Clarice Falcão e Mayanna Rodrigues debatem pornografia feminina com Pedro Bial

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Clarice Falcão e Mayanna Rodrigues falam sobre a pornografia feita por e para mulheres

Mayanna
foto Divulgação Globo

Há décadas, mulheres de todo o mundo batalham pela igualdade de gênero dentro de casa, das empresas e nas ruas. Entre as reivindicações, estão equiparação de salários, combate à violência dentro de suas próprias casas, fim dos padrões de beleza e liberdade sexual – e, dentro desta última, o direito de ver e se identificar na indústria pornográfica. O ‘Conversa com Bial’ desta quinta-feira, dia 15, levanta o debate sobre a chamada pornografia feminina e todos os seus desdobramentos.

Mayanna Rodrigues

Diretora e atriz pornô, Mayanna Rodrigues se destaca pelo trabalho no mercado erótico apenas com mulheres em sua equipe. Desde 2009, ela busca pela pornografia alternativa, com uma visão mais artística, e hoje é referência na cena. “Antigamente, o pornô era feito de homens para homens. As mulheres não se identificavam com o que viam ali, então a busca era menor”, comenta a diretora. Um dos maiores sites do meio revelou que, em 2017, a busca pela pornografia feminina cresceu 359%, e Mayanna explica o motivo: “Quando aconteceu esse movimento de mulheres na direção, produção e roteiro, automaticamente o consumo do público feminino cresceu. Isso é natural. Não tem uma regra de como deve ser o sexo, mas tem uma estética dentro do conceito para que a pessoa veja e se identifique”, diz.

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Clarice Falcão

Também convidada do ‘Conversa com Bial’, a cantora e atriz Clarice Falcão opina sobre a pornografia tradicional. “Acho muito importante a gente ensinar para as mulheres o que é gostar de sexo para elas saberem o que é não gostar e saber falar não. Porque o que se vê nos filmes é que elas adoram de qualquer jeito, de qualquer forma”, diz. “É perceptível a diferença do novo jeito de fazer pornô. Não tem aquela coisa exagerada, feita pelo olhar masculino de como um corpo de mulher deveria ser”, complementa.

Francisco Daudt

Para seguir o debate, Pedro Bial também convida o psicanalista Francisco Daudt ao palco. “Qualquer pornografia é bem-vinda. É um gênero precioso e muito benéfico para que cada um entenda seu próprio desejo”, explica ele. “Existe uma bússola do desejo que mora na cabeça de cada um de nós. Não existe querer educar as pessoas via pornografia. Cada um vai atrás do que lhe dá tesão. Hoje em dia, existe um menu extenso, a internet. É o sonho da minha juventude e um espetáculo para mim, como psicanalista. A pornografia me ajuda a mapear o desejo dos pacientes”, conta Francisco.

Exibido após o ‘Jornal da Globo’, ‘Conversa com Bial’ tem direção artística de Monica Almeida.

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