Quem rouba a cena em AMOR À VIDA?

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foto: João Miguel Júnior

Com um elenco cheio de estrelas, rostos novos, direção segura, humor e muitos dramas, AMOR À VIDA, primeira novela do autor Walcyr Carrasco no horário das nove, conquista público com boas interpretações, e não é difícil de se perguntar: Quem rouba a cena?

Os estreantes
Em AMOR À VIDA, os estreantes Lucas Romano, Thalles Cabral, Maria Casadevall, Pierre Baitelli e Álamo Facó deixaram o nervosismo de lado e fazem bem no meio de tantas estrelas. Suas personagens contribuem e muito com o bom andamento da trama e demonstram talento de sobra.

O intérprete do Jonathan – Thalles Cabral e, do Luciano –  Lucas Romano , conversaram com o blog e contaram curiosidades da carreira, entre outras coisas.


Não se admirem quando Carrasco começar a dar mais espaço para algumas personagens auspiciosas, como por exemplo, Marcelo Flores, Marcelo Schmidt e Vera Mancini, entre outros.

Os veteranos
Um desfile de estrelas globais fazem sucesso na trama de Walcyr Carrasco. A começar por Suzana Viera, a Pilar, esbanja toda a sua intensidade em cena com momentos em que pedimos bis. Assim como, Nathália Timberg, sua companheira de núcleo, seu talento e sua maturidade fazem valer a pena assistir a cada sequência.

No núcleo classe média de AMOR estão Fúlvio Stefanini e a excelente Eliane Giardini. Suas personagens no tom e na medida certa, mostram porque estão na galeria de grandes nomes da TV brasileira.

Não posso deixar de registrar o prazer de também ver atuando outros nomes consagrados das novelas, como o maravilhoso Ary Fontoura; Luís Mello e sua dupla personalidade de puro talento e verdadeiras aulas de interpretação; a sempre segura Rosamaria Murtinho; Françoise Fortoun com seu humor refinado e de primeira; e o sempre correto, Antônio Fagundes.

Humor e drama na medida
Duas figuras também roubam a cena em AMOR. Fazer drama e humor, ao mesmo tempo, não é tarefa fácil e não é para qualquer um. A enfermeira Perséfone da Fabiana Karla e o Carlito “palhaço” do Anderson Rizzi são exemplos do que estou falando. A vontade de perder sua virgindade aliada ao seu excesso de peso, fazem da Perséfone uma das melhores do folhetim, levando em consideração o imenso talento de sua intérprete Fabiana Karla com todo o seu carisma e a sua forte veia cômica.

Anderson Rizzi é daqueles atores que amadurecem a cada trabalho. Fazendo o típico paulistano, Rizzi dá show com a sua ingenuidade e a sua paixão verdadeira pela “piriguete” Valdirene. Sua dedicação poderia transparecer caricatural, mas o ator consegue transpor do ficcional para o mundo real, sentimentos autênticos. 

Uma novela com três vilões? 
Atenção SPOILER
A obra de Carrasco tem em sua espinha dorsal três bons vilões: a médica Glauce, a secretária Aline e o Félix. O sucesso de AMOR À VIDA vai por esse viés. Já se sabe que a médica Glauce (Leona Cavalli) vai se aliar à bicha má Félix (Matheus Solano), e ajudá-lo no plano de ser o único herdeiro do Hospital San Magno. Por outro lado, a sonsa Aline, mérito da “cabocla” Vanessa Giácomo, esconde uma vingança e roubará toda a fortuna da família Khoury. Os três vilões roubam a cena da novela e muitos embates nos aguardam, pois a novela só está no início.

Márcia e Valdirene, capítulo à parte
Mas AMOR À VIDA agrada mesmo é com a dupla Márcia e Valdirene, as “inteligências puras” de mãe e filha, Elizabeth Savalla e Tatá Werneck, um capítulo à parte.
As cenas das duas já rendem os melhores momentos de AMOR. Savalla ganhou o papel de presente do seu fã número um, o autor Walcyr Carrasco. A atriz coleciona bons papéis nas mãos dele desde que ele se mudou para a Globo.

Savalla está livre, leve e solta em cena. Talentosa, dedicada e generosa, dá uma verdadeira aula para a estreante Werneck, quando passa a bola para a colega, Tatá não decepciona. As duas são a química perfeita.

Lição de autismo
Já falei na outra crítica, acesse aquie vou repetir neste post. Bruna Linzmeyer é um arraso! Interpretar um autista em cena não deve ser fácil. Tenho conversado com familiares e profissionais da área e só ouço elogios da parte deles. Mais uma vez, Carrasco está de parabéns pela maneira correta como aborda o tema. 

No mais, destacar a Amarylis de Daniele Winits, carismática e carregada de muita emoção e verdade nas cenas com o casal gay; a Edith da Bárbara Paz, como a mulher cheia de segredos e de culpas, e que não aceita as escapulidas do marido homossexual. E a fofa da Paulinha da Klara Castanho? Essa menina vai longe!

O autor promete ainda fortes emoções. É esperar para ver! Gostou? Discordou? Mais alguém em sua opinião rouba a cena em AMOR À VIDA? Então, comente aqui embaixo.


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