‘O Inevitável Tempo das Coisas’ estreia no Teatro Sérgio Cardoso

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 ‘O Inevitável Tempo das Coisas’
Pela primeira vez sozinhos em cena, Natallia Rodrigues e Pedro Henrique Moutinho encenam peça que propõe uma viagem no tempo através de um estado alterado de consciência em que é possível experimentar o passado e o futuro
O inevitável tempo das coisas
foto Divulgação Morente Forte

De Wagner D´Avilla
Direção José Roberto Jardim

Não é um texto sobre amor
É o que se constrói e destrói na ausência dele

A trama

Uma história de amor é apresentada em espaços atemporais desafiando as possibilidades de um tempo linear. A sobreposição de realidades assombra os personagens que buscam felicidade a dois. Em um espaço confinado o casal se debate num fluxo de memórias, projeções e novas chances para lidar com seus traumas e anseios.

 
O Espetáculo

Neste espetáculo de suspense psicológico, escrito por Wagner D’Avilla, dois desconhecidos sentem uma forte atração a partir de um Déjà Vu. Os desdobramentos desse encontro revelam os percalços de uma relação construída e desconstruída ao longo de anos. Os eventos desafiam a ideia de um tempo fixo, estático e imutável. Uma distopia futurista e sombria onde as possibilidades se multiplicam, contradizem e se sobrepõe. Com encenação de José Roberto Jardim esta peça amplia ainda mais as possibilidades de leitura, contrapondo o que é real, ilusão ou memória. A montagem ganha ainda mais potência com a videoinstalação, criada pelo premiado Coletivo BijaRi, que gera uma cenografia única dentro do Espaço Porão do Teatro Sérgio Cardoso, com apresentações às terças, quartas e quintas.

 
O Inevitável Tempo das Coisas

Em O Inevitável Tempo das Coisas uma história de amor é apresentada através de um caleidoscópio de recortes do passado, presente e futuro da vida de um casal. Uma mulher conhece por acaso um homem. Os dois sentem uma enorme atração e a partir desse momento os reencontros serão inevitáveis. Um caso que começa. Uma fuga covarde. A união, a filha, a traição, o acidente, a morte, o recomeço. O que é real? O que é projeção ou lembrança? O que é possível e o que deve ser simplesmente aceito. Como seria nossa vida hoje se algo do passado tivesse acontecido de maneira diferente? Como será o futuro? Trará a redenção ou estamos condenados a falhar e falhar repetidamente? Essas são as grandes questões que assombram os personagens desse espetáculo.

 
Com a palavra o autor

O autor Wagner D’Avilla conta que “uma frase quase popular dita por muitos de nós sem muita importância ao longo da vida foi o que me inspirou a escrever esse texto. ‘Tudo é uma questão de tempo’. Somos fascinados pelo tempo que é o grande condutor de nossa vida. Quantos de nós já não se perguntaram: e se pudéssemos voltar no tempo e mudar algo? Ou uma consulta aos astros, a cartomantes ou aos orixás para prever o futuro?”, comenta.
 
Neste espetáculo cabe ao público decidir o que é real ou não. Ou será que tudo é possível em um universo de realidades sobrepostas? O texto de D’Avilla foi inspirado em estudos de pesquisadores e suas teorias sobre o tempo. Entre eles, o pesquisador Philippe Verduyn, que conseguiu mensurar a duração de cada tipo de emoção humana, até o sociólogo e futurista Dr. Chet Snow, pioneiro em muitos campos da metafísica e que comprova a viagem no tempo através da regressão ou progressão de memória. “Propus uma guerra entre o discurso romântico e a ciência, entre a astrofísica e a espiritualidade, entre realidade e a memória. Um quebra-cabeça entre universos paralelos que aos poucos se encaixam disfarçados de destino”, continua o autor.
 
Sobre o elenco, o autor declara: “Escrevi este texto especialmente para Pedro e Natallia. Sou fã dos dois e pude os acompanhar em diferentes trabalhos. Quis propor algo novo que os provocasse como artistas e os levasse “literalmente” em uma viagem ao desconhecido”.

