Pedro Vinícius: “O desconhecido está lá para nós conquistarmos, não para temer.”

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Pedro Vinícius faz CHECK-IN no TV a Bordo

Pedro Vinícius
foto Raquel Cunha

por Warlen Pontes

A trama escrita por Patrícia Moretzsohn, com direção artística de Natalia Grimberg,   ‘Malhação – Vidas Brasileiras’, estreia dia 7 de março e vai contar com um time de 17 atores e atrizes, que participaram de um processo seletivo em que reuniu mais de 500 jovens de várias regiões do Brasil.

O portal TV a Bordo exibe, desde o dia 5 de fevereiro, uma série de matérias exclusivas com os novos talentos da novela teen. Já participaram os atores Daniel Rangel (5/2), Gabriel Contente (7/2), Leonardo Bittencourt (9/2), Joana Borges (12/2), Pally Siqueira (13/2), Yara Charry (14/2), Tom Karabachian (15/2), Rayssa Bratillieri (16/2), Luellem de Castro (19/2), André Luiz Frambach (20/2) e Gabriel Fuentes (21/2). Hoje, é a vez de Pedro Vinícius, que vai interpretar o Michel Müller.

Pedro Vinícius é paraibano e vai contar, entre outras coisas, sobre o seu personagem, o processo de construção, a “troca de figurinhas” com o elenco veterano, além de ensinar ótimas técnicas para memorização.

Com vocês, Pedro Vinícius:

Personagem

Minha personagem é o Michael Müller. Ele tem 15 anos e será um dos bolsistas do Colégio Sapiência. Ele se dá bem com todo mundo. É muito extrovertido e tem um astral maravilhoso. Uma coisa que eu, enquanto Pedro, acho excepcional nele, é a forma que ele se porta no mundo e, como ele, com tão pouca idade, já se conhece tanto. Soa esquisito falar “tão pouca idade”, afinal, a distância do Pedro para o Michael são apenas de três anos. No entanto, em três anos, a sua cabeça muda muito, e eu percebo isso justamente porque os meus 15 não estão muito longe. Eu gostaria de que, com 15 anos, eu me conhecesse tão bem quanto o Michael, tanto em questões sociais quanto em termos de singularidade. Ele carrega consigo uma gama intensa de representatividade, pois não traz os estereótipos do adolescente que está em dúvida acerca da sua sexualidade, pois isso não é mais uma realidade. Nós, jovens, sabemos exatamente quem somos desde muito pequenos, nós não explicitamos porque temos medo do mundo, e o Michael, com seus 15 anos, não tem esse medo.

Processo de construção do Michel Müller

Desde quando houve a seleção do elenco, começamos o processo de preparação para as personagens — apesar de sentir que essa preparação começou desde agosto, quando fazíamos os testes e afins. Esse preparo tinha como objetivo nos fazer ter novamente 15 anos de idade, já que essa será a faixa etária do elenco jovem. Cristina Moura, a nossa preparadora, nos instruiu por meio de jogos teatrais e trabalhos de corpo, privilegiando muito o contato com o outro, a relação do encontro e da troca de olhares. Leveza e jovialidade são palavras chaves para que nós arquitetássemos os personagens que compõem a ‘Malhação: Vidas Brasileiras’.

Relação com os veteranos e a “troca de figurinhas”

Eu faço parte do núcleo dos bolsistas, da ONG e da banda. O elenco veterano é maravilhoso. Tivemos contato inicial durante a preparação com eles e isso ajudou muito para que criássemos um vínculo interessante e, que, com certeza, refletirá ao longo da novela. Foi muito importante que eles tivessem um contato prévio conosco do elenco jovem, até porque a experiência é um fator impreterível para formação do ator, e nada melhor do que escutar aqueles que já possuem bagagem para passar adiante. Então, como estamos em constante aprendizado, conversar é a melhor forma de adquirir conhecimento. Sendo assim, nos horários livres, seja de intervalo, de almoço ou de espera para a próxima cena, é hora de “trocar figurinhas”. 

