Nenhum dentista consegue abrir a boca do seu filho autista?

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Filho autista – Dr. Pedro Lima mostra as dificuldades dos pais e aponta soluções importantes

filho autista
foto Alle Vidal

Imagine a seguinte situação: você, mãe ou pai de um anjo autista, se prepararam todos para levá-lo ao dentista, a uma consulta de limpeza e revisão ou até mesmo por causa de alguma dor de dente e, chegando lá, o seu anjo não abriu nem a boca! Sequer conseguiu olhar para o dentista e ouvir as suas orientações. Fique tranquilo, a culpa não é sua e nem do seu filho! Apenas o profissional ou clínica que vocês escolheram não estavam preparados para o atendimento de pacientes autistas. Um excelente dentista para você, 
não quer dizer que ele também será um excelente dentista para o seu filho autista.

Filho autista, atendimento diferenciado

O atendimento ao paciente autista não pode ser comparado ao atendimento de um paciente não-autista. São necessárias abordagens diferentes com embasamento de conhecimento específico para que o processo de atendimento e tratamento sejam muito mais eficazes. São necessárias técnicas específicas até mesmo de comportamento por parte do profissional para que o paciente autista tenha o mínimo de confiança nele. E se chegarmos ao extremo de o paciente não querer nem abrir a boca para o dentista, como descrevi na situação acima, o profissional deve estar preparado para sedar (“colocar para dormir”) o paciente com equipamentos especializados no mesmo momento com total segurança, pois sabemos o quanto foi trabalhoso por parte da família levá-lo até ali.

Estudos internacionais

Há estudos internacionais recentes que mencionam a prevalência de um autista para cada 110 crianças nos Estados Unidos e de quatro a cinco vezes mais em meninos do que em meninas. Logo, acreditamos que esse número enorme de pacientes autistas não pode ficar sem atendimento médico e odontológico de qualidade. Eles merecem cuidar da saúde como qualquer outra pessoa merece!

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Perfil de autistas

Existem pacientes autistas com perfil de hiperatividade e outros com traços de inatividade, logo, o dentista deve estar preparado para lidar com ambas as situações. Interessante ainda ressaltar que esses pacientes podem ter uma capacidade de memória fora do comum, e até mesmo acompanhada de supertalentos.

Ziprasidona

O dentista também deve ter conhecimento sobre os remédios que o paciente pode estar fazendo uso, como a ziprasidona, que é usada para os casos de hiperatividade aguda, pois essa medicação pode causar xerostomia (boca seca), taquicardia, entre outros efeitos colaterais. Nesse caso, quando o paciente tem boca seca, ele fica mais propenso a 
ter cáries dentárias, por exemplo.

Dificuldades

Os pacientes autistas podem ser mais propícios a ter mais cáries e problemas nas gengivas, em três casos: dificuldade de coordenação motora, colaboração dos pais ou com quem é responsável por escovar os seus dentes e pela necessidade de uso de medicações específicas. Em sua grande maioria, os pais alegam ter dificuldade na realização da higiene bucal dos seus filhos autistas, sendo quase um desafio para passar o fio dental e escovar os dentes.

Mesmo dentista

Diante de todo o exposto, nós conseguimos chegar à óbvia conclusão de que o acompanhamento preventivo odontológico do paciente autista é de fundamental importância. E mais importante ainda é, quando possível, o paciente autista ser atendido sempre pelo mesmo dentista, pois dessa forma ele se sentirá mais seguro, acolhido e confiante.

Sedação

Alguns casos de total impossibilidade de atendimento por causa da agitação do paciente, fazem com que o profissional faça o uso de sedação consciente no próprio consultório, o que exige um treinamento; e equipamentos específicos ou até mesmo atendimentos em nível hospitalar, com anestesia geral. Portanto, o acompanhamento constante para tratamentos preventivos é de suma importância em curtos períodos e, repetindo, que seja sempre com o mesmo profissional para que o paciente autista sinta-se mais seguro e confiante.

#Ficaadica

Resumindo: se você tem um anjo autista em casa e ambos sofrem quando ele precisa ir ao dentista, procure sempre um profissional capacitado em atender pacientes que requerem atendimentos especiais e, que, estejam preparados para realizar, no mínimo, um atendimento odontológico com sedação, se assim for necessário. #ficaadica

Dr. Pedro Lima

Dr. Pedro Lima é dentista há 13 anos e tem uma clínica interdisciplinar no Rio de Janeiro, o Instituto de Odontologia Avançada, com profissionais em todas as especialidades da odontologia. Sua equipe clínica está preparada e equipada para receber pacientes especiais como os pacientes autistas de todas as idades.

 “Costumamos dizer que aqui na nossa clínica nós não tratamos apenas 
de dentes, nós tratamos de gente, com um tratamento humanizado e 
acolhedor!””

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