Toquinho bate um papo cheio de música e bom-humor no ‘Conversa com Bial’

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Um homem da música, das boas parcerias, do bom-humor: Toquinho conversa com Pedro Bial nesta sexta-feira

Toquinho
foto Divulgação TV Globo

“E a gente no meio da rua, do mundo, no meio da chuva a girar! Que maravilha…”. Ao som dos versos da canção composta há 50 anos em parceria com o cantor Jorge Ben Jor, Toquinho embala o público logo no início do ‘Conversa com Bial’ desta sexta-feira, dia 26. De riso fácil, talento musical na ponta dos dedos e mil histórias para contar, o paulistano que passou de aprendiz de mestres do violão, como Paulinho Nogueira, a um dos artistas musicais mais importantes do Brasil, fala sobre tudo um pouco durante o papo com Pedro Bial.

Toquinho e as boas parcerias

As memórias contadas, vindas à tona em tom descontraído e saudoso, só dão pausa para os momentos de cantoria. Mas não é que as duas coisas não se misturem, afinal, conversa e música sempre andaram juntas durante a vida do entrevistado que, de boas parcerias, entende bem. “Para mim, sempre foram a amizade, a afinidade musical e também uma certa pitada de ousadia, porque quando você faz uma parceria vai sempre numa outra diretriz, não é a sua e nem a do outro autor. É sempre uma terceira, então é uma coisa inusitada. E eu sempre gostei disso”, responde ao apresentador, quando perguntado sobre o que determina um encontro de parceiros musicais.

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Vinícius de Moraes

Foi um grande amigo e também parceiro de trabalho, aliás, que surgiu em seu caminho para consolidar de vez a premissa: Vinicius de Moraes, o “Poetinha”. Tamanha a afinidade entre a dupla, nem o jeitão do carioca ou os 33 anos de diferença entre eles foram capazes de fazer força contrária a essa aproximação, resultante em canções que marcaram época e shows sempre lotados. A cumplicidade entre os dois durou por toda a vida de Vinicius, desde que se descobriram amigos. Até os últimos suspiros do artista, no dia 9 de julho de 1980, no Rio de Janeiro, foi Toquinho quem esteve ao lado dele. “Na época, eu achava uma sacanagem da vida. Depois, eu achei um privilégio até. De ter convivido com um parceiro assim, de uma forma tão verdadeira, tão intima, tão leal e de estar com ele até o último suspiro, como foi”, reflete.

Regra três

Mas é entre risos que também conta outras histórias, como a origem da canção “Regra Três”: “Um dia, fiz uma melodia e ele (Vinicius) fez uma letra, mas eu particularmente não gostei muito e tive que falar isso. Aí ele começou a ficar bravo. Me chamou, depois de um tempo, e falou:“Fiz uma música para você, que é namorador e vai acabar sozinho, tomando cerveja isolado”. Ele me rogou uma praga enorme, que é a música, conta a Bial, arrancando gargalhadas da plateia.

Religiões

Se Jorge Ben Jor e Vinicius de Moraes, entre outros expoentes do cenário musical, marcaram diferentes fases da trajetória profissional de Toquinho, foi a religião a responsável por alguns de seus primeiros contatos com a música, ainda durante a época de escola. Matriculado em um colégio católico, o artista lembra do que sentia no período: “As canções na missa do colégio: a gente cantava na igreja e dava uma emoção enorme”, diz. Apesar da formação católica, hoje, aos 72 anos, ele se diz um homem de várias crenças. “Já fui do candomblé, do budismo, eu acredito em tudo”, afirma. É assim que emenda o papo contando que também possui experiências com psicografia. “Sempre vinha um arrepio imenso, eu pegava uma folha de papel e meu braço mexia muito rapidamente sem nenhum controle, eu até rasgava o papel”, relata. E conta que, por conta disso, chegou a procurar por um tio espírita: “Ele falou: “Olha, você tem duas situações, tem que escolher agora: ou você trabalha isso e se torna um médium maior, ou nunca mais você mexa com isso”. Eu optei pela segunda opção”, explica.

Camilla Faustino

Autor e compositor de canções que conquistaram e ainda conquistam um público diversificado, inclusive o infantil, Toquinho apresenta músicas cujas letras estão na boca dos brasileiros. Para acompanhá-lo em alguns dos números, o ‘Conversa com Bial’ também recebe a cantora goiana Camilla Faustino, que vem percorrendo cidades junto com o artista em diversos shows. Fã dele desde muita nova – ela conta que desenvolveu o gosto pelo trabalho do artista por influência da família –, a cantora completa o coro dos sucessos tocados na atração. Entre eles, não faltam “A Casa”, “O Caderno” e “Tarde em Itapuã”.

Conversa com Bial

Exibido após o ‘Jornal da Globo’, ‘Conversa com Bial’ tem direção artística de Monica Almeida.

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