quando eu entrei na Big Jam as pessoas falavam 'tem a Vanessa Nunes e ela vai ser quem?' e eu falei 'na escola me chamam de Vanessa Jackson', então eu queria ser a Vanessa Jackson".

Vanessa explicou que o projeto das divas dará origem a um DVD internacional: "Vai ter a participação especial do Rodrigo Teaser, que faz o Michael Jackson. Ele foi escolhido pelo próprio Michael Jackson como cover oficial da América Latina e tem a participação especial do meu filho, Rodrigo Jay também, que canta, ele tem dez anos". Os três filhos da artista estudam música.

Revelada para o Brasil no reality show Fama, em 2002, ela fez uma contagem admirável: "Eu estava fazendo as contas, de realities assim eu já ganhei sete".

Questionada sobre qual das divas a deixa mais à vontade, ela não pensou duas vezes: "Acho que é a Whitney, não tem como, é timbre".

A cantora se apresentará no dia 12 de junho no Teatro Santander do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo e encerrou sua participação no Mariana Godoy Entrevista cantando mais um hit, 'Un-Break My Heart'.



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