Fábio Ramalho: “Sempre digo para os amigos que a minha mãe dizia ‘estuda meu filho!’, e eu entendia ‘estúdio meu filho!'”

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Fábio Ramalho faz CHECK-IN no TV a Bordo

Entrevista Fábio Ramalho
foto Miguel Sá

por Warlen Pontes

O nosso entrevistado é um jornalista que conquistou uma credibilidade do tamanho da sua generosidade. O brasiliense Fábio Ramalho, carioca há 15 anos, apresenta o quadro inovador e de sucesso, #partiu, exibido, às sextas-feiras, dentro do ‘Balanço Geral RJ’ e, hoje, estreia #invadiuacozinha. “A ideia é literalmente invadir cozinhas onde grandes chefs fazem seus pratos, em restaurantes conhecidos, e fazer o telespectador entender o processo criativo dos caras”, revela.

Na Record TV, Fábio Ramalho já apresentou telejornais, o extinto ‘Programa da Tarde’ e o “Operação do Bem”, que deu frutos e está espalhado em três capitais. “Temos 12 instituições apoiadas entre o Rio e São Paulo e uma recém-inaugurada em Brasília. O que nós fazemos é apenas juntar pessoas do bem e dar uma espécie de assessoria de comunicação, além de promover eventos e pedidos de ajuda”, explica.

Nesta entrevista ao portal TV a Bordo, Fábio Ramalho fala da nova parceria para o #partiu, o que o motivou a invadir o mundo dos “digital influencers” e, para finalizar, participa de um bate-bola, jogo rápido.

Senhoras e senhores, Fábio Ramalho.

TVaBordo – Nós imaginávamos que íamos ver de tudo, menos o Fábio Ramalho dentro de uma cozinha num quadro sobre gastronomia. Como vai ser esse novo quadro?

Fábio Ramalho – Nem eu imaginava, mas acho que é justamente este o “tempero”! Risos. Sempre gostei de trabalhar com o inusitado e quando o presidente da emissora, Fabiano Freitas, sugeriu esse quadro eu sabia que tinha que ser algo absolutamente diferente. Foi ele mesmo que comprou a ideia do quadro que já faço, o #Partiu com Fábio Ramalho, todo gravado com celular. Então, não dava pra esperar que fosse um quadro “dentro dos padrões”. Dalton Rangel, Rodrigo Wilbert, Claude Troisgross, são grandes nomes da gastronomia que construíram marcas fortes na culinária televisiva. Eu acho que cheguei pra desconstruir isso! A ideia não é ensinar receitas. A ideia é literalmente invadir cozinhas onde grandes chefs fazem seus pratos, em restaurantes conhecidos, e fazer o telespectador entender o processo criativo dos caras. Não me venha com termos como “cocção” que a gente vai falar no português claro: cozinhar, assar, colocar no forno como tantas “donas Marias” fazem.

Fábio Ramalho
foto Instagram

TVaBordo – Serão sempre restaurantes famosos?

Fábio Ramalho – Famosos, mas não necessariamente caros. Quem precisa ser famosa é a comida! O primeiro episódio, que estreia nesta terça (30/1), foi gravado no restaurante Albamar, um ícone de frutos do mar no Rio de Janeiro. Mas na sequência vem o angu mais famoso do Rio, gravado no “Angu do Gomes”, empresa familiar que começou a vender angu no meio da rua, no centro do Rio. Eu vou lá entender do prato, do contexto histórico do restaurante, mas sem a obrigação de dar a receita. Receita as pessoas acham na internet. O objetivo é incitar a vontade de aprender a fazer algo simples ou sofisticado. Tudo claro, de forma descontraída e bagunceira como tem que ser, senão não seria eu. (Risos)

Fábio Ramalho
foto Divulgação Record TV Rio

TVaBordo – Você não sabe de fato cozinhar nada? Já passou aperto nas gravações?

Fábio Ramalho – Eu sou uma caixinha de surpresas na cozinha. Eu faço por exemplo, um sushi, modéstia à parte delicioso no tempero do arroz. Mas quando chega a hora de fazer os rolinhos, fica tudo muito mal acabado. Mas o sabor salva porque aprendi com japoneses. Fora essa minha “aventura” na culinária da terra do sol nascente, eu mal frito um ovo. Então, sem adiantar muito, vai ter episódio em que vou tentar criar, virar um risoto na panela e não necessariamente ele vai ficar “dentro” da panela. O nosso diretor de jornalismo, André Ramos, sugeriu um avental com o nome do programa, como hashtag e tudo: #invadiuacozinha impresso. Acho que ele já estava prevendo alguns “incidentes” que vão dar molho ao quadro.

TVaBordo – Você já apresenta o #Partiu, como disse, todo gravado com celular e que é um dos sucessos do Balanço Geral. Este novo quadro também será com celular?

Fábio Ramalho – Acho que se fosse com o celular, na primeira edição eu deixaria o smartphone cair dentro da panela! Ia ser trágico e cômico ao mesmo tempo. Nesse caso estamos sempre gravando com uma equipe da casa que obviamente vai engordar junto comigo. O #Partiu foi um projeto que deu certo graças ao pioneirismo de ser o primeiro quadro 100% realmente gravado com celular. Mas essa é uma característica apenas deste projeto. No #invadiu, como estou chamando carinhosamente, o que há em comum é apenas a característica de se usar uma hashtag antes do nome. Virou a “família hashtag”’de quadros: o #partiu e agora o #invadiuacozinha que estreia. Depois virão outros.

TVaBordo – A gente pode entender que a Record TV Rio está mais antenada com o que vem da internet e comportamento quando investe em você pra quadros assim? Você começou no Rio como apresentador de terno e gravata, né?

Fábio Ramalho – Acho que foi um “duplo twist carpado” na minha carreira vir para o Rio
e essa percepção do vice-presidente de jornalismo, Douglas Tavolaro, que o entretenimento pode andar de mãos dadas com o jornalismo, sim. Eu acho que entrei nessa onda positiva que tem feito a Record TV se destacar do formato antes “três por quatro” das outras emissoras. Hoje, acontece muito de alguém me mandar mensagens no Instagram dizendo “Fábio, agora a Globo tem um quadro também com celular na mão!” A ideia já foi seguida no Nordeste e em Porto Alegre. Não posso reclamar, eu não inventei a roda. Absorvi o formato do que vi na época em que morei fora do país e coloque no meu canal do YouTube. Para a TV foi um pulo, graças a Deus.

TVaBordo – Vamos falar do início de tudo isso… A ideia de abrir um canal no YouTube surgiu após a demissão da Record TV ou já estava planejado?

Fábio Ramalho – Na verdade ele surgiu como uma espécie de complementação da TV na minha primeira passagem pela casa. Eu sempre gostei de mostrar o que era o “bastidor” da televisão. Mas quando saí da Record TV, com o término do “Programa da Tarde”, eu ganhei uma bolsa de estudos para um curso de gestão em terceiro setor na França. Isso porque o último quadro que fazia antes de deixar a casa era o “Operação do Bem”, que mostrava projetos sociais. Com essa experiência de morar fora do país, por alguns meses, eu comecei a observar como se estava fazendo televisão lá fora; e como as televisões estavam lidando com a internet. Me lembro que o aeroporto na cidade onde morava, no sudoeste da França, ficou fechado por um dia inteiro. Uma senhora havia deixado uma mala desacompanhada no saguão e, com aquele pânico de terrorismo que estava na Europa, há dois anos, o aeroporto foi evacuado na hora. Foi quando percebi que chegou um jornalista de uma emissora local, abriu uma espécie de tripé que de tão fino parecia uma antena daquelas antigas de televisão. Ele firmou o celular em cima, fez uma chamada de vídeo, e entrou ao vivo para o França inteira. Não tinha como ver isso e não tirar uma boa ideia. O celular estava ali muito mais que apenas para usar as redes sociais e a internet. Então pensei: se já tenho o canal no YouTube, e o celular… essa vai ser a minha TV “pessoal”. Aí comecei a falar sobre experiências de turismo em uma parceria com um site brasileiro, o “Falando de Viagem”. Eles me davam a viagem toda para outros países e eu fazia o conteúdo que queria. Eu achava que era desnecessário falar sobre a Torre Eiffel estando em Paris. Todo mundo já conhecia! Mas mostrar, por exemplo, uma bicicleta que você pedala sem sair do lugar recarregando o celular em uma estação de trem, aí já era o inusitado. Então comecei a investir nisso.

Fábio Ramalho
foto Instagram / Fábio Ramalho com Thais Rocha, do ‘Operação do Bem’

TVaBordo – Depois que o primeiro vídeo foi ao ar, qual foi a sensação? Liberdade? Teve medo do futuro, de não dá certo?

Fábio Ramalho – Foi uma sensação de “aqui eu sou eu mesmo” e não tem porque ser diferente. Eu falava o que queria e como queria. Se você me perguntar se era diferente quando eu estava na televisão, para nossa surpresa vou dizer que não! A emissora me dava esta liberdade. Então, como era diferente? Comecei a perceber que o maior algoz que podia ter, era eu mesmo. A gente fica preso a valores que nem sempre são impostos, são criados por nós mesmos. Em outras palavras, na internet eu não ficava pensando na massa que eu estaria assistindo. Eu pensava apenas que estaria assistindo quem curtisse o que eu faço e ponto final. Quando a gente tira o peso da “autocobranca”, se redescobre. E foi isso que aconteceu. Eu acho que me reinventei, sem a menor pretensão de voltar à TV.

Fábio Ramalho
foto reprodução

TVaBordo – São mais de 15 anos de profissão e você deve ter muita história para contar. O que você acha de lançar um livro revelando os bastidores dos seus vídeos no YouTube ou dos programas pelos quais você participou? Existe essa ideia?

Fábio Ramalho – Eu já tinha pensado em escrever alguma coisa contando as histórias dos projetos sociais, que conheci de perto durante esse tempo. O meu projeto social hoje leva o nome do quadro que apresentei: o “Operação do Bem”. Temos 12 instituições apoiadas entre o Rio e São Paulo e uma recém-inaugurada em Brasília. O que nós fazemos é apenas juntar pessoas do bem e dar uma espécie de assessoria de comunicação, além de promover eventos e pedidos de ajuda, às vezes, na “cara dura” mesmo, para gerar recursos para essas entidades. Vivo perturbando colegas, apresentadores da casa pedindo. Não é pra mim, então, vale. No “Operação do Bem” não temos um nicho específico: crianças especiais, animais ou idosos. Temos um leque com a ideia apenas de ajudar a instituições que precisam. Eu faço uma espécie de “escambo” social. Faço a apresentação de diversos eventos, sejam eles um desfile ou algum concurso, abrindo mão do meu cachê. Em contra-partida, peço que os participantes levem doações para as instituições que assistimos. Em outras palavras, eu aproveito a visibilidade que a televisão me trás, não apenas para permutar produtos e serviços pra mim nas minhas redes sociais. Eu coloco o fator social junto disso.

Fábio Ramalho
foto reprodução / Fábio Ramalho com a galera do ‘Operação do Bem’

TVaBordo – Você faz negócios pelas redes sociais como os chamados “digital influencers”? Consegue circular livremente na capital carioca? (Risos) Como tem sido o assédio das pessoas nas ruas?

Fábio Ramalho – É inegável que as redes sociais são uma grande fonte de negócios. Mas isso não se faz quando você é famoso apenas, se faz quando você tem credibilidade e prestígio. É isso que as pessoas confundem muito. Fama é diferente de prestígio. É inegável que sim, marcas de óculos, roupas, clínicas de estética são perfeitas para se fazer negócios nas redes sociais. Eu tomo cuidado para não falar de nada que eu realmente não use. Pode parecer demagogia dizer isso, mas eu não sou famoso, não me considero assim. O que tenho é a minha capacidade de influenciar as pessoas. Então, não posso queimar cartucho dizendo que alguma coisa é boa se eu realmente não achar. Por incrível que pareça foi justamente no período de quase dois anos que estive afastado da Record TV que mais aumentei a minha base de seguidores e negócios via web. O que pra mim prova, que a TV me traz credibilidade, já a internet também traz negócios. Como disse, eu não me considero famoso. Acho essa palavra pesada demais. Me considero conhecido. Isso sim, graças a Deus, faz a diferença quando ando pelo Rio de Janeiro. O reconhecimento imediato não é algo que massageia o meu ego. Pelo menos não canalizo assim. Eu analiso do ponto de vista profissional. Se me conhecem, estão me assistindo.

Fábio Ramalho e Xuxa Meneghel para o quadro #partiu

TVaBordo – Você postou no Instagram recentemente, e foi ao ar na última edição do #Partiu, uma patrocinadora nova, a TIM, certo? De quanto foi esse contrato?

Fábio Ramalho – Uma patrocinadora muito bem vinda, diga-se de passagem! A TIM foi a operadora que de pronto abriu os braços para patrocinar um quadro que tem tudo a ver com telefonia celular, né? Afinal de contas o #Partiu é todo gravado com um smartphone. E não é muito difícil eu usar de fato rede 4G para transferir imagens direto para ilha de edição. Se não tiver um bom serviço, não adianta. Então, foi mais que patrocínio. Foi um casamento perfeito que o departamento comercial da Record TV Rio fez questão de colocar as alianças. Eles, de forma muito competente, que fecharam tudo. Não sei exatamente os valores.

TVaBordo – Vamos mudar um pouco de assunto. Segundo levantamento feito pelo jornal da USP (Universidade de São Paulo) todos os anos, o curso de Jornalismo é o sexto mais concorrido, saltou do 10º lugar em 2016 (33,53%) para o 6º este ano (44,26%), diante de tanta procura, que conselhos você daria para aqueles que desejam seguir a carreira jornalística?

Fábio Ramalho – Acho que o primeiro conselho seria entender direitinho o que é o jornalismo que as pessoas estão procurando. Hoje existe uma confusão muito grande sobre o conceito do que é exercer o jornalismo. Estamos vivendo na era em que a informação supostamente não tem mais a chancela de alguém que estudou para isso. Muito menos precisa estar em um veículo oficial de jornalismo. Recentemente escutei minha mãe dizer que determinada notícia “deu no Facebook”. É essa a metamorfose que o jornalismo passa agora. Qualquer pessoa “pode” reportar. As redes sociais estão aí e a nova televisão que surgiu na internet, como o YouTube, abre guarda pra que qualquer pessoa possa sentir: tô lá como repórter. Só que vem tanta coisa errada, tantos erros de português. Vejo canais famosos que têm erros severos de concordância verbal. Então, toda abertura tem seus perigos.

TVaBordo – Brincando um pouco com você, dentro do espírito dos seus vídeos, se você encontrasse uma lâmpada mágica com um gênio dentro, e ele lhe concedesse a opção de voltar ao passado para mudar três coisas em sua vida, o que você mudaria?

Fábio Ramalho – Que pergunta boa! Eu acho que teria sido mais empreendedor entrando mais cedo ainda para o entretenimento, quando ainda estava no jornalismo. Esta seria a primeira delas. A segunda seria algo relacionado a me dedicar mais a desenvolver a minha espiritualidade mais cedo, a minha fé. Se tivesse mais fé antes, moveria mais montanhas! E por último, uma coisa relacionada à família. Confesso que, por conta do trabalho, acabei não me preocupando muito em, por exemplo, ter um filho, um dos meus grandes sonhos atualmente. Acho que chegando aos 42 a natureza grita…

TVaBordo – E nas folgas, o que faz o Fábio Ramalho? É boêmio, curte balada ou prefere assistir a uma série em casa muito bem acompanhado? 

Fábio Ramalho – Essa pergunta não é tão fácil responder porque eu acho que existem vários ”Ramalhinhos” dentro de mim. Existe um momento que quero realmente estar na balada, gosto de ouvir música, gosto de dançar e me divertir com os amigos. Mas há outros momentos, que curto mesmo ficar em casa. Aí, sem dúvida nenhuma, a televisão é uma grande companheira. Quando o assunto são séries gosto muito de tudo relacionado a ficção e suspense. Recentemente mergulhei em “Stranger Things”. Estou amando e já esperando a terceira temporada.

Vamos conhecer um pouco mais do Fábio Ramalho? A seguir, confira um jogo rápido.

Fábio Ramalho
foto Miguel Sá

Fábio Ramalho de Araújo e Silva

Brasília – DF, em 5 de março de 1975

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A minha inspiração na profissão é:

Se você esperou o nome de algum jornalista famoso… nada disso! A Xuxa. Acredita?
A primeira vez que entrei em um estúdio de televisão foi na Rede Globo, para participar do programa da Xuxa. Lembro do ar-condicionado gelado na cara, o colorido do cenário, as câmeras por todo lado e a iluminação. Um dia, almoçando com a Marlene Mattos, já aqui no Rio, queria que ela dirigisse um projeto meu. E na conversa tive a chance de dizer pra ela: “vocês são responsáveis por eu estar na televisão”. Recentemente, gravando com a Xuxa, também disse a ela isso. Se a Xuxa por algum motivo me tratasse mal hoje, acho que teria até que fazer terapia. Sempre digo para os amigos que a minha mãe dizia “estuda meu filho!” e eu entendia “estúdio meu filho!” Risos.

Fábio Ramalho
foto reprodução / Fábio Ramalho com Xuxa Meneghel para o quadro #partiu

Minha música inesquecível:
Sou apaixonado por uma banda chamada “The Cramberries”. Infelizmente, a vocalista, Dolores O’Riordan, morreu recentemente. Mas a música “Linger” vai viver pra sempre na minha mente. Agora, tem uma música evangélica que virou um hino na minha vida. Chama-se “Santo dos Santos”. Gosto muito de escutar.

Um filme que vale a pena ver de novo:
A Cabana. Um filme que dispensa apresentações. Quem assistiu sabe do que estou falando. Eu, emotivo a vida inteira, chorei do início ao fim.

Meu livro de cabeceira:
Atualmente não estou lendo nenhum. Mas, um dos últimos que li recentemente está “50 tons de cinza” e “O Segredo”. Esse último não gostei tanto. Tenho resistência em atribuir conquistas minhas ao meu “autoconhecimento” antes de atribuir, até o próprio benefício do autoconhecimento, a Deus.

Uma qualidade:
Qualidade? Tem uma que na verdade acaba se tornando um defeito: sou perfeccionista.

Tenho um defeito horrível:
Como a vida pode ser engraçada, né? A minha maior qualidade também é o meu maior defeito! Sou perfeccionista ao extremo, que chega até a condicionar um comportamento de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Minha casa tem que ter tudo sempre no lugar.

Me tira do sério:
Puxada de tapete. Não faço isso com ninguém. Construo degrau.

Me deixa feliz:
Ver o resultado não apenas do meu trabalho da televisão, mas também o trabalho social. Arrecadar quilos e mais quilos de alimentos como os fizemos recentemente em um show, não tem preço.

Não gosto da palavra:
Não gosto da expressão “não pode”. No meu trabalho a única coisa que não pode é dizer “não pode”. O não tem o peso de 50 elefantes.

Em compensação…

A palavra DEU CERTO é como música para os meus ouvidos.

Meu sonho de consumo:
Atualmente não é uma coisa tão inatingível. Estou pensando em comprar um carro. Desde que fui morar na França vendi o meu, com pretexto de guardar o dinheiro. Não precisa nem dizer que usei o dinheiro todo por lá e voltei zerado, né? Mas não me arrependo em nada. Foi uma grande experiência de vida.

Não tenho habilidades para:
Qualquer coisa que exija coordenação motora. Sou bom em falar, olhar para uma câmera e tagarelar sem parar. Qualquer coisa que exija cortar, costurar, desenhar… Esquece.

Um prato que eu comeria 100 vezes:
Eu amo sushi e sashimi. Mas antes da culinária japonesa vem algo bem brasileiro: açaí! É sério! Nos meses que fiquei fora do país eu chegava a ter crise de abstinência mental. Sonhava com uma colherada de açaí.

Um prato que não comeria de jeito nenhum, nem por um milhão de reais!
Eu simplesmente não consigo comer beterraba. Se colocar beterraba no prato e ela ao menos tocar o arroz… Esquece! Não consigo mais comer. E não é nem pelo sabor. É porque quando era pequeno minha mãe me mandava tomar muita vitamina de beterraba. Era o vale tudo para que nós crescêssemos fortes e saudáveis. Só que a minha mãe, junto com isso, me deixou um trauma. Fazer o que, né? Foi com a melhor das intenções. Risos.

A melhor sobremesa do mundo…
Não tenha dúvidas: açaí. Mesmo que o açaí também tenha sido o prato principal e a entrada.

Fábio Ramalho
foto reprodução

Tenho saudades de…
Nossa… Sou um cara extremamente nostálgico. Tenho saudade de tudo que foi bom na vida. Década de 1980, infância, relacionamentos que se foram. Mas sou do tipo bem Renato Russo. Tenho saudades até do que não vi.

Um ditado, uma frase ou Um verso que norteia a minha vida…

“O inferno são os outros”. Frase de Sartre. Acho quem se preocupa demais com a opinião dos outros vira escravo deles.

Fábio é um cara…
Difícil de explicar e definir. Não curto rótulos porque sou bem metamorfose ambulante. Tenho minhas convicções morais e religiosas. Mas me permito discutir de mudar de ideia. Que tal deixar quem leu a entrevista responder isso aqui embaixo nos comentários? Risos

Mensagem aos fãs
Nossa, isso não é tão difícil. O que dizer a uma cidade maravilhosa que me recebeu há 13 anos e só tem me feito crescer nela? Tenho que abrir os braços pro Rio de Janeiro, assim como o Cristo Redentor, e dizer um longo e sonoro OBRIGADO! Além de agradecer a Deus em primeiro lugar, o carioca é que me fez chegar onde eu cheguei.

#FabioRamalhoNoTVaBordo

Fábio Ramalho com o jornalista Warlen Pontes
Matéria em parceria com
Fábio Ramalho
foto reprodução Instagram / Maria Pericás
 
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