Marília Gabriela conversa com Bial

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Além da jornalista Marília Gabriela na sexta-feira, 7, Pedro Bial também conversa com Camila Coutinho e Joyce Pascowitch na terça, 4 de setembro

jornalista Marília Gabriela
foto Fábio Rocha

Até bem pouco tempo atrás, cabia aos jornalistas e às celebridades o papel de ditar o que era tendência, o que era relevante, o que era notícia. Essa espécie de “curadoria” ganhou as ruas e as páginas das redes sociais para dar voz a dezenas, centenas, milhares de influenciadores espalhados por aí. Para falar sobre esta nova profissão, o Conversa com Bial’ desta terça-feira, dia 4, convida duas mulheres de trajetórias distintas, mas com o poder de influenciar milhões de pessoas: Joyce Pascowitch e Camila Coutinho.

Joyce Pascowitch

Jornalista e colunista social na década de 1990, Joyce teve o desejo de criar o seu próprio veículo naquele mundo ainda pouco explorado, a tal da internet, no início dos anos 2000. De um meio para o outro, ela trouxe o know-how da cobertura jornalística com qualidades que ela considera fundamentais para quem entra nesse ramo: “É preciso ser muito dedicada, focada, natural e autêntica”, explica a criadora do site “Glamurama” e das revistas “Poder” e “Joyce Pascowitch”.

Camila Coutinho

Designer de moda por formação, Camila viu seus posts no blog “Garotas Estúpidas” ganharem visibilidade até o ponto em que ela mesma se tornou uma marca e uma referência para mais de 2 milhões de seguidores. Ela aprendeu, também, como é que funcionam as parcerias no ambiente digital. “Na internet, o que existe é uma concorrência colaborativa. Uma troca de audiência com o outro e, se você se fechar numa bolha, não é legal. Estou sempre pensando na minha carreira a longo prazo, mesmo que na internet um longo prazo seja curtíssimo, como seis meses, um ano”, comenta a influenciadora.

foto Fábio Rocha / Joyce Pascowitch e Camila Coutinho (da esquerda para a direita)

Com bagagem e trajetória diferentes, elas são responsáveis por fechar os próprios trabalhos e direcionar o conteúdo para a sua audiência. “Eu penso em estratégias de marketing, eu sou uma mulher de negócios, isso não quer dizer que eu não seja jornalista. Gosto muito de cuidar do conteúdo e gosto também de ativar marcas de uma maneira diferente do que se fazia antes“, avalia Joyce. “Hoje em dia, conteúdo e propaganda são a mesma coisa, então, você tem que prestar atenção no que você vai falar para o público”, completa Camila.

Jornalista Marília Gabriela

Quase 40 anos atrás, uma outra mulher tinha tudo para ganhar também o título de “influenciadora”, caso ele existisse na época. Jornalista e, muitas vezes, considerada à frente de seu tempo, a jornalista Marília Gabriela foi pioneira em diversos momentos, os quais ela relembra no ‘Conversa com Bial’ desta sexta-feira, dia 7. Aos 70 anos, ela interpreta uma figura ousada na peça ‘Casa de Bonecas – parte 2’ e se compara com a personagem. “Me identifico muito com ela, com os sonhos, os discursos, nas ideias, nas vontades. Sou de família com papéis bastante estabelecidos e fui invadindo espaços sem me aperceber disso. Eu nunca parei pra pensar se estava bem, se estava aceita, se estava adequada. Fui metendo o pé na porta”, afirma Gabi.

Tanto é verdade que, quando descobriu que queria ser jornalista, não pensou duas vezes e pediu emprego ao editor-chefe do ‘Jornal Nacional’ à época. E, dali em diante, sua trajetória tanto no jornalismo como em programas de entrevistas e variedades foram sucesso. Ao longo da atração, é possível rever alguns momentos dessa carreira, como a entrevista que fez com Pelé enquanto ele ainda jogava, o debate entre candidatos à presidência em 1989 e sua entrevista com Elis Regina no ‘TV Mulher’, entre outros.

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Reconhecida como uma grande entrevistadora, ela decidiu encerrar seu programa quando o amigo, José Wilker, morreu. “Depois da morte do Wilker, conversei com o meu psicanalista na época, Contardo Calligaris, e disse a ele: ‘Se eu morrer em um fim de semana, em casa, só vão me descobrir na segunda-feira à tarde (por estar sempre sozinha). A não ser quando faço teatro’. E ele falou ‘ótimo, vão te descobrir na própria sexta!‘”, lembra a jornalista Marília Gabrila.

Assim como a vida profissional, a vida pessoal da jornalista Marília Gabriela e atriz também foi mudando ao longo do tempo. “Quando me casei, sabia que aquilo não era bom pra mim. Casei porque eu gostava demais, queria estar junto em tempo integral”, analisa. “Mas eu virei um animal solitário mesmo. Leio, vejo série, fico em silêncio. Meu celular não toca mais. Fui afunilando as minhas amizades frequentes, os encontros, fui ficando sozinha e descobri que o trabalho era a minha vida social. Voltar para casa era minha hora de ficar sozinha”, confessa. 

Exibido após o ‘Jornal da Globo’, ‘Conversa com Bial’ tem direção artística de Monica Almeida e direção de conteúdo de Ingo Ostrovsky.

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