O$ CARA$ DE PAU DA FÉ – ÚLTIMO CAPÍTULO – 26º

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De Warlen Pontes

ÚLTIMO CAPÍTULO – 26º

No capítulo anterior:

Numa estrada de Nova Cabrobó
Osvaldinho e Gercivaldo a caminho da pista clandestina.
(Gercivaldo) – Parece que tudo deu certo.
(Osvaldinho) – E você preocupado… viu, bobeira sua. Somos ricos! Somos milionários! Não aguentava mais aquele povinho chato da igreja. Nesta hora, como se um filme passasse na mente de Osvaldinho… ele relembra algumas mensagens marcantes: 
ele também lembra da entrevista na televisão; do encontro com o prefeito; do encontro com o governador e também sendo recebido pelo ex-Presidente Lula.
(Gercivaldo) – Osvaldinho, meu amor, você está aí?
(Osvaldinho) – Estou sim, Gê, estava pensando em tudo que vivemos! Graças a nós chegamos bem e milionários. 

Osvaldinho faz um carinho nos cabelos de Gercivaldo e em seguida, quando vai dá um beijo em Gercivaldo, o samsung s4 toca, no visor: restrito.
(Osvaldinho) – O homem mais rico de Nova Cabrobó falando. (pausa) o quê?
(Tereza Cristina) – Olá, maninho, tudo bem?
(Osvaldinho) – Fala, sua vadia! Sua vaca! Eu ainda não me esqueci de tudo que você fez. Ainda vou te pegar!
(Tereza Cristina) – Ai, que meda! E vai me pegar, como? Tô tão curiosa…
(Osvaldinho) – Eu, pessoalmente, quero apertar esse seu pescoço feio até você morrer sufocada como uma galinha louca! 
(Tereza Cristina) – Mas, peraí, eu sou vaca ou sou galinha? Decida-se, meu filho!
(Osvaldinho) – Muito engraçadinha, mas, tenha medo, tenha muito medo. Seu dia vai chegar!
(Tereza Cristina) – Ai, que meda! Mas, antes do meu dia chegar, eu só tenho um aviso pra você: seus planos vão dar todos errados!
(Osvaldinho) – Jura? Mas, por quê? Você está preparando alguma coisa junto com o favelado do Fernando e as suas sobrinhas ridículas? Ai, que meda!
(Gercivaldo) – Quem é Osvaldinho?
(Tereza Cristina) – É só um aviso. Experimente fugir!
Tereza Cristina desliga.

(Osvaldinho) – Era Tereza Cristina, aquela vaca, vadia, galinha!
(Gercivaldo) – Mas ela é vaca ou galinha?
Osvaldinho olha para Gercivaldo não acreditado que foi uma piada.
(Osvaldinho) – Foi uma piada? Esqueci de rir!
(Gercivaldo ri) – Sorry! E o que ela queria?
(Osvaldinho) – Nada de importante. Chegamos?
(Gercivaldo) – Chegamos.

Eles estacionam o carro perto do jatinho Embrael Phenom 300. Na porta, dois homens sarados o aguardam. Eles se cumprimentam com selinhos.
De dentro do jatinho, Osvaldinho comenta:
(Osvaldinho) – Muito bem, Marcelo. Serviço a bordo de primeira.
(Gercivaldo/Marcelo) – Meu caro, Marcos, como a viagem vai ser cansativa, nada melhor que estejamos muito bem acompanhados, você concorda?

Sai da cabine do piloto, um homem bem-vestido dos seus 40 anos de idade e pergunta se já pode decolar.
(Piloto) – Marcos, podemos ir?
(Osvaldinho/Marcos) – Pode, meu caro. Já não era sem tempo ouvir alguém me chamar pelo nome verdadeiro.
(Gercivaldo/Marcelo) – Eu também. 
Marcelo abre uma champagne e eles comemoram.
(Marcos) – Rumo à Europa.
Marcos e Marcelo tomam uma taça de champagne e depois se beijam.

Num hotel de Nova Cabrobó

Tereza Cristina entra na sala onde estão Carolina, Ludmila e Alexandre.
(Tereza Cristina) – Meninas, tenho uma surpresa pra vocês!
Entram Adelene e Edviges. Momento de muita emoção. Elas se abraçam, se beijam, fazem carinho de mãe e filha, enxugam lágrimas. Esta emoção contagia a todos na sala.
(Adelene) – Por que eu nunca lhe ouvi, minha fia, quer dizer, minha filha?
(Carolina) – Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, a senhora iria nos ouvir, mainha. 
(Edviges) – Me perdoe, minha filha, perdoa?
(Ludmila) – Claro que perdoo. 
Elas se abraçam. Após todos se recuperarem, Tereza Cristina pede atenção diante de uma mesa com cafés, leite, sucos, pães, doces e biscoitos.

