Amilcar Neto, Özil: “As pessoas têm consumido muito mais o futebol americano brasileiro, e isso só tende a crescer.”

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Entrevista Amilcar Neto, Özil

Özil
Alexia Faria / Santos Tsunami

O crescimento do número de simpatizantes e praticantes de Futebol Americano no Brasil tem chamado atenção da mídia esportiva brasileira e mundial.  O crescimento é tão exponencial, que uma empresa brasileira lançou o primeiro aplicativo de seletivas e avaliações de futebol americano no mundo. O aplicativo auxilia as equipes na organização de seletivas e descobertas de habilidades nos atletas.

Os atletas brasileiros têm conquistado seu espaço também na mídia internacional. Destaque internacional para o Kicker do Santos TsunamiAmilcar Neto, mais conhecido como Özil, que quebrou o recorde de alcance em um chute de 56 jardas na temporada 2017.

Entrevistamos o atleta, que falou sobre seu início, o cenário da base do futebol americano e como foi a última temporada, entre outros assuntos.

Amilcar Neto, Özil

TV a Bordo Esporte: O Futebol Americano é uma paixão de infância?

Özil: Desde pequeno queria ser jogador de soccer, o futebol da bola redonda. Rodei por alguns times bem pequenos e acabei com 18 anos indo pra faculdade. Comecei a acompanhar o futebol americano pela TV em 2012, mas com mais frequência em 2014. Desde então, admirei muito os kickers, por chutar aquela bola oval, na época, estranha para mim.

TV a Bordo Esporte: Como foi o seu começo no mundo do Futebol Americano?

Özil: Em janeiro de 2016 eu resolvi fazer o Tryout do Santos como Kicker, treinei uma ou duas vezes antes e fui. Acabei passando e, em pouco tempo, tomei conta da posição e desde então não saí mais. Fui em dois Camps do Cairo Santos, único brasileiro que joga na NFL, e isso me trouxe um ganho imensurável. Depois do primeiro Camp dele eu evolui muito e busco isso até hoje.

Özil
foto reprodução

TV a Bordo Esporte: Muita coisa mudou de lá para cá?

Özil: O FA no Brasil cresce absurdamente. Cada dia mais tem novos adeptos, o nível técnico e físico está gigante. Estamos começando a exportar atletas para campeonatos fortes na Europa. Vejo as equipes estruturadas, campeonatos se fortalecendo e os patrocínios cada vez mais perto. As pessoas têm consumido muito mais o futebol americano brasileiro, e isso só tende a crescer.

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TV a Bordo: O que ainda falta melhorar?

Özil: Na minha opinião, o que precisa mudar é a mentalidade de treinos, de jogadores. Estruturar um campeonato estadual e nacional é outro ponto. O Brasil é gigante e temos talentos em muitas partes. Investir na base e captar recursos através de patrocinadores é uma boa também.

Özil
foto reprodução

TV a Bordo Esporte: E como foi a temporada de 2017?

Özil: O ano de 2017, em particular, foi maravilhoso pra mim. Consegui três premiações individuais (“Revelação Tsunami 2016”, “Extra-Campo Tsunami 2016” e “Destaque Tsunami SPFL 2016”), fechei o patrocínio com a Combine Brasil e outras empresas ligadas a ela, como a Talent​ Export Brasil e a PR10 Comunicação (que faz minha assessoria). Acertei o chute mais longo da minha carreira em jogo, de 56 jardas, e foi memorável! Acertei vários onsides kick, fiz uma temporada belíssima, sendo até cogitado para servir a seleção brasileira, e no fim de dezembro acabei sendo eleito o 2º Melhor kicker do Brasil.

TV a Bordo Esporte: Então, 2018 promete?

Özil: Esse ano eu pretendo melhorar ainda mais. Estamos treinando muito para que isso aconteça. Os treinos com o time voltam dia 13 de janeiro e estamos focados para a SPFL que vem forte (referente ao campeonato paulista).

TV a Bordo: Para encerrar, como surgiu o apelido de Özil?

Özil: O apelido Özil é pela semelhança física mesmo com o Mesut Özil, jogador da Alemanha. Desde 2012 que eu sou chamado assim pelas pessoas, e com a fama dele, isso só vem crescendo. Acho legal o apelido, é bem parecido mesmo.

por Fabiano Guedes

Matéria em parceria com PR10 Comunicação

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