Marcelo Argenta: “Não se iludam com o que a televisão mostra. Muitas pessoas acham que a profissão de ator é só aquilo que a televisão apresenta: glamour, mas não é.”

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Marcelo Argenta faz CHECK-IN no TV a Bordo

Marcelo Argenta
foto Filipe Lisboa

por Warlen Pontes

warlenpontes@hotmail.com

Uma estreia eletrizante! A novela ‘Apocalipse’, primeira produção bíblica contemporânea da Record TV, estreou com altos índices de audiência e muitos burburinhos nas redes sociais. A história conta com personagens intrigantes interpretados por atores que roubaram a cena em sua primeira semana de exibição, como Marcelo Argenta, intérprete do policial Luis Sardes, primeira vítima de um serial killer “justiceiro de Deus”.

Em entrevista ao TV a Bordo, o gaúcho de 190 cm de altura, falou do desafio de viver um policial e o pouco tempo que teve para a sua preparação, além de contar sobre a sua trajetória na nada glamourosa vida de artista.

Com vocês, Marcelo Argenta.

#Apocalipse

Convite e preparação para viver Luis Sardes

Recebi um convite do produtor de elenco da Record TV, Eduardo Pradella. Não houve um preparação com laboratório, etc. Fui escalado numa sexta-feira, 8 de setembro, na segunda-feira eu tive a primeira leitura de texto com o Spinello (diretor geral da novela), que me passou as coordenadas do personagem e o que ele queria. Na quarta-feira comecei a gravar. Não fui a delegacias, não conversei com policiais, não fiz nada disso. Na verdade, a minha preparação foi entender, compreender e achar o caminho do Luis Sardes. Não que eu tenha achado esse caminho na quarta-feira quando comecei a gravar, porque a gente não sabe o que é “certo ou errado” no personagem… quanto ao manuseio das armas, antes de gravar, nos encontramos com os dublês. O Spinello ensaiou a cena duas horas antes de sairmos para gravar na locação, que teve a direção do Leonardo Miranda, e lá, os dublês nos passaram a postura, segurar a arma, etc. 

As semelhanças entre Argenta e Sardes

A obstinação naquilo que faz, de identificação com a profissão, foco, e por se dedicar mais tempo ao trabalho e, consequentemente, se afastar da família.

Marcelo Argenta
foto arquivo pessoal / Em cena com Clayton Morais como o policial Luis Sardes / Apocalipse – Record TV – 2017/2018

Fé na história do fim dos tempos

Olha, eu não sei se acredito, mas com tudo que a gente está vivendo hoje em dia, faz a gente acreditar de alguma forma – se a palavra não é acreditar, mas levar em consideração, então, posso dizer que acredito. 

Texto de Vivian de Oliveira

É a primeira vez que faço um texto da Vivian de Oliveira. A outra novela OS DEZ MANDAMENTOS eu não acompanhei, então, eu não tinha uma noção de como era o texto, a escrita dela, mas dentro do meu núcleo, do meu personagem, é um texto maravilhoso que pouco se vê na televisão. Tive um imenso prazer em interpretar, porque tinha uma história ali contada, redondinha. Cada cena era um acontecimento, e isso foi incrível! 

Marcelo Argenta
foto arquivo pessoal / Bastidores de Apocalipse / Record TV – 2017/2018

Diretores de Apocalipse

As cenas foram dirigidas pelo Nery, o Hamsa e o Spinello. O diretor geral, o Edson Spinello, foi o que mais me conduziu no caminho do personagem, o primeiro contato e o que me apontou coisas. Cada diretor com sua característica e a sua forma de dirigir, todos de um trato excelente, e eu só fui feliz nesse trabalho. Porque televisão é um trabalho muito difícil, muito solitário do ator. Os diretores sempre foram muito atenciosos pra gente fazer o melhor na cena; donos de uma generosidade muito grande como pouco se vê na televisão, de manter um set agradável de trabalhar, e é isso que vou guardar. Essa troca do ator com a direção é muito importante, porque nem sempre na televisão se consegue ver tanto isso. Para esse trabalho (em particular) foi dado um tratamento especial. Então, a atenção e a generosidade foram cruciais. O resultado foi visto na tela, um grande sucesso! São pessoas que eu quero trabalhar, com certeza, futuramente, e falei isso para cada um deles.

A seguir, Marcelo faz um convite para assistir APOCALIPSE e, logo em seguida, fala da sua carreira no Teatro, no Cinema, e destaca os papéis marcantes na televisão:

Marcelo faz um convite para assistir APOCALIPSE

Marcelo Argenta tem 35 anos e nasceu na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Já participou de várias campanhas publicitárias para grandes marcas como “Ford”, “Toyota”, “O Boticário” e as sandálias “Havaianas”, entre outras; interpretou uma dezena de tipos no Teatro até chegar ao seu primeiro personagem de destaque, o Wanderley, na novela ‘Amor à Vida’, de Walcyr Carrasco: “Ele se apaixona pelo jeito da Pérsefone (Fabiana Carla), uma gordinha que sofria bullying. A novela passou uma mensagem muito bonita, e, à época, veio à tona a moda plus size, houve desfile com modelos plus sizes, e isso foi bem marcante”.