 
Natallia Rodrigues e Pedro Henrique Moutinho

Antes de serem um casal, Natallia Rodrigues e Pedro Henrique Moutinho, se descobriram grandes parceiros artísticos. Os dois se conheceram atuando no espetáculo Divórcio! dirigido por Otávio Martins e depois voltaram a atuar juntos na peça Jogo Aberto dirigida por Isser Korik. Entretanto essa é a primeira vez que os dois estão sozinhos em cena. “A admiração mútua é um dos pilares da nossa união. E a cumplicidade que construímos em nossa vida privada nos fortalece no trabalho. A realização de uma obra de arte em conjunto é certamente uma conquista familiar, parte do nosso projeto de vida a dois e motivo de muita felicidade,” diz Pedro sobre trabalhar com a amada neste espetáculo.
 
Com este trabalho, José Roberto Jardim busca não só dirigir seus grandes amigos há mais de uma década e meia, Natallia e Pedro, mas como também assinar sua próxima obra teatral depois do seu premiado espetáculo Adeus, Palhaços Mortos.
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Com este texto de Wagner D’Avilla, somado à cumplicidade e talento do casal protagonista, Jardim inicia sua encenação perseguindo pontos que são caros em sua pesquisa cênica, como a fragmentação narrativa, as partituras cênicas rigorosas e os deslocamentos vocais com suas exposições psicológicas. Junto a sua busca por uma plasticidade cênica, gera graus visuais, sonoros e emotivos singulares. Seus espetáculos propiciam, especialmente, uma experiência de outra ordem sensitiva à plateia.
 
Por esse motivo Jardim traz ao projeto parcerias que estabeleceu com sucesso em seus trabalhos anteriores, como o premiado coletivo de artistas plásticos visuais, BijaRi, que assina a cenografia e a vídeo instalação; também o renomado estilista João Pimenta; e a sua dupla na iluminação de cena, Paula Hemsi.

 
Com a palavra o diretor

‘O Inevitável Tempo das Coisas’. “Minha vontade primeira, como diretor, é tentar conduzir o público a um outro estado perceptivo, por isso busco desenhar em cena atmosferas e ritmos sonoros que valorizem mais o que está submerso do que o apenas falado pelas personagens”, afirma Jardim. “Confinar Natallia e Pedro em um platô com menos de oito metros quadrados, por onde inúmeras projeções em vídeo serão jogadas, fazendo-os desenhar o espaço apenas com pouquíssimos gestos, além de suas vozes e tons, é o pedal para que a dúvida sobre escolhas e decisões, no período de suas vidas, cheguem até nós de maneira profundamente angustiante,” completa. “Neste espetáculo cada cena é um recorte num espaço-tempo descontínuo e fragmentado, são fotogramas vagando pelas memórias individuais deste casal, independentemente se estavam casados ou separados, se eram amantes ou desconhecidos, pois nunca conseguirão escapar da inevitável dúvida sobre o que significa viver neste mundo absurdo e vazio de significado,” conclui o diretor.
 
 O INEVITÁVEL TEMPO DAS COISAS
Teatro Sergio Cardoso
Espaço Porão (40 lugares)
Rua Rui Barbosa, 153. Bela Vista
Bilheteria: 3288.0136
 De segunda a sábado, das 14h às 17h, para vendas antecipadas. De segunda a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Aceita todos os cartões.
Vendas:  www.ingressorapido.com e 4003.1212Terças, Quartas e Quintas às 20h

NÃO HAVERÁ SESSÃO NO DIA 1º DE MAIO E NO DIA 10 DE MAIO


Ingressos:
R$ 40

R$ 20 (meia entrada)
 
Duração: 60 minutos
Recomendação: 14 anos
Gênero: Drama

Estreia dia 03 de Abril de 2018
Temporada: até 24 de Maio
 

Ficha Técnica:

Texto: Wagner D´Avilla
Direção: José Roberto Jardim
Elenco: Natallia Rodrigues e Pedro Henrique Moutinho
Cenário e Vídeo-Instalação: Coletivo BijaRi
Iluminação: Paula Hemsi
Figurino: João Pimenta
Designer de Som: Gabriel D’Angelo
Visagismo: Dicko Lorenzo
Produção Executiva: Marisa Medeiros
Produção Técnica: Robert Litig
Assessoria de Imprensa: Morente Forte
Fotografia: Felipe Watanabe
Designer Gráfico: Rodrigo Pocidônio
Realização: Estapafúrdia Produções

Sobre Natallia Rodrigues
Atuou nos espetáculos “Córtex” (2012), “Divórcio”(2014) e “Caros Ouvintes” com direção de Otávio Martins, “Jogo Aberto” com direção de Isser Korik e “Sobre Ratos e Homens” com direção de Kiko Marques. Participou das novelas “Insensato Coração” (2011), “Gabriela” (2012), “Amor à vida” (2014) e “Verdades Secretas” (2015). No cinema participou de “As Mulheres são de Marte e… é pra lá que eu vou” (2014)  e “Elis” (2016).

Sobre Pedro Henrique Moutinho

Atuou nos espetáculos “Rei Lear”, direção de Ron Daniels, “Apocalipse 1,11”, direção de Antônio Araújo, “ A Alma Boa de Setsuan” direção de Fernando Nitsch e Rui Cortez, “Calígula” e “Vestido de Noiva” com direção de Gabriel Villela. Na TV participou da série “Mulher Arte” – HBO, da novela “Chiquititas” (SBT)  e “A Terra Prometida” da Record. No cinema é destaque na comédia “Os Parças”

Sobre José Roberto Jardim

Formado pela Escola de Arte Dramática Universidade de São Paulo. Inicia seu trabalho, em 1989, na Ópera de Pequim, ganhando o primeiro prêmio em performances nos anos de 1991, 1993, 1995. Trabalha como Diretor de Movimento e Coreógrafo em diversos espetáculos teatrais, vídeo clipes e comerciais para a televisão.
Em 2001, entra para a Companhia Teatral “Os Fofos Encenam”, onde permanece até hoje. Durante sua carreira, recebe prêmios de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante.
Na direção assina “Qualquer dia com você, comigo qualquer um”(2012) , “Opus 12- Para Vozes Humanas”(2014), e “Não Contém Glútem” (2016) indicado ao prêmio APCA de melhor direção e “Chet Baker, Apenas Um Sopro” (2016) todos escritos pelo dramaturgo Sergio Roveri. Entre seus outros trabalhos, textos encenados de autores como Michelle Ferreira em “Tem alguém que nos odeia” (2013) e de Newton Moreno, “Peça de Mobília” (2015). Recentemente ganhou por “Adeus, Palhaços Mortos”  o prêmio Aplauso Brasil de melhor direção. ‘O Inevitável Tempo das Coisas’.

Sobre Wagner D´Avilla

Dramaturgo e roteirista de Cinema e TV.
‘O Inevitável Tempo das Coisas’. Como dramaturgo, já teve encenados alguns de seus textos como as peças “Do que estamos falando afinal?” (2006), “As Solteiras” (2007), “Subterfúgio” (2008) “Diálogos de Escovas de Dentes”(2010), “Os Estranhos Que Nos Habitam” (2015) e “Quase 40” (2018). Dois de seus textos foram traduzidos e adaptados para montagens em espanhol “Subterfúgio” (2016) na Argentina e “É possível falar de amor sem dizer eu te amo” com estreia este ano no México.
Como roteirista assina o roteiro dos filmes “Malu & Fred” (ganhador Festival Curta Santos, com seis prêmios incluindo o de Melhor Roteiro em 2009), e “(Des)encontros”  (indicado no London Film Festival na categoria Melhor roteiro em 2014). O filme deu origem a série de TV homônima exibida pelo canal Sony. Desenvolveu para as produtora LC Barreto a criação da série ‘Tamo Junto?’ (2015) e o roteiro para o longa-metragem “ Homem com Bula” para a Bossa Nova Films (2015).

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