Técnica para decorar o texto

A técnica que melhor serve para mim na memorização de texto é falar em voz alta e até gritar o texto. Também falo bastante comigo, como se eu estivesse passando as instruções do que fazer, como quando erro texto; lembro que errei e falo “Pedro não é assim, é assado.”, entende? Não tenho dificuldade em decorar textos, inclusive, adoro decorar as coisas, até para fazer uso cotidiano daquilo. Decorar um trecho de um livro e falar para alguém, seja num momento bom ou não, é um bom uso do ato de decorar textos. Além do mais, desde criança, eu decorava os meus filmes favoritos, principalmente, pela repetição; ver o filme tantas vezes fazia com que aquelas falas ficassem fixas na minha cabeça, e aí eu saía pela casa falando todas as linhas de texto dos filmes e desenhos que eu assistia.

Emoção na hora de interpretar

Eu amo atuar. E mesmo quando bate um nervosismo absurdo no corpo todo, na hora que tem que entrar em cena — ou em quadro, como é o caso — alguma coisa acontece e tudo flui, o nervosismo se esvai. A emoção, portanto, está diretamente ligada ao processo interpretativo. Desde o processo decorativo, como gritar, por exemplo, até a cena que o indivíduo está se esbaforindo de choro, risada ou ódio. A emoção, enquanto nervosismo, é tão importante como quanto àquela ligada ao que é cênico, ao que emociona, e que pode ser desde um ato heroico extravagante, como um gesto minimalista. A emoção, por fim, perpassa todo o processo cênico, uma vez que ela está inerente à atuação.

Uma hashtag para o Michel Müller

Seria algo exagerado, que fosse imediatamente associado ao arco-íris e às performances extravagantes que estão inseridas no meio LGBTQ+.   #TodasAsMichaeletesFiníssimas ou algo do gênero.

Expectativa para a estreia

A expectativa está altíssima. Estou muito animado para ver como está ficando tudo o que estamos preparando, quero ver a transformação do texto escrito para o texto falado, bem como o resultado da composição entre cenário, figurino e luz em quadro. Quero perceber e lembrar da marca acertada para a filmagem daquela respectiva cena e entender a razão daquilo. Em termos de expectativa mesmo, por ser este o meu primeiro trabalho, estou ansiosíssimo para aprender e entender esse produto que, de fora, parece ser fácil e, na realidade, é muito mais complexo do que parece ser. 

Convite para a galera assistir à “Malhação: Vidas Brasileiras”

Brasileires, brasileiras e brasileiros, convido-os a acompanhar as nossas histórias cotidianas, que perpassam desde os perrengues do dia a dia, até as mais fartas das alegrias. Convido-os a habitarem o lugar do outro, entrar em contato conosco e nos entenderem. Entender a nossa singularidade, o nosso _ser único_, afinal, além de muitos, também somos filhos de muitos outros. A nossa individualidade compõe a identidade desse nosso país, e, por isso, aguardo todos que puderam ler a este convite de olho na telinha, acompanhando Malhação: Vidas Brasileiras, que está incrível.

Frase que norteia a sua vida

The unknown is there for us to conquer, not to fear.  [O desconhecido está lá para nós conquistarmos, não para temer.]. Essa foi a pergunta mais difícil dessa lista. É uma frase de um filme que ainda estreará, o nome é PleaseStand By

Pedro Vinícius Moreira Barbosa da Silva nasceu no dia 21 de outubro de 1999, em João Pessoa – PB. 

Pedro Vinícius
foto arquivo pessoal

Sobre a foto

Esse foi meu primeiro ensaio fotográfico, e fiz as fotos com uma das minhas melhores amigas, Clara Guedes Teixeira. Ela também é nascida em João Pessoa, mas atualmente mora em Belém, Pará. Conheci-a na escola que fiz ensino médio, a Escola SESC de Ensino Médio, uma escola residência de ensino integral cujo processo seletivo anual abre para jovens de todo o Brasil que buscam uma bolsa para estudar. Do Rio, esse é meu lugar favorito, lá aprendi e vivi muita coisa, bem como encontrei pessoas que jamais esquecerei, amigos que estarão para sempre comigo, senão fisicamente — já que o Brasil é esse país continental — com certeza em mente, sempre em mente. 

Pedro Vinícius

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