Descoberta pode revolucionar tratamento do Autismo

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descoberta pode revolucionar o tratamento do autismo
foto reprodução

Descoberta foi realizada no Laboratório do Dr. Alysson Muotri, na Califórnia, em colaboração com a Universidade de São Paulo

Uma descoberta de cientistas brasileiros pode revolucionar o tratamento do Autismo. Eles conseguiram – em laboratório -, reativar neurônios de pacientes que têm o transtorno. 

Uma pesquisa realizada no Laboratório do Dr. Alysson Muotri, na Califórnia, em colaboração com a USP (Universidade de São Paulo), que acaba de ser aprovada internacionalmente, pode dar esperanças a muitas famílias que convivem com o autismo. 

Os cientistas descobriram que a raiz do transtorno pode ser o astrócito, uma célula que serve de apoio para o bom funcionamento dos neurônios. 

Descoberta

Segundo a Dra. Patrícia Beltrão Braga (responsável pela pesquisa), o astrócito é uma célula que dá uma “mãozinha” para uma célula do sistema sanguíneo, um vaso sanguíneo e a outra “mãozinha” para um neurônio. É como se fosse uma ponte para um neurônio se alimentar, para o que ele tem que fazer. Na hora que a gente olhou essa célula, a gente percebeu que – na verdade – o problema é o astrócito, não o neurônio; se a gente olhar só para o neurônio, se quiser consertar só o neurônio, não vai funcionar.

Testes

Em testes in vitro os cientistas usaram astrócitos de pessoas saudáveis e implantaram em células cerebrais extraídas de indivíduos com autismo, e conseguiram reativar o funcionamento dos neurônios. O tratamento pode estar disponível para uso em pacientes no prazo de dois anos. 

Da Califórnia

Direto da Califórnia para o TV a Bordo, o Dr. Alysson Muotri acrescentou: “Usando células da polpa de dente de autistas brasileiros, reconstruímos um modelo de neuroinflamamação. Neurônios autistas conseguiram recuperar o número de sinapses reduzidas ao serem cultivados junto a astrócitos derivados de não-autistas. Esse modelo de interação entre as duas células do cérebro mostra que: 1) Neurônios autistas são plásticos e conseguem reverter seus defeitos quando estão no ambiente ideal; 2) Pode-se testar novos medicamentos que auxiliem nesse subtipo de autismo. Estamos agora interessados em descobrir se existe uma assinatura genômica que indique quais são os autistas com neuroinflamação inata”.

Fonte: reprodução de matéria exibida no ‘Jornal da Band’

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