(Tereza Cristina) – Osvaldinho e Gercivaldo na verdade são dois impostores que já aplicaram golpes em duas igrejas em São Paulo. O jornalista Lobo, amigo de Alexandre, já estava de olho neles e preparou um dossiê. 
(Alexandre) – Lobo o reconheceu quando viu uma foto de Marcos estampada numa revista evangélica famosa, uma de suas raras fotos.
(Carolina) – Mas e a entrevista na televisão? Era muita exposição, não era?
(Fernando) – Era, mas ele estava se sentindo acima do bem e do mal, e não teve dimensão do grande risco.
(Adelene) – Quer dizer então que Osvaldinho se chama Marcos e Gercivaldo Marcelo?
(Edviges) – Que coisa louca!
(Fernando) – E eles são bissexuais. Por dinheiro, eles fazem qualquer negócio.
(Ludmila) – Que nojo! Caras de pau! Mas tia Tereza, você nunca soube disso? Dessa história toda? 
(Tereza) – Não, eu reencontrei Osvaldinho, quer dizer, Marcos aqui em Nova Cabrobó. Na verdade, quando eu nasci, minha mãe se separou do meu pai e veio morar aqui, vocês sabem disso!
(Carolina) – Mas você nunca desconfiou de nada? Por que ele quis te matar?
(Tereza) – Eu presenciei os três na cama!
Todos
– Os três?
(Tereza) – Ele, Marcelo e Hércules.
(Carolina) – Babado!
(Ludmila) – Fortíssimo!
(Adelene) – Daquele Hércules eu sempre desconfiei! Apesar que, vez ou outra, ele dava um trato na Lola!
(Fernando) – Ele e a editora-chefe do Nova Cabrobó Informa já estão presos! Eles eram cúmplices de Marcos e Marcelo.
(Carolina) – E o que vai acontecer agora? Eles conseguiram escapar com os milhões da igreja?
(Tereza) – Mais ou menos…

Um mês depois…


Igreja Central das Mansões Celestiais

Casamento de Carolina e Alexandre e Ludmila e Rodrigo.
Mostra em vários momentos o sim de Carolina, Ludmila, Alexandre e Rodrigo. Os beijos do noivo e o fim da cerimônia.
Na recepção, Fernando acompanhado por Dra Cíntia e Tereza Cristina com Heitor.

(Adelene) – Estou muito feliz em poder casar a minha filha linda e tão intiligenti com esse meu genrinho lindo!
Todos riem.
(Edviges) – Quer dizer então que a lua de mel será em Gramado?
(Ludmila) – Mainha, Gramado é uma cidade linda! Nada de Europa, Caribe, nada disso! No Brasil tem lugares lindos e depois, vamos dar uma esticadinha no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa!
Todos riem.
(Carolina) – E vocês tiveram notícias de Osvaldinho, quer dizer, Marcos?
(Tereza) – Algumas notícias. Devem estar aprontando por aí!
(Fernando) – Tem cara de pau em qualquer lugar, não é mesmo?
(Alexandre) – Ô, se tem!
Todos riem.
(Carolina) – Mas os milhões que eles levaram? 
(Tereza) – Tudo falso. A diretoria da igreja não ia dá esse mole, tudo bem que eles são uns panacas, mas tinha uma pessoa muito esperta no meio daqueles homens que providenciou tudo direitinho…
Todos riem.
(Ludmila) – Mas, o que será que aconteceu?
(Tereza) – Heitor, meu amor, conte pra elas.
(Heitor) – Bem, como todos os capangas de Osvaldinho, quer dizer, Marcos, não aguentavam mais aquele tratamento hostil dele, resolveram trocar as malas do dinheiro verdadeiro com o dinheiro falso. Até os mais fiéis entenderam a nossa atitude, afinal, o dinheiro era de pessoas que acreditam em Deus, mesmo sendo enganadas pelos os caras de pau da fé. 
Todos aplaudem.
(Alexandre) – Taí, gosto do nome: os caras de pau da fé! Vou escrever um livro sobre essa história!
(Carolina) – É, meu amor, e como vai ser o final?
(Alexandre) – Seria assim.
Manchete estampada na primeira capa de principal jornal espanhol:
“Osvaldinho Caruaru e Gercivaldo Pereira são presos em jatinho particular com 100 milhões de dólares falsos quando desembarcavam em pista clandestina”
(Adelene) – Ô, glórias!
Todos riem.


Para fechar, uma mensagem especial a todos que acompanharam 
O$ CARA$ DE PAU DA FÉ



FIM

ESTA FOI UMA OBRA DE FICÇÃO,
QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS,
HISTÓRIAS OU FATOS, TERÁ SIDO, MERA COINCIDÊNCIA.

Esta obra está registrada na Biblioteca Nacional

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