Marcelo Argenta
foto arquivo pessoal / Marcelo Argenta com Fabiana Carla em cena de ‘Amor à Vida’, Walcyr Carrasco – TV Globo – 2013

Antes de escolher o caminho das artes, Marcelo cursou a Ciência da Computação, mas abandonou depois de uma viagem com integrantes de uma oficina de atores da sua cidade para o Rio de Janeiro, a fim de conhecer produtores e sets de gravação: “Depois de uma semana, todo mundo voltou e eu fiquei. Foi quando resolvi seguir a carreira. Entrei numa escola de teatro, me formei ator, depois sempre continuei estudando, fazendo muitas oficinas, workshops, e foi aí que resolvi abandonar tudo. Tranquei na época minha faculdade, porque eu poderia voltar, pedi demissão na Coca-Cola, que era onde eu trabalhava. Comecei a fazer mais teatro e decidi que era isso que eu queria para a minha vida. E estou aqui até hoje, com 11 anos de carreira, desde a minha formação de ator”.

Atualmente morando no Rio de Janeiro, Marcelo não se deslumbra com a profissão e deixa um conselho para aqueles que desejam trilhar a rota das luzes da ribalta: “Não se iludam com o que a televisão mostra. Muitas pessoas acham que a profissão de ator é só aquilo que a televisão apresenta: glamour, mas não é. “o buraco é muito mais embaixo”. Tem que estudar, ralar, persistir (principalmente) muito. Falo isso, porque quando cheguei ao Rio de Janeiro, muita gente veio também, mas desistiu no meio do caminho, se frustaram com a carreira. Eu digo que você tem que querer muito, não pode ser apenas só um sonho, uma vontade, porque a profissão exige muito, e não é nada fácil”.

Sobre outros papéis marcantes, Argenta destaca também o Lauro em ‘Êta Mundo Bom’, de Walcyr Carrasco, sob direção de Jorge Fernando: “A homossexualidade foi tratada com muito respeito e muita dignidade, e o folhetim foi um grande sucesso do início ao fim”. 

Um ano após o sucesso em ‘Êta Mundo Bom’, Marcelo Argenta se encontra com o ator Cleiton Morais, intérprete do Tobias, com quem contracenou na trama caipira de Walcyr Carrasco e, agora, o reencontro em ‘Apocalipse’, como o policial Guido:

Marcelo Argenta
Acima: Marcelo Argenta (Dr. Lauro) e Cleiton Morais (Tobias), em ‘Êta Mundo Bom’; abaixo, Marcelo Argenta (Luis Sardes) e Cleiton Morais (Guido), parceiros em cena.

Antes de Apocalipse, Marcelo deu vida ao seu primeiro personagem bíblico, o Bogotai, dirigido por Alexandre Avancini: “Foram 25 capítulos em ‘A Terra Prometida’, um personagem que queria vingar a morte da mãe, história contada em ‘Os Dez Mandamentos’. Foi um trabalho que tive a oportunidade de apresentar outros registros como artista; de forma mais suja, barba crescida, cabelos cumpridos. Um enorme prazer! E também a minha primeira participação na Record TV’. 

Marcelo Argenta
foto arquivo pessoal / Marcelo caracterizado como Bogotai em ‘A Terra Prometida’, Record TV – 2016.

Além desses papéis de destaque nas novelas, Marcelo Argenta também participou das séries: “Natalia”, da TVBrasil, direção de Marcus Baldini; “Cara Metade”, do Multishow, com direção de Julia Rezende; “Nazi Hunters”, com direção de Marcus Valentim, uma produção Brasil/Canadá, exibido no Canal NetGeo – 2011. (Série Ganhadora de dois prêmios do 26º Gemini Awards – Melhor Documentário Histórico e Melhor Direção) e a séria, “O Negócio”, da HBO, que teve direção do Michel Tikhomiroff.

Antes de encerrar, Marcelo Argenta participou de um Jogo Rápido, que você confere a seguir:

JOGO RÁPIDO

Um ator que lhe
inspira
Daniel Day-Lewis
Uma atriz que lhe
inspira
Meryl Streep
Um cantor que gosta
de ouvir
Michael Bublé e o Morrissey, The Smith.
Na TV assisto
Séries, filmes e esportes.
Filme que mais viu
‘Django Livre’, acho um filme incrível!
‘Batman, O Cavaleiro das Trevas’, do Nolan.
Uma música para todas as horas
Difícil. Eu sou muito eclético.
Personagem do cinema
que 
gostaria de interpretar
Tyler Durden – de ‘Clube da Luta’
Cinema, teatro ou
TV, por quê?
Cada um tem o seu lugar e o seu processo.
Não dá para comparar um com o outro.
Cinema é mais elaborado, cuidado.
Televisão é mais rápido, mas tem uma resposta
do público imediata, e atinge um público bem maior,
com muita manifestação nas redes sociais.
E o teatro é o trabalho do ator, sem corte,
sem câmera, “na vera”, não tem como enganar.
Diferente da televisão é um outro tipo de troca,
real, ao vivo.
Qualidade
Lealdade
Defeito
Teimosia
Mulher ideal
Pergunta difícil.
Religião
Sou católico (não praticante),
mas com atenção ao
‘espiritismo kardecista’.
Um ditado, uma frase
ou 
um verso que tem norteado a sua vida
“Mudar pode ser difícil, não mudar pode ser fatal.”
Tenho saudades da
Da minha terra, da minha família…
toda a minha família mora no Sul.
Também dos meus amigos de infância.
Marcelo é um cara
Gente boa, parceiro, tranquilo…
difícil falar da gente, né?
Mensagem aos fãs 
Para a galera que acompanha o meu trabalho
deixo o meu carinho e um enorme beijo. 
#MarceloArgentaNoTVaBordo
Inscreva-se no canal do YouTube de Marcelo Argenta e assista aos trabalhos realizados na televisão e no cinema

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