Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis voltam com ‘Um Bonde Chamado Desejo’, em São Paulo

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Um Bonde Chamado Desejo reestreia em curta temporada
Desejo
foto Divulgação


‘Um Bonde Chamado Desejo’

De: Tennessee Williams
 Tradução e Direção

Rafael Gomes
 Com
Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas, Fabricio Licursi,
Nana Yazbek e Davi Novaes
 
Maria Luisa Mendonça é Blanche DuBois, a sonhadora e atormentada personagem criada por Tennessee Williams, no clássico da dramaturgia, Um Bonde Chamado Desejo, que entra em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley, interpretado por Eduardo Moscovis. Um dos maiores sucessos da cena teatral paulista em 2015 está de volta em São Paulo, após temporada no Rio de Janeiro

A trama

A história de ‘Um Bonde Chamado Desejo’ foi criada por Tennessee Williams e narra a decadência de Blanche Dubois, que se abriga na casa da irmã, Stella, para fugir do passado e se depara com seu vulgar cunhado, Stanley Kowalski. Marlon Brando e Jessica Tandy interpretaram, em 1947, na Broadway, dirigidos por Elia Kazan, os protagonistas que aqui são representados por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis. O texto ganharia notoriedade mundial no cinema, quatro anos depois, quando o mesmo Kazan dirigiu a adaptação cinematográfica com Brando e Vivian Leigh nos papéis principais.

Um Bonde Chamado Desejo

Na trama, a sonhadora e atormentada Blanche DuBois muda-se para a casa da irmã, Stella, no estado norte americano de New Orleans, para logo entrar em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley. Na tensão entre a carnalidade bestial de Stanley e o espírito etéreo de Blanche, ergue-se a mais pungente e bela metáfora do duelo entre o sonho e a realidade, entre a alma e o corpo, que o teatro já produziu.
 
Com direção de Rafael Gomes, completam o elenco Donizeti Mazonas (no papel de Harold Mitchell), Virgínia Buckowski (no papel de Stella Kowalski), Fabrício Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes.
 
Através do enredo doméstico de Tennessee Williams, criam-se complexos universos éticos e estéticos, com refinadas teias simbólicas, maestria de linguagem e, principalmente, enorme envergadura moral.

Rafael Gomes

O diretor Rafael Gomes, um dos mais destacados encenadores da nova cena teatral paulistana (Prêmio APCA por Música Para Cortar Os Pulsos; três indicações ao Prêmio Shell por Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantes; mais de 20 indicações e 5 Prêmios conquistados pelo musical Gota D’Água [a seco]; 2 indicações de melhor espetáculo e Prêmio APCA de melhor autor para a peça Os Arqueólogos) é um profissional que, assim como Elia Kazan, diretor da montagem inaugural do texto, transita entre o Audiovisual e o Teatro, com experiência multidisciplinar, buscando as particularidades e convergências em cada uma das artes, bem como aquilo que as alimenta mutuamente.
 
 UM BONDE CHAMADO DESEJO
TEATRO TUCARENA (300 lugares)
Rua Monte Alegre, 1024 (entrada pela Rua Bartira) – Perdizes
 Informações: 3670.8455 / 8454
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 19h. Estacionamento conveniado: R$ 14 (Rua Monte Alegre, 835/ mediante apresentação do ingresso do espetáculo). Valet Estapar: R$ 25 (somente sábados e domingos)
Vendas: 4003.1212 e www.ingressorapido.com.br
 
Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 18hIngressos:
R$ 80 Duração: 110 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: Drama
 
Estreou dia 05 de Junho de 2015 em São Paulo
 Reestreia dia 19 de Janeiro de 2018
Temporada: até 04 de Março

Assista alguns trechos

Ficha Técnica:
Texto: Tennessee Williams
Tradução e Direção: Rafael Gomes
Elenco: Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis,
Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas,
Fabricio Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes
Cenário: André Cortez
Iluminação: Wagner Antonio
Figurino: Fause Haten
Seleção Musical: Rafael Gomes
Assessoria de Imprensa SP: Daniela Bustos,
Beth Gallo e Thais Peres – Morente Forte Comunicações
Assessoria de imprensa RJ: Barata Comunicação
Projeto Gráfico: Laura Del Rey
Fotos de Estúdio: Pedro Bonacina e Renata Terepins
Fotos de Cena: João Caldas
Administração: Magali Morente Lopes
Produção Executiva: Martha Lozano
Coordenação de Projetos: Egberto Simões
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Ministério da Cultura,
Morente Forte Produções Teatrais, Empório de Teatro Sortido
Apoio Cultural: Seguros Unimed
PRÊMIOS
PRÊMIO APCA
Maria Luisa Mendonça – Melhor Atriz
PRÊMIO APLAUSO BRASIL
Maria Luisa Mendonça – Melhor Atriz
PRÊMIO ARTE QUALIDADE BRASIL
Maria Luisa Mendonça – Melhor Atriz
Melhor Espetáculo Drama
PRÊMIO SHELL
Rafael Gomes – Melhor Direção
Maria Luisa Mendonça – Melhor Atriz André Cortez – Melhor Cenário
Indicações:
PRÊMIO APLAUSO BRASIL
André Cortez – Melhor Cenário
Fause Haten – Melhor Figurino
Rafael Gomes – Melhor Direção
PRÊMIO ARTE QUALIDADE BRASIL
Eduardo Moscovis – Melhor Ator
Rafael Gomes – Melhor Diretor
PRÊMIO SHELL
Fause Haten – Melhor Figurino
PRÊMIO CENYM
Maria Luisa Mendonça – Melhor Atriz
Selma Morente e Célia Forte –
Melhor Montagem Brasileira de uma obra Estrangeira
Por Rafael Gomes
‘Por que montar Um Bonde Chamado Desejo?’
Essa é a primeira pergunta que inevitavelmente todos me fizeram, sejam meus atores na sala de ensaio ou meus amigos na mesa do bar. E eu penso que é para poder responder essa pergunta. ‘Para poder responder essa pergunta’ é a melhor resposta que eu tive. E acho que todos estamos aqui por isso. Alguns tem respostas mais formuladas, outros menos. Mas descobrir todos os porquês de termos remontado essa peça em 2015, este é o nosso ponto de chegada. É o nosso motivo e o nosso motor.
O que eu sei com certeza é por que eu não montaria: eu não montaria se fosse para fazer uma encenação ‘clássica’ e totalmente naturalista; eu não montaria se não pudesse fazer este trabalho dialogar com o mundo e as circunstâncias que vivemos hoje; eu não montaria se não fosse para injetar algum sangue – o nosso sangue – nesse texto tão bonito e tão preciso e tão dilacerante e tão vital.
Eu montei porque há 12 anos essa peça não era encenada; porque existe uma geração inteira (ou mais de uma) que nunca a pode ver; porque se um grande texto é como uma grande canção, então eu era louco para ver a interpretação que Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis (e todos esses maravilhosos atores)
dariam para essa grande canção – digo, texto.
Mas, essencialmente, eu montei para descobrir por quê